Livro "Forte de Peniche, Memória Resistência e Luta" em 2ª edição

foto livro penicheO livro "Forte de Peniche, Memória Resistência e Luta", uma edição da URAP destinada a divulgar o Forte de Peniche como cadeia política e a vida dos antifascistas lá encarcerados, já vai na segunda edição, tendo-se esgotado a primeira nos inúmeros lançamentos que os núcleos da URAP promoveram pelo país.

 

Apresentado em Lisboa, na sede da Fundação José Saramago, na Casa dos Bicos, a 4 de Maio, o lançamento do livro ocorreu já em locais tão variados como Amora, Olhão, Beja, Évora, Montemor-o-Novo, Setúbal, Barreiro, Sacavém, Albufeira, Alhandra, Peniche e Porto. Ao mesmo tempo, foi apresentado e vendido na Casa do Alentejo, em Lisboa, no encontro de ex membros do Movimento da Juventude Trabalhadora (MJT) e em Leiria, num encontro sobre o 25 de Abril.

 

 

lancamento livro peniche s1Nestas sessões, participaram, nomeadamente, a coordenadora da URAP, Marília Villaverde Cabral, e ex-presos políticos ou democratas ligados ao Forte de Peniche como José Pedro Soares, Álvaro Pato, Adelino Pereira da Silva, Domingos Lobo, Vítor Dias, Manuela Bernardino, Luís Figueiredo, Eulália Miranda, Daniel Cabrita, António Gervásio e José Ernesto Cartaxo.

 

Para além do testemunho dos intervenientes e, por vezes, da presença de autarcas - presidentes de Câmaras Municipais e de Juntas de Freguesias -, as sessões contaram com uma parte cultural que incluiu diversos actores jograis na leitura de poemas e vários músicos.

 

O tema deu origem a uma grande participação dos presentes e mesmo a surpreendentes depoimentos de ex-presos políticos ou de familiares sobre a dura e cruel realidade enfrentada nesses anos difíceis do regime fascista.

 

Em "Forte de Peniche, Memória Resistência e Luta" encontramos temas como o preservar da memória do Forte, a breve história da fortaleza, as diversas fugas para retomar a luta - nomeadamente a fuga colectiva de 1960 que incluía Álvaro Cunhal -, a libertação dos presos a 27 de Abril de 1974.


No final, a obra traz o nome das 2.494 pessoas que ali estiveram detidas, um levantamento feito pela URAP.