Livro de Mário Pádua "Os Anos Dourados do Colonialismo - A Insurreição" apresentado no Aljube

Angola anos dourados Aljube"Pretendo por este meio prestar homenagem aos mortos, aos torturados e a todos os seres humanos sujeitos a inaceitáveis sofrimentos, infligidos aos angolanos, moçambicanos, portugueses, cabo-verdianos, são-tomenses, timorenses e, em menor número, aos naturais de outros países também vítimas do colonialismo e da onda das guerras de independência".

 

A citação pertence à contracapa do livro "Os Ano Dourados do Colonialismo - A Insurreição", da autoria de Mário Moutinho de Pádua, lançado dia 18 de Dezembro em Lisboa, numa iniciativa da URAP em parceria com o Museu do Aljube.

 

 

Angola anos dourados Aljube 2Para Mário Pádua, médico, esta obra não é uma autobiografia, embora escrita na primeira pessoa, e o autor gostaria que o seu livro fosse lido como um documento da época.


Com o auditório do Museu do Aljube cheio, coube a Domingos Lobo, escritor, encenador e crítico literário, apresentar a obra.Em seguida foi lida uma mensagem de Tavares Lacerda, ausente por motivos de saúde.


Este é o quarto livro de Mário Moutinho de Pádua, que foi o primeiro oficial português a desertar de Angola, em 1961, foi preso e torturado no Congo após a deserção, passou pela antiga Checoslováquia e esteve exilado na Argélia recém-libertada do colonialismo, e mais tarde ofereceu os seus serviços de médico ao PAIGC, na Guiné, como comunista e internacionalista.


Podem ler-se do autor: "A Estrada de Mil Léguas", "No Percurso das Guerras Coloniais 1961-1969" e "O Grande Conluio contra a Reforma Agrária", publicados pela Editorial Avante.