Assembleia-geral da URAP elege novos corpos gerentes

AG URAP 2017 s7A Assembleia-Geral (AG) da URAP realizou-se, dia 25 de Março, no auditório da Biblioteca-Museu República e Resistência, em Lisboa, para apreciar e votar o Relatório de Actividades e o Relatório de Contas de 2016, eleger os corpos gerentes para o biénio 2017/2018 e apresentar o Plano de Actividades para o ano em curso.

 

O presidente da AG, Levy Baptista, dirigiu a assembleia, muito concorrida, na qual destacamos a grande participação dos núcleos da URAP, a presença de um representante da Câmara Municipal de Almada, João Geraldes, e uma convidada do Partido Comunista Português, Manuela Bernardino.

 

 

 

AG URAP 2017 s8José Manuel Vargas apresentou o Relatório de Actividades do ano de 2016, pormenorizando as iniciativas levadas a cabo pela URAP, com particular ênfase para a criação de núcleos (quatro), a entrada de novos associados, o lançamento da primeira pedra do projecto "Do Heroísmo à Firmeza", no Porto, a continuação da presença da organização nas escolas nas celebrações do 25 de Abril e a mobilização para a defesa Forte Peniche.

 

 

 

 

 

AG URAP 2017 s6Álvaro Contreiras, presidente do Conselho Fiscal, destacou no Relatório de Contas que a URAP fechou 2016 com um saldo positivo, lembrando que no ano anterior tinha tido prejuízo. Os custos financeiros elevados que tem com a publicação do boletim obriga a uma maior atenção na recuperação de
quotas e na promoção de iniciativas para angariar donativos. Segundo Álvaro Contreiras, a URAP tem de conseguir que o dia a dia seja garantido com receitas próprias, o que ainda não se consegue.

O tema foi também abordado por Diamantino Torres, da direcção da URAP e do núcleo de Santa Iria de Azóia, que falou sobre a importância da quota, do seu pagamento regular, para a actividade diária da URAP. Lançou um apelo ao pagamento sistemático das quotas e que esse, se possível, seja feito no início do ano.

 

 

 

 

 

AG URAP 2017 s5Coube à coordenadora, Marília Villaverde Cabral, fazer a intervenção sobre a proposta do Conselho Directivo para o Plano de Actividades para 2017. Destacou o fortalecimento orgânico da URAP, a discussão na AR da petição sobre a Fortaleza de Peniche, o lançamento em breve de um livro sobre o Forte – tema tratado igualmente pelo sócio Vìtor Dias -, e o facto de pela primeira vez a URAP poder vir a ter um espaço próprio na manifestação da CGTP do dia 01 de Maio.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

AG URAP 2017 s4Tomaram a palavra vários dirigentes dos núcleos.

Do núcleo do Porto falou Maria José Ribeiro destacando essencialmente o projecto museológico e a necessidade de defender a memória; de Santa Iria de Azóia interveio Cláudio Pereira para contar as actividades sócio-culturais que organizam, como idas ao teatro, ao Museu do Aljube e outras, que envolvem centenas de pessoas.

 

O recém criado núcleo de Lisboa, através Magda Fonseca, destacou o significado de dois novos sócios no dia anterior e das visitas e sessões de debate já realizadas e a realizar; enquanto o núcleo Seixal considera a sua actividade aquém das possibilidades e sublinha a importância do recrutamento.

 

João Cravo, de outro núcleo recém criado, o da Amadora, congratulou-se com a filiação de novos sócios desde a criação do núcleo; e Jacinto Artur, do núcleo de Setúbal, relatou a promoção de um ciclo de cinema, uma sessão sobre a Constituição República, e uma exposição no mercado do Livramento com fotos dos calabouços da PIDE.

 

Ana Pato, da direcção, informou sobre os trabalhos de comunicação da URAP, nomeadamente, o boletim, e a presença na internet com a página urap.pt e o Facebook.

AG URAP 2017 s1Olga Macedo, da direcção, prestou homenagem a Encarnação Raminho e destacou a sua dedicação à causa durante todos os últimos anos e o trabalho realizado para a URAP, assegurando as mais diversas tarefas. Por razões de saúde, Encarnação, que foi aplaudida de pé, passa agora para o Conselho Nacional. Homemagem corroborada pela coordenadora que a considerou "um pilar da URAP".

 

O presidente da Assembleia Geral, Levy Baptista, referiu aspectos da manipulação historiográfica e a sua experiência pessoal enquanto defensor de presos políticos. Levy Baptista considerou que a acção da URAP outrora na defesa dos presos políticos e hoje na preservação da memória não pode ser considerada um favor mas um direito que lhe cabe.

 

Olga MAG URAP 2017 s3acedo apresentou uma moção sobre a cadeia de Peniche, aprovada por unanimidade, em que a assembleia "congratula-se com a decisão do governo de retirar o Forte de Peniche da lista dos imóveis a concessionar a entidades privadas para fins turísticos e hoteleiros, e de salvaguardar enquanto espaço simbólico da memória".


Ao mesmo tempo que "apela para que o Estado adopte medidas políticas e financeiras para garantir a preservação da Fortaleza de Peniche como património nacional ao serviço da comunidade e assegure a instalação de um verdadeiro Museu da Resistência que cumpra a imperiosa função de dar a conhecer às jovens gerações o que foi a repressão fascista e o que foi a heróica luta do povo português pela liberdade".

 

Depois da votação por unanimidade dos documentos em presença e da eleição dos novos corpos sociais, Marília Villaverde Cabral proferiu o discurso final.

 


AG URAP 2017 s2"Ao encerrarmos a assembleia, fica o apelo para continuarmos o nosso trabalho, com entusiasmo e determinação, criando mais núcleos, a nível nacional, reactivando outros que já existiram, incentivando a sua actividade, porque há muito a fazer, com a convicção que a URAP é necessária", afirmou.