URAP visita campo de concentração em Auschwitz

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auschwitz_1.jpgNo seguimento das comemorações que a FIR tem levado a efeito, celebrando o 65º aniversário do fim da guerra e do nazi-fascismo, um grupo de 16 pessoas, composto de dirigentes, sócios e amigos da URAP, deslocaram-se em meados de Setembro do corrente ano à Polónia, a fim de com a sua presença homenagear as vítimas dos campos de concentração de AUSCHWITZ/BIRKENAU.


Foi organizada uma pequena cerimónia, tendo sido colocado um ramo de flores e prestado um minuto de silêncio junto ao monumento dedicado aos que sofreram e morreram naquele Campo de Concentração, pela preservação da memória e por "um novo mundo de Paz e Liberdade"

A presença da delegação da URAP neste local, assinala a importância que os antifascistas e democratas portugueses atribuem à continuação da luta antifascista por toda a Europa, por todo o mundo e sobretudo para conservação da memória histórica e preservação dos locais de comemoração.

A URAP, tal como a FIR e outras associações de Resistentes já o fizeram antes, lembra que não se deve esquecer todos aqueles que morreram e sofreram as sevícias do nazi-fascismo, para que tal não se repita. "Esquecer é o caminho para um novo holocausto".

O Museu de Auschwitz foi considerado Património Mundial da Humanidade desde 1979. Auschwitz/Birkenau é o nome de um grupo de campos de concentração localizados no sul da Polónia, símbolos do Holocausto perpetrado pelo nazismo.

A partir de 1940, o governo alemão comandado por Adolfo Hitler, construiu vários campos de concentração e um campo de extermínio neta área, então na Polónia ocupada. Houve três campos principais e trinta e nove auxiliares. Os campos localizavam-se no território dos municípios de Auschwitz e Birkenau, versões em língua alemã para os nomes polacos de Oswiecim e Brzeinka, respectivamente. Esta área dista cerca de sessenta quilómetros da cidade de Cracóvia, capital da região da Pequena Polónia.

Foi com algum espanto que verificámos que o branqueamento das forças opressoras, que estiveram nas origens da II Guerra Mundial, também chegaram ao Campo de Concentração de Auschvitz, porquanto o campo está transformado em lugar turístico, sem a narrativa exacta e as fotos de quem libertou aquela terrível prisão e a grande valorização dada aos prisioneiros eclesiásticos católicos, com as ausências aos restantes resistentes e lutadores.

Para além desta cerimónia, o grupo visitou a cidade de Varsóvia, listada pela UNESCO desde 1980, e assistiu a um recital de piano de Chopin, apresentado num dos edifícios históricos. Visitaram também Torun, cidade onde nasceu Nicolaus Copernicus, assim como Poznan e Wruclaw, situada na margem do rio Oder, cidade de numerosas instituições de ensino superior desde o século XI, foi aqui que Edmond Halley, no final do século XVII, apresentou um estudo sobre a primeira tábua da vida elaborada cientificamente.