URAP-Setúbal expõe fotografias dos antigos calabouços da PIDE

calaboucos pide setubal expo mercado sO Núcleo da URAP de Setúbal inaugurou na placa central do Mercado do Livramento, dia 16 de Dezembro, uma exposição de dois cartazes com fotografias dos antigos calabouços da prisão da PIDE em Setúbal e de textos de dois ex-presos políticos.


Os textos, da autoria de Vitor Zacarias e Germano Madeira, relatam as sevícias que passaram naquelas instalações do Bairro Salgado, que a PIDE usava como ponto de trânsito para a sede da PIDE, em Lisboa, na Rua António Maria Cardoso, ou para a Cadeia do Aljube.


A funcionar desde a década de 60, ali eram interrogados, agredidos a cavalo marinho, sujeitos às torturas do sono e da estátua, visando obter confissões dos presos.

 

Calabouços da PIDE no Bairro Salgado, em Setúbal

Aproximava-se o "1ºde Maio" de 1973 e, como aconteceu em todo o país, também em Setúbal a PIDE procedeu a prisões como medida de prevenção ou de intimidação. Foi nesta data que eu, juntamente com outros cidadãos desta cidade fomos presos e depositados nos calabouços existentes na cave da sede no Bairro Salgado .


Setembro de 2016
Vitor Zacarias

 

Germano Madeira foi levado para os calabouços da PIDE em Setúbal, às 06h30 do "1º de Maio" de 1973. A mulher e a filha estiveram junto ao edifício desde as 07h00 da manhã e viram chegar o Pombeiro, o Vítor Zacarias eo Dimas. Foram libertados 5 dias depois. A mulher de Germano Madeira sempre enfrentou a PIDE com grande coragem.

Outubro de 2016
Olga Madeira

 

Setúbal, 24 de Outubro 2016