URAP comemora Centenário da Revolução de Outubro na Moita

Comemoracao do Centenario da Revolucao de Outubro na Moita sNa madrugada de 7 de Novembro de 1917 foi difundida a proclamação de Lénine "Aos operários, soldados e camponeses" a prometer a paz, a terra e o pão. A maior revolução do século XX teve efeitos em todos os países do mundo, incluindo Portugal. A sua influência levou à politização do movimento sindical português e à formação, mais tarde, do PCP, em 1921.


Foi o centenário desta revolução que o núcleo da URAP da Moita quis assinalar, dia 11 de Novembro, numa sessão para a qual convidou o presidente da Câmara da Moita, Rui Garcia, e o resistente antifascista e membro da URAP Armando Morais.


Para Armando Morais, a Revolução de Outubro teve uma enorme influência sobre os trabalhadores e povos de todo o mundo. Foi uma Revolução da classe trabalhadora, explorada e oprimida. Foi o seu exemplo que pôs fim à carnificina da I Guerra Mundial. Que levou o movimento operário de todo o mundo a criar os seus partidos revolucionários de classe e potenciou a luta das classes exploradas pelos seus direitos sociais. Que inspirou os povos colonizados a libertarem-se da dominação imperialista. Que inspirou novas revoluções socialistas e a luta antifascista.


A Humanidade deve muito à Revolução de Outubro. Incluindo a derrota do monstro nazi-fascista e a defesa da paz mundial, defendeu o orador.


A Revolução de Outubro fica assinalada pelos êxitos e extraordinários avanços na edificação da nova sociedade socialista, a URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas), que, num curto período de tempo histórico, alcançou um significativo desenvolvimento industrial e agrícola, erradicou o analfabetismo e generalizou a escolarização e o desporto, eliminou o desemprego, assegurou a saúde pública e a protecção social, garantiu e promoveu os direitos das mulheres, das crianças, dos jovens e dos idosos, expandiu o impacto dos movimentos de vanguarda artística e as formas de criação e de fruição da cultura, conquistou um elevado nível científico e técnico, colocou em prática formas de participação democrática dos trabalhadores e das massas populares, empreendeu a solução da complexa questão de nacionalidades oprimidas, incrementou os valores da amizade, da solidariedade, da paz e cooperação entre os povos, disse.


O primeiro país do mundo a pôr em prática ou a desenvolver como nenhum outro direitos sociais fundamentais, como o direito ao trabalho, a jornada máxima de 8 horas de trabalho, a proibição do trabalho infantil, as férias pagas, a igualdade de direitos de homens e mulheres na família, na vida e no trabalho, os direitos e protecção da maternidade, o direito à habitação, a assistência médica gratuita, o sistema de segurança social universal e gratuito e a educação gratuita, afirmou.


Armando Morais considerou que o desaparecimento da URSS foi um enorme retrocesso para os trabalhadores e povos do mundo: explodiram de novo a exploração de classe desenfreada, enormes desigualdades sociais e as guerras e agressões do imperialismo. O período que vivemos mostra bem que a Revolução de Outubro faz falta aos trabalhadores e aos povos, notou.


Rui Garcia, presidente da Câmara Municipal da Moita, salientou, perante uma centena de participantes, a importância da iniciativa da URAP para a defesa dos valores democráticos e da defesa da Paz. Referiu-se ao importante papel que os democratas devem ter na transmissão da experiência da luta antifascista em Portugal antes do 25 de Abril contra a repressão e pelas liberdades democráticas.