Lembrar a insurreição da Marinha Grande de 18 de Janeiro de 1934 e a Revolta dos Marinheiros

foto revolta marinheiros2Em 18 de Janeiro de 1934 o movimento sindical promove uma jornada nacional contra a lei de criação dos sindicatos fascistas, que assume carácter insurreccional na Marinha Grande.

 

Em Setembro de 1939 a organização comunista ORA (Organização Revolucionária da Armada) promove a «revolta dos marinheiros», em que os navios Afonso de Albuquerque e Dão tentam forçar a barra do Tejo para se juntarem à luta da República espanhola contra a insurreição fascista de Franco, apoiada por Hitler, Mussolini e Salazar.

 

Desenvolveu-se em Portugal um grande movimento de solidariedade ao povo espanhol.
Mas subestimaram-se as insuficiências dos métodos de defesa numa tão severa clandestinidade. Às debilidades do trabalho clandestino somou-se o agravamento da repressão fascista, estimulada pelo ascenso do fascismo na Europa.

 

Muitos dirigentes e militantes comunistas, assim como militantes sindicalistas, anarquistas e participantes do movimento do 18 de Janeiro e da revolta dos marinheiros, são enviados para o Campo de Concentração do Tarrafal, aberto em 1937, nos moldes dos campos nazis, e de onde 42 dos deportados não regressaram vivos.

 

AURÉLIO SANTOS. "As primeiras lutas contra a ditadura" in "O fascismo em Portugal, a luta popular e a unidade antifascista – algumas notas". Boletim da URAP de 04.05.2007.