URAP presta homenagem aos antifascistas assassinados no Tarrafal

tarrafalistas3s.jpgRealizou-se no passado dia 25 de Fevereiro a tradicional Romagem ao Mausoléu dos Tarrafalistas, no Cemitério do Alto de São João, em Lisboa. Compareceram ao evento cerca de 150 antifascistas que se dirigiram da entrada para o local do Mausoléu, em desfile encabeçado pelo núcleo do Seixal. A bandeira da URAP seguia também no desfile, assim como duas coroas de flores de homenagem aos antifascistas mortos no Campo de Concentração do Tarrafal e que foram depositadas junto ao Mausoléu.

Ver intervenção de Rosa Macedo, Conselho Directivo da URAP.

img_1463.jpgA abertura da cerimónia foi feita por Diamantino Torres, membro dos órgãos sociais da URAP que se congratulou pela adesão dos presentes à homenagem e destacou a presença dos núcleos de Almada, Amadora, Seixal, Santa Iria de Azóia, Barreiro e Setúbal.



Nas suas palavras, lembtarrafalistas014s.jpgrou que a sessão se inseria na luta contra o branqueamento das atrocidades do fascismo português, mas recordava também as vítimas da luta pela democracia e por uma sociedade mais justa após o 25 de Abril, lembrando o assassinato de 2 operários do Porto, pela PSP, no 1º de Maio de 1982; do assassinato, pela GNR, dos operários agrícolas alentejanos Casquinha e Caravela, em 1979, e do assassinato de 4 pessoas em frente à sede da PIDE no dia 25 de Abril de 1974.

Terminou, recordando que a batalha pela liberdade e a democracia nunca devem ser abandonadas. 

img_1476.jpgSeguiu-se a leitura de dois poemas, de Sidónio Muralha e de Miguel Torga, por parte do companheiro e actor Tavares Marques.

 

 

Após este acto, todimg_1479.jpgos puderam escutar a violinista Ana Margarida interpretar um andamento da sonata nº 3 de Bach, seguindo-se uma versão de "Mãe pobre" de Fernando Lopes-Graça.









tarrafalistas013s.jpgA encerrar o acto de homenagem, a companheira Rosa Macedo fez uma intervenção em nome da direcção da URAP. Lembrou as vítimas do fascismo, em particular os que não resistiram físicamente às adversidades e maus-tratos exercidos no Campo de Concentração do Tarrafal pelos carrascos do regime, e cuja memória se homenageava naquele momento.

Alertou para a campanha em curso de branqueamento e mesmo apagamento dum período histórico que sacrificou o povo português, campanha essa que segue a par com a destruição das conquistas alcançadas com a Revolução de Abril, do empobrecimento da democracia e das ameaças às liberdades e à paz, em Portugal e na Europa.

Afirmou ser necessário desmascarar e dar combate sem tréguas a estas políticas, designadamente, participando nas lutas sociais em curso,

Terminou dando um viva à URAP!

tarrafalistas015s.jpgOs presentes associaram-se a estas palavras com um vigoroso grito de: 25 de Abril sempre, fascismo nunca mais!

No final desta homenagem, alguns companheiros presentes, que integram o coro Lopes-Graça, cantaram "Grândola, Vila Morena", sendo acompanhados por todos os presentes.

A encerrar, em uníssono, cantou-se o Hino Nacional.