URAP realiza a sua Assembleia Geral

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assembleia_geral_da_urap_2009_007Assembleia-Geral da URAP

Realizou-se no dia 7 de Fevereiro de 2009 a Assembleia-Geral Ordinária da URAP nas instalações da Biblioteca-Museu República e Resistência da Câmara Municipal de Lisboa. Contando com a presença de 90 associados, esta reunião magna iniciou-se às 15 horas com o vice-presidente da Mesa da Assembleia-Geral, Francisco Lobo, a ler a Acta da Assembleia-Geral transacta, realizada em 2007.

ver Relatorio de Actividades de 2008
ver Plano de Actividades
ver novos Corpos Sociais

ver moção Tribunal da Boa-Hora 
ver intervenção de Aurélio Santos 

assembleia_geral_da_urap_2009_008Coube a Encarnação Raminho, do Conselho Directivo da URAP, realizar em seguida a apresentação do Relatório de Actividades do ano de 2008. Este documento foi também votado e aprovado por unanimidade.

Em seguida, Álvaro Contreiras, do Conselho Fiscal, apresentou o Relatório de Contas e Parecer deste órgão da URAP, que foi também aprovado por unanimidade. Depois, iniciou-se o período de apresentação das actividades dos Núcleos da URAP no último ano. Intervieram: pelo Porto, Maria Celestina Gomes; por Santa Iria da Azóia, Luís Figueiredo; por Almada, Mário Araújo; por Setúbal, Américo Leal.

assembleia_geral_da_urap_2009_035Seguiu-se ainda a intervenção de Paulo Marques, do Conselho Directivo da URAP, que se referiu ao pelouro da Juventude no âmbito das actividades da associação. Relativamente aos Núcleos da URAP, o membro do Conselho Directivo, Vítor Zacarias, também aludiu ao seu funcionamento no uso da palavra.

Em seguida, coube a Feliciano David, em nome do Conselho Directivo da URAP, ler uma Moção expressando a viva preocupação relativa à iniciativa de venda do edifício do Tribunal da Boa Hora pelos poderes públicos, aprovada também por unanimidade pelos presentes. No período de discussão do documento surgiram mesmo sugestões de que a URAP pudesse empreender um conjunto de iniciativas no sentido de que o poder legislativo, exercido pela Assembleia da República, pudesse ficar vinculado a uma valorização e homenagem pública a todos os que lutaram pela Liberdade e na resistência ao ignóbil regime fascista em Portugal.

assembleia_geral_da_urap_2009_011Depois, David Pereira, membro da URAP e integrante do grupo de trabalho criado para a concretização do protocolo com a Câmara Municipal de Peniche para a instalação de um Museu da Resistência e da Luta pela Liberdade na Fortaleza local, referiu-se exactamente ao andamento dos seus trabalhos, vintes meses depois da formalização da colaboração entre a URAP e o município daquela cidade. Posteriormente, Marília Villaverde Cabral, do Conselho Directivo, referiu-se ao pelouro das relações internacionais da URAP, nomeadamente às iniciativas da Federação Internacional de Resistentes (FIR) de que é membro. Seguiu-se a alocução de Ana Pato, do Conselho Directivo, relativamente ao pelouro da informação, quer relativamente ao Boletim da URAP, quer referindo-se ao portal da associação na Internet.

assembleia_geral_da_urap_2009_010Chegados a este ponto, a presidente da Mesa da Assembleia-Geral, Maria Luísa Tito de Morais, deu a palavra a Paulo Marques que interveio sobre a Proposta de Actividades a realizar no biénio de 2009-2010. No período de discussão do documento foram feitas diversas propostas: o sócio Hugo Janeiro referiu-se à evocação dos setenta anos do rebentamento da II Guerra Mundial em 1939, destacando os seus promotores e beneficiários, bem como os esforços a desenvolver pela URAP para que se concretizasse o reconhecimento pelo Estado português dos elevados serviços prestados à causa da Liberdade por diversos antifascistas para efeitos das suas pensões de reforma; Ercília Talhadas recordou a sessão institucional na Assembleia da República de comemoração da Revolução de 25 de Abril de 1974 para que todos os resistentes ao fascismo e suas famílias vissem publicamente reconhecido e enaltecido o seu papel central para que pudesse ser livre o caminho trilhado pelos portugueses após o derrubamento da ditadura fascista, apelando à participação da URAP nessa sensibilização.

Seguiu-se ainda a eleição dos Órgãos Sociais da URAP para o mandato de 2009-2010, com a lista apresentada à votação a ser aceite por unanimidade.

assembleia_geral_da_urap_2009_043No encerramento dos trabalhos, foi dada a palavra ao coordenador do Conselho Directivo da URAP, Aurélio Santos, que aludiu aos tempos vividos no momento presente, quando a proclamação da famigerada crise se vinha prestando à aplicação das mais variadas políticas lesivas dos interesses do povo e dos trabalhadores portugueses. Depois aludiu ainda às sucessivas tentativas de branqueamento e enaltecimento do regime fascista vigente em Portugal entre 1926 e 1974, tal como aos diversos momento da ditadura terrorista dos monopólios e dos grandes latifúndios no País. Desde a fase associada aos símbolos exteriores ostensivamente fascistas e à prossecução de políticas no âmbito económico e social impostas pela força e de favorecimento dessas classes dominantes, até ao período em que o fascismo procurara mascarar esses sinais exteriores mantendo as mesmas políticas e os mesmos beneficiários, regressando às práticas mais alvitrantes no desencadeamento de uma guerra atroz contra os povos das colónias portuguesas, que com justeza e determinação lutavam pela sua independência incondicional, sempre com as mesmas políticas de fundo e contra os interesses da imensa maioria da população portuguesa. Relativamente à situação da URAP, o coordenador do Conselho Directivo realçou o facto de os companheiros que deixavam os órgãos sociais da associação manterem intacta a importância do seu contributo junto da associação, apresentando também os novos integrantes dos órgãos sociais como pertencendo a jovens gerações que contribuiriam seguramente na batalha de defesa dos valores democráticos e de Abril, assim como na transmissão e elucidação dos portugueses já nascidos depois da Revolução sobre o que fora a vigência da ditadura fascista. Por outro lado, destacou ainda o desejo de ser formalizada nos Estatutos da URAP a existência de um Conselho Nacional composto de personalidades com um passado de luta antifascista, exortando também a que se concretizasse definitivamente o rompimento do cerco montado em torno da passagem da sua mensagem nos meios de comunicação social.

Encerrados os trabalhos pela presidente da Mesa da Assembleia-Geral, foram convidados todos os presentes a reunirem-se em torno de um lanche.