Hiroxima e Nagasaki nunca mais!

nuvem fumaca gerada pela bomba plutonio lancada sobre nagasaki em 09 agosto 1945 53f79cf3eaf42Setenta e dois anos volvidos sobre a primeira explosão atómica da história da humanidade, que aconteceu a 6 de Agosto de 1945 no centro da cidade japonesa de Hiroxima, logo seguida por uma segunda a 9 de Agosto em Nagasaki, lembram-nos de forma dramática porque é preciso lutar contra as armas nucleares.


"Little Boy", a bomba de urânio de quatro toneladas, e "Fat Man", a bomba de plutónio 1,5 vezes mais potente que a anterior, lançadas pelos aviões norte-americanos contra as populações japonesas indefesas mataram 210.000 pessoas e originaram radiações que perduraram através dos tempos e fizeram mais dezenas de milhares de mortes posteriormente. O Japão capitularia a 15 de Agosto de 1945.

 


Apesar da vitória dos Aliados a 9 de Maio de 1945, na sequência da entrada do Exército Vermelho em Berlim e da Alemanha nazi ter assinado a sua rendição incondicional, marcando o fim da mais mortífera guerra de sempre que fez 60 milhões de mortos, a guerra no Pacífico ainda continuou por três meses.


Os militares dos EUA queriam-se adiantar aos alemães na criação da bomba atómica, que utilizaria a energia gerada a partir da fissão nuclear do urânio e do plutónio e, sobretudo, afirmar a sua hegemonia militar, pela detenção do monopólio da arma nuclear, perante o mundo e, em particular, perante a União Soviética.


A 26 de Junho de 1945, 51 nações assinaram a Carta das Nações Unidas para a resolução pacífica de conflitos, a defesa da paz, o respeito pela soberania e igualdade entre estados, a autodeterminação dos povos e o estímulo ao progresso social.


Mas as violações à Carta sucedem-se e o mundo está hoje cada vez mais perigoso e instável. O objectivo de desestabilização e de destruição de países do Médio Oriente a pretexto do combate ao «estado islâmico» para se apropriar das suas riquezas, como na Síria, Iraque, Afeganistão e Líbia; a ingerência do imperialismo na América Latina, como na Venezuela, Bolívia, Equador; o ressurgimento do fascismo na Europa, como em 2014 na Ucrânia; bem como a corrida ao armamento em países de vários continentes, ao arrepio da Carta das Nações Unidas e de outros tratados internacionais, são exemplos de acções que fazem perigar a paz mundial.


A luta dos povos pela paz e para que o horror de Hiroxima e Nagasaki não se repita é cada vez mais um imperativo de sobrevivência.

 

Hiroxima e Nagasaki nunca mais!