URAP comemora os 70 anos da vitória do nazi-fascismo com o grupo GUE/NGL no Parlamento Europeu

PAINEL 1"Comemorar a vitória sobre o fascismo é também homenagear a resistência heróica dos que se bateram desde os primeiros dias da ocupação nazi até à expulsão e derrota dos invasores. Por toda a Europa, os povos resistiram em contraste com atitudes capitulacionistas de vários governos representativos da grande burguesia", disse Marília Villaverde Cabral, em Bruxelas.


A coordenadora da URAP falava, dia 13 de Maio, no seminário "Comemorando os 70 anos da Vitória sobre o Nazi-fascismo – Unidade na luta pela paz e contra o fascismo e a guerra», que contou com a participação de vários convidados de partidos comunistas, de esquerda e progressistas da Europa, entre os quais o PCP, e de organizações como o Conselho Mundial da Paz, a Federação Internacional de Resistentes (FIR), o Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) e a União de Resistentes Antifascistas Portugueses (URAP).

 


PAINEL 2Organizado por iniciativa dos deputados do Partido Comunista Português no Parlamento Europeu pelo Grupo Confederal da Esquerda Unitária Europeia/Esquerda Nórdica Verde (GUE/NGL), o seminário foi aberto pelo vice-presidente, Neoklis Sylikiotis, e teve ainda no primeiro painel, dedicado à "Resistência ao nazi-fascismo, o papel do Exército Vermelho, dos comunistas e de outros democratas", intervenções de Vladimir Rodin da Rússia, Zdenek Ondracek da República Checa, Manfred Kays da Alemanha, e Ingars Burlaks da Letónia.


PAINEL 3Marília Villaverde Cabral falou sobre as comemorações dos 70 anos do fim da II Grande Guerra em Portugal pela URAP, que "teve a honra de receber a Tocha da FIR – Federação Internacional de Resistentes, símbolo da Paz e da Liberdade".


A tocha "passou pelo Porto, por Aveiro, pela Moita, por Peniche, por Grândola, por Loures, por Alhandra, pelo Barreiro, Seixal, Setúbal, Palmela e Almada, tendo terminado o seu percurso em Lisboa, com uma marcha simbólica do Marquês de Pombal até ao Rossio onde, há 70 anos o povo encheu esta praça com uma imensa alegria e uma grande esperança", afirmou.


IMG 6922Depois de lembrar a existência em Portugal do Campo de Concentração do Tarrafal (1936-54), a coordenadora da URAP alertou contra os perigos do branqueamento do nazi-fascismo e da imposição do esquecimento ou adulteração do seu carácter, preocupação comum de todos os participantes.


Nos dois painéis do seminário que se seguiram, dedicados aos temas "70 anos depois da II Guerra Mundial, a ofensiva da extrema-direita, fascista e as forças nazis e os perigos da guerra" e "Revisionismo histórico, branqueamento do fascismo, o papel da UE", falaram respectivamente os portugueses Ilda Figueiredo, pelo CPPC, e Pedro Guerreiro, pelo PCP.


Ao encerrar o seminário, João Ferreira, deputado do PCP no Parlamento Europeu, reforçou a necessidade de se construir a unidade na luta pela paz e contra o fascismo e a guerra.
"As forças democráticas devem unir-se contra a NATO, contra a militarização da UE, na defesa do respeito pela Carta da ONU e pela solidariedade entre os povos", declarou, sublinhado que "milhões de comunistas e outros antifascistas pagaram com a própria vida o seu compromisso com a liberdade, 70 anos volvidos depois da Vitória, a luta contra o fascismo permanece actual".