Contra o ascenso antidemocrático na Polónia

Trzcianka Red Army MemorialA URAP vê com apreensão o rumo autoritário e o ascenso de forças e movimentos de cariz fascista, racista e xenófobo na Polónia, apoiadas pelo actual governo, conservador e nacionalista.


Com o reinício do processo levado a cabo pelas autoridades polacas contra o Partido Comunista da Polónia e os seus militantes, sob a acusação de promoção da ideologia comunista, seja através da tentativa de retirada da independência do sistema judicial, colocando este sob a alçada desta maioria conservadora, seja com a crescente destruição de monumentos à resistência antifascista, à libertação da Polónia por parte do Exército Vermelho e ao triunfo sobre o nazi-fascismo.


Estas medidas inscrevem-se na tentativa de falsificação da história que, de forma premeditada e consciente, procura equiparar fascismo e comunismo, branqueando os crimes do nazi-fascismo e a conivência das potências europeias com este e ocultando e deturpando a contribuição dos comunistas, da União Soviética e do sistema socialista para a luta, e vitória, antifascista e para importantes avanços socias e democráticos após a Segunda Guerra Mundial.

 


Este processo que atenta às liberdades democráticas é acompanhado por medidas que visam apagar a resistência existente, não só na Polónia, a regimes de cariz autoritário e fascista, abrindo-lhes assim novamente caminho, agora de "cara lavada" e sob diversas capas, ao ascendo dos nacionalismos, racismos e xenofobia.


Só a resistência e os protestos populares colocam travão a estas medidas, forçando inclusive o veto do projecto de revisão do sistema judicial, que a ser implementado seria um forte retrocesso democrático, deixando de garantir a sua independência do poder estabelecido, por parte do Presidente, Andrezj Duda, próximo dos nacionalistas.


A URAP, em resposta a esta deriva fascizante, aos atropelos às liberdades democráticas e à rescrita da história da resistência antifascista, apela à unidade democrática e antifascista de todos aqueles que não desejam voltar a ver cair sobre os povos a "longa noite" fascista.