FIR quer defender memorial na Estónia

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Michel Vanderborght, presidente da Federação Internacional de Resistentes Antifascistas, de que a URAP faz parte, enviou uma carta ao governo da Estónia protestando contra a intenção de retirar o monumento ao soldado soviético da capital da Estónia, Tallin.

Para a FIR, a retirada do monumento contraria a memória daqueles que «arriscaram e deram as suas vidas para libertara Europa - e não apenas a Estónia - da ameaça da barbárie nazi». Sob o memorial, encontram-se sepultados alguns soldados do Exército Vermelho caídos na libertação da Estónia.

A FIR sublinha ainda que noutros países locais semelhantes são protegidos. Para a Federação, não se trata apenas de uma «obrigação humanitária» como também corresponde à concepção de que uma nova Europa apenas poderá ser estabelecida sob as fundações da luta dos povos pela sua libertação do nazifascismo. «Quem eliminar esta memória esquece a base democrática da Europa», enfatiza a FIR.

Na Estónia, a decisão do governo de retirar o monumento deu origem a fortes protestos entre as autoridades e opositores à retirada do monumento. Em três dias, a polícia efectuou mais de três centenas de detenções e muitos manifestantes foram agredidos, um dos quais acabando por falecer.

Desde que a Estónia se tornou um país, na sequência do desmembramento da URSS, que a minoria eslava (34 por cento da população) é alvo de fortes discriminações políticas.