Uma vitória das forças democráticas:Portugal abandona o projecto Law Train

law train saida portugalO Ministério da Justiça português decidiu suspender a participação da Polícia Judiciária (PJ) no projecto Law Train, de formação israelita para interrogatórios, parceria que motivou uma campanha de repúdio de diversas organizações, entre elas da URAP.

 

O projecto LAW-TRAIN (Mixed reality environment for training teams in joint investigative interrogation-Intelligent interrogation training simulator) é coordenado pela universidade israelita de Bar-Ilan, e nele participavam, para além do Ministério da Justiça de Portugal (através da Polícia Judiciária), o Ministério da Segurança Pública de Israel, o Service Public Fédéral Justice (Ministério da Justiça) da Bélgica e o Ministério do Interior de Espanha/Guardia Civil, a empresa israelita Compedia, a Universidade Católica de Leuven (Bélgica), o INESC-ID (Lisboa), a IDENER (Sevilha) e a USECON (Viena).

 

A participação de Portugal, através da PJ, datava de Junho de 2015, por decisão do governo do PSD e do CDS-PP, e o projecto constava no desenvolvimento de tecnologias e métodos para interrogatórios policiais coordenado pela Universidade Bar-Ilan, que incluía a Polícia Nacional de Israel.

 

Já este mês, o Ministério da Justiça do actual governo decidiu pôr fim à parceria, alegando escassez de meios e redefinição de prioridades.

 

A URAP tinha assinado com outras organizações, dia 4 de Agosto, um documento da autoria do Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente (MPPM), que protestava contra o envolvimento de Portugal no projecto europeu LAW-TRAIN, financiado com 5 milhões de euros da União Europeia, destinado a desenvolver tecnologia para unificar a metodologia para interrogatórios policiais e a melhoria das competências de interrogatório intercultural das forças de segurança e é coordenado pelas forças israelitas.