URAP condena provocações fascistas na Hungria

measz_logo.jpgA URAP condena veementemente as provocações contra a organização de resistência antifascista da Hungria (MEASZ) e a promoção de políticas de cariz fascista ou fascizante

Na Hungria, em face da decisão de nomear dois indivíduos pertencentes às forças abertamente fascistas do país para directores do Teatro Nacional de Budapeste por parte da edilidade da capital do país, o Presidente da Organização de Resistência Antifascista da Hungria (MEASZ), Vilmos Hanti, e correntemente no desempenho do cargo de Presidente da Federação Internacional de Resistentes - Associação Antifascista (FIR), reagiu publicamente condenando esta decisão atentatória da própria política cultural promovida pelo erário público.

Na sequência, e após uma manifestação pública contra o facto que decorreu no dia 22 de Outubro, Vilmos Hanti foi violentamente atacado verbalmente por membros de organizações reaccionárias e abertamente fascistas, que foram ao ponto de forjar imagens falsas da sua pessoa associadas a símbolos de cariz fascista e nazi.

Assim, o Conselho Directivo da URAP já enviou uma mensagem de solidariedade aos membros do MEASZ na pessoa do seu Presidente, Vilmos Hanti, condenando veementemente o facto e reforçando o papel antifascista da organização no contexto da Hungria actualmente. Outras organizações antifascistas, nomeadamente membros da FIR, demonstraram igualmente a sua indignação e solidariedade. Por outro lado, a URAP vê com grande preocupação a nomeação de indivíduos abertamente fascistas para cargos de direcção pública como é o caso do Teatro Nacional de Budapeste, e sabendo o seu papel fulcral na recuperação e branqueamento do fascismo e do seu passado negro e coberto de crimes. De facto, estes factos não podem ser desligados da ofensiva geral e global em curso que dia após dia corrói e destrói os fundamentos básicos dos regimes democráticos, degradando e esvaziando todas as características mais avançadas e progressistas das sociedades, retirando direitos políticos, económicos, sociais e culturais que demoraram muitas décadas a serem arduamente conquistados pelos povos.

No entanto, a URAP continua a sustentar que também no plano internacional só o trabalho de unidade e de luta para que os povos decidam realmente do seu próprio destino pode vencer estes ataques. A defesa dos avanços civilizacionais que foi possível alcançar com tenacidade no passado e a continuação do exemplo que os gloriosos resistentes e veteranos do combate da Humanidade contra a barbárie nazi-fascista concretizaram são o maior legado para fortalecer o combate a estas perspectivas sombrias. Por isso transmitimos a nossa viva solidariedade à organização húngara MEASZ e a todos os húngaros que resistem e lutam contra a reabilitação e o branqueamento do fascismo.