Homenagem aos Tarrafalistas

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homenagemtarrafal_ineseixas09.02.08_2A URAP realizou, no passado 9 de Fevereiro, a romagem anual de homenagem aos Tarrafalistas, junto ao seu Mausoléu no Cemitério do Alto de S. João contando com a presença de largas dezenas de pessoas de todas as idades, entre as quais resistentes antifascistas e delegações representando outras organizações.

hpim1967A cerimónia foi apresentada por Ana Pato, membro do Conselho Directivo da URAP que, após breves palavras de abertura, anunciou a intervenção do coordenador do Conselho Directivo, Aurélio Santos, que, exaltando a coragem daqueles homens que ousaram afrontar o regime de Salazar e por isso deram a vida, falou também do contexto histórico daquela época em que o fascismo crescia na Europa e em que sobre os povos pairava já ameaças da Guerra. Aurélio Santos alertou para os perigos da situação presente e para que não se pense que o fascismo ficou hpim1936enterrado para sempre com o fim da guerra. Precisamos, disse, que as novas gerações que não viveram o fascismo, lutem connosco para que não haja fascismo, nunca mais! E nesse sentido, a URAP, tem na sua direcção, jovens que hoje estão aqui presentes. Aurélio Santos terminou a sua intervenção com a promessa de que os sacrifícios dos Tarrafalistas são exemplos que nos propomos seguir na defesa da liberdade e da Paz, com todos aqueles que nos quiserem acompanhar, como assim foi no passado.

hpim1959Em seguida usou da palavra Paulo Marques, membro do Conselho Directivo da URAP, que, recordando também aqueles heróis, falou do recrudescimento de grupos fascistas na Europa em geral, mas também em Portugal, do perigo do branqueamento do fascismo, do esquecimento premeditado desses tempos negros, que nos compêndios escolares só ocupam muito poucas páginas e, por isso, haver tanto desconhecimento por parte da juventude.

homenagemtarrafal_ineseixas09.02.08Por fim, foi a vez do actor Tavares Marques que disse um poema de Armindo Rodrigues e de Ary dos Santos, ambos em memória dos heróis do Tarrafal e escritos aquando do regresso dos seus restos mortais para aquele Monumento, naquele memorável dia de chuva intensa em que milhares e milhares de pessoas quiseram prestar a sua homenagem aos Tarrafalistas.   


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Já com o monumento cheio de cravos vermelhos, a cerimónia foi encerrada com os presentes cantando todos ''As Vozes ao Alto'' de Lopes Graça,''Grândola Vila Morena'' e o Hino Nacional.





Intervenção de Aurélio Santos
Intervenção de Paulo Marques