A URAP realiza a sua Assembleia Geral

AGURAP_2013_2O reforço dos núcleos da URAP, o contacto com escolas, alunos e professores e a participação nas comemorações do 25 de Abril, que se aproxima, foram os principais temas destacados pela coordenadora da URAP, Marília Villaverde Cabral, na Assembleia-Geral  ordinária da organização, que se realizou dia 2 de Março no auditório da Biblioteca-Museu República e Resistência, em Lisboa.

Depois de ter recordado a passagem de mais um aniversário do Congresso da Oposição Democrática em Aveiro, no ano de 1973, a coordenadora falou no papel da URAP no actual contexto polítco-social e sublinhou a necessidade de as organizações locais participarem nas iniciativas públicas de luta contra a destruição das liberdades e direitos sociais, do poder local democrático e em defesa da Constituição da República.


No plano internacional, Marília Villaverde Cabral, que encerrou  os, referiu-se ao papel que a URAP tem desempenhado na FIR (Federação Internacional de Resistentes Antifascistas).
A reunião, dirigida pelo presidente da Assembleia-Geral, Levy Baptista, foi iniciada por uma intervenção de Encarnação Raminho, do Conselho Directivo, que fez uma breve evocação da situação política e social durante o ano de 2012 e do enquadramento da actividade da URAP e dos seus núcleos na mesma.
Destacou ainda a solidariedade da URAP para com os povos palestiniano e sírio e o combate às tendências neofascistas na Europa, através da acção da FIR.


Entre as iniciativas mais relevantes, Encarnação Raminho apontou a participação dos jovens portugueses no "Comboio dos 1000l" aos antigos campos de concentração de Auschwitz e Birkenau, considerando como sendo o  ponto mais alto de 2012. Os 100 jovens portugueses que seguiram nessa viagem e assistiram aos eventos a ela ligados teve reflexos muito positivos para o conhecimento da história do Holocausto e também da resistência em Portugal.  Os alunos foram acompanhados por professores e por membros da URAP, entre os quais José Pedro Soares, ex-preso político na cadeia do Forte de Peniche.


Outro acontecimento de 2012, foi a visita a cidades da Guerra Civil espanhola, onde os participantes tiveram a possibilidade de visitar os locais históricos do combate pela democracia e liberdade dos republicanos espanhóis e das forças progressistas internacionais contra o exército fascista de Franco, apoiado por Hitler e Mussolini.


Encarnação Raminho destacou também a realização do ciclo de conferências "Rostos da Resistência" e " RPL -A Voz da Liberdade", no edifício Grandella da Biblioteca-Museu República e Resistência.


Por último, informou que o trabalho de levantamento dos ex-presos políticos nas cadeias do fascismo, em particular  no Forte de Peniche, está quase concluído, o que vai permitir à Câmara Municipal construir naquela vila um memorial de homenagem, acrescentando  também que se encontra em finalização um folheto sobre a visita de uma delegação da URAP ao antigo Campo de Concentração do Tarrafal, em 2011.


Álvaro Contreiras, do Conselho Fiscal, apresentou as Contas de 2012, manifestando, porém, a  necessidade de se proceder a um aumento da quotização, de forma voluntária, mas consciente, dada a necessidade de criar sustentabilidade para a actividade futura da URAP, designadamente nos seus compromissos na FIR.


No debate que se seguiu intervieram representantes dos núcleos presentes, Celestina Leão do Porto, Cláudio Pereira de Santa Iria de Azóia, Luís Matos de Setúbal e Bento Luís de Vila Franca de Xira, dando conta das iniciativas que levaram a cabo e que muito têm contribuído para afirmar a URAP na sociedade portuguesa.

AGURAP_2013_3Aurélio Santos, do Conselho Nacional, falou sobre a situação na Europa e no clima generalizado de ataques ao nível de vida dos povos e da destruição do chamado Estado Social. Lamentou a estreita colaboração de forças ditas da esquerda democrática com forças da direita, ao nível dos órgãos da União Europeia, destacando a diferença do papel desempenhado pela FIR neste contexto.
O orador informou que a URAP propôs uma diligência junto da Comissão de Direitos Humanos da ONU para a obtenção de uma declaração sobre a destruição dos direitos sociais, como um atentado aos direitos humanos. Em paralelo, denunciou o ressurgimento de organizações de cariz neo- nazi e a perseguição aos resistentes antifascistas e à criminalização de organizações de esquerda na Europa e  alertou para a possibilidade de novos conflitos regionais e até mundiais, caso prossiga a ofensiva em curso.

Ivo Serra, eleito para o Conselho Directivo, referiu-se ao trabalho entre a juventude que visa consciencializar os jovens  para a realidade do fascismo em Portugal e da luta de resistência que se lhe opôs, contribuindo assim, para o aumento da sua própria consciência democrática e antifascista. Salientou haver ainda muitas lacunas nesta frente e apelou à colaboração dos núcleos para expandir a mensagem da URAP.


O reforço financeiro da URAP e os avanços na organização e na divulgação dos seus princípios entre a população, foram abordados por Diamantino Torres, Feliciano David e Odete Amoedo. Américo Leal tomou igualmente a palavra.
Os cerca de 40 sócios presentes aprovaram, por unanimidade e aclamação, o Relatório e Contas de 2012, bem como a lista concorrente aos órgãos sociais da URAP para 2013.


A Mesa pôs à votação uma resolução sobre a actual situação política e social do país, tendo sido aprovada por unanimidade e aclamação.



Corpos Sociais eleitos para o biénio 2013-2014

Relatório de Actividades de 2012


Plano de Actividades para 2013-2014


Resolução