Homenagem aos Tarrafalistas

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romagem_tarrafalistas_urap_2009_025No passado dia 21 de Março, a URAP organizou a Romagem anual ao Mausoléu dos Tarrafalistas, no Cemitério do Alto de S. João, onde se realizou a Cerimónia de Homenagem, presidida por David Pereira, do Conselho Directivo.

romagem_tarrafalistas_urap_2009_006A iniciar a Cerimónia, Marília Villaverde, também do Conselho Directivo, informou os presentes que de 30 Abril a 6 de Maio deste ano a URAP vai concretizar uma visita guiada ao Campo de Concentração do Tarrafal em Cabo Verde, às ilhas de Santiago, S. Vicente e do Sal que coincide com o Simpósio Internacional organizado pela Fundação Amilcar Cabral e onde usará da palavra Aurélio Santos Coordenador do Conselho Directivo. Salientou que esta visita para além de ser uma Homenagem aos nossos Tarrafalistas que deram o melhor das suas vidas e alguns as próprias vidas pela liberdade e para que fosse possível um Mundo melhor é também uma Homenagem aos patriotas das ex-colónias que lutaram contra o jugo colonial e que ali também estiveram presos e, assim, em conjunto, comemoraremos o encerramento definitivo do Campo de Concentração que a 1 de Maio deste ano faz precisamente 35 anos, acrescentou.

Em seguida, Levy Baptista, presidente da Mesa da Assembleia Geral, fez a intervenção de encerramento, realçando a importância destas Homenagens em tempos em que se pretende o esquecimento da nossa História, do fascismo e da resistência, como demonstram casos recentes, de que é exemplo o caso do Tribunal da Boa Hora. Chamou a atenção para o papel da URAP e do seu dever pela preservação da memória, de símbolos como o que significa o Tarrafal para onde se mandaram jovens para morrer, mas também símbolos da Resistência. Apelou à participação dos sócios na vida da URAP, à necessidade de envolver mais pessoas nesta luta, nomeadamente jovens, pois, considerou, enquanto houver no Mundo Guantânamo, Abu Ghraib e situações como a da Palestina, a luta tem de continuar.

Após a intervenção de Levy Baptista, ouviu-se em silêncio o Requiem em Memória das Vítimas do Fascismo em Portugal de Lopes Graça e a Cerimónia encerrou com os presentes cantando o Hino Nacional.