Núcleo de Sta Iria de Azóia organiza ida ao teatro Joaquim Benite, em Almada

histc3b3ria do cerco de lisboaNa obra de José Saramago a História de Portugal tem um lugar muito especial. O seu livro "História do Cerco de Lisboa" foi ficcionado pelo escritor a partir de uma história que põe em contraste o real e o imaginário, o passado e o presente, o sim e o não.


Levado à cena pelo Teatro Joaquim Benite, a "História do Cerco de Lisboa", ou a capacidade de dizer não, conduziu a Almada, dia 28 de Outubro, 43 sócios e amigos do núcleo de Santa Iria de Azóia da URAP.


Numa adaptação de José Gabriel Antuñano - que vai ao encontro do tema central do romance de Saramago: a fronteira entre a realidade e a ficção, bem como a redenção pelo amor -, com uma dramaturgia de José Gabriel Antuñano e a encenação de Ignacio García, a peça conta com os actores Ana Bustorff, Elsa Valentim, João Farraia, Jorge Silva, José Peixoto, Luís Vicente, Pedro Walter, Rui Madeira e Tânia Silva.

 


«Tal como Camus no seu "Homem Revoltado", Saramago coloca um não onde estava escrito um sim na personagem de Raimundo Silva, o revisor que protagoniza a "História do Cerco de Lisboa". Só que a afirmação (pela negação) desta personagem Sara Maguiana servirá de ponto de partida para a criação: no caso, a escrita de uma "História do Cerco de Lisboa" na qual os cruzados não auxiliem D. Afonso Henriques na conquista da cidade. E deste não surgirá também uma história de amor, entre o revisor e a directora literária Maria Sara plasmada, de certo modo, nas personagens do soldado Mogueime e da barregã Ouroana», lê-se noprograma.


O primeiro Cerco de Lisboa teve início a 1 de Julho de 1147 e durou até 21 de Outubro, integrou a Reconquista cristã da Península Ibérica, culminando na conquista desta cidade aos mouros pelas forças de D. Afonso Henriques (1112 - 1185) com o auxílio dos Cruzados que se dirigiam para a Terra Santa, no Médio Oriente.