Constituído Grupo Consultivo do Forte de Peniche

peniche pavilhao sO ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, constituiu, dia 27 de Janeiro, o Grupo Consultivo do Forte de Peniche, que deverá num prazo de três meses apresentar uma proposta sobre o futuro da fortaleza.


O grupo, presidido pela directora-geral do Património, Paula Silva, terá de respeitar na proposta "a história do monumento, desde a fundação (séc. XVI/XVII), compatibilizando as funções do espaço com a preservação da memória da sua história recente enquanto símbolo da luta pela democracia, garantindo a sua fruição pública e com a necessária viabilidade económica".


O grupo consultivo, que teve já a primeira reunião a 31 de Janeiro, é composto por dez pessoas, quatro das quais nomeadas pelo Ministro da Cultura: Adelaide Pereira Alves (membro do PCP), Alfredo Caldeira (do Arquivo e Biblioteca da Fundação Mário Soares), Gaspar Barreira (ex-preso político e cientista) e José Pedro Soares (ex-preso político e membro da União de Resistentes Antifascistas Portugueses - URAP). Já o presidente da Câmara de Peniche escolheu o historiador João Bonifácio Serra.

 


O grupo consultivo inclui ainda cinco representantes do Ministério da Cultura, da Secretaria de Estado do Turismo e da Câmara Municipal de Peniche. Além de Paula Silva, os representantes da administração pública são Jorge Leonardo, chefe do gabinete do ministro da Cultura, Hernâni Loureiro, adjunto do mesmo ministro, Inês Sequeira, representante da Secretaria de Estado do Turismo, e António José Correia, presidente da Câmara de Peniche.

 

A Fortaleza de Peniche sai assim do programa Revive, no qual se encontram cerca de 30 monumentos degradados, após uma onda de protestos que incluiu uma petição entregue na Assembleia da República e ficará como um espaço de memória histórica da luta contra o fascismo.