"MJT e a Luta dos Jovens Trabalhadores - Fios de Memórias" lançado em Lisboa

lancamento MJT 9Fev2019 Voz s1O livro "MJT e a Luta dos Jovens Trabalhadores - Fios de Memórias", uma edição da URAP, foi lançado dia 9 de Fevereiro na Voz do Operário, em Lisboa, com a presença de mais de 200 pessoas que quiseram celebrar os 50 anos da criação do Movimento da Juventude Trabalhadora, uma experiência singular de organização e luta dos jovens trabalhadores que se desenvolveu nos últimos anos da ditadura fascista e início da Revolução de Abril.

 

No salão da Voz do Operário estavam expostos cartazes e folhetos ilustrativos da actividade do MJT antes e depois do 25 de Abril: desde manifestos vários, folhetos de defesa da legalização do voto para os 18 anos, de campanhas de fundos, cartazes pela amnistia aos presos políticos, de comemoração do dia da mulher, pelo fim da guerra colonial a cartazes de solidariedade internacionalista, passando por cartazes de torneios de futebol, de pesca, de ciclos de cinema, de bailes até outras várias iniciativas regionais pondo em evidência a implantação nacional do movimento.

lancamento MJT 9Fev2019 Voz s8A apresentação do livro - cuja edição contou com o apoio da Voz do Operário, Fundação José Saramago e GES do PCP, às quais a URAP agradece reconhecidamente - foi feita por Palmira Areal, antigo membro do MJT e da Comissão Organizadora da iniciativa. Intervieram várias pessoas, nomeadamente, a coordenadora da URAP.

 

 

 

 

 

 

lancamento MJT 9Fev2019 Voz s3Marília Villaverde Cabral falou da necessidade de preservar a história e a memória, sublinhado que ela, também, enquanto tal, não deixa de visar os complexos tempos presentes que vivemos e a necessidade da luta e da organização dos jovens trabalhadores no dia de hoje para as quais a importante actividade da URAP em muito contribui. (ver intervenção)

 

 

 

 

 

 

lancamento MJT 9Fev2019 Voz s4José Pedro Soares, ex-preso político e da direcção da URAP, numa intervenção emocionada referiu os tempos da ditadura, da opressão, das prisões, das formas de organização da resistência, do papel da juventude. O orador, um dos libertados de Peniche com a revolução de Abril de 74, nomeou muitos dos principais activistas, alguns dos quais já morreram, perante os aplausos dos presentes.

 

O MJT surgiu da necessidade objectiva de organizar uma camada social que crescia, na medida em que se alargava a industrialização do país, a partir da dinâmica corporativa do fascismo.

 

 

 

lancamento MJT 9Fev2019 Voz s2Tinha como características principais o seu carácter amplamente unitário e formas de trabalho e organização maleáveis e voltadas para as massas, sendo que antes do 25 de Abril assumia soluções de actuação legais e semi-legais.

 

A partir da Revolução de Abril criou-se uma estrutura nacional representativa com uma Comissão Central e um órgão executivo mais pequeno que publicava mensalmente o jornal "Jovem Trabalhador".

 

 

 

 

lancamento MJT 9Fev2019 Voz s7Ao longo das páginas do livro descreve-se o trabalho de sócios e activistas da URAP que, na sua qualidade de antifascistas e participantes activos no movimento dos jovens trabalhadores, agora se juntaram, reunindo documentação, reflectindo e depois procuraram deixar o seu contributo e a sua visão sobre a actividade dos jovens trabalhadores, e em particular o MJT, na luta contra a ditadura e depois na revolução do 25 de Abril.

 

"MJT e a Luta dos Jovens Trabalhadores - Fios de Memórias" é um registo, sem uma sequência necessariamente cronológica, de acontecimentos vividos por um conjunto de jovens que, em determinado momento das suas vidas, sentiram que não podiam ficar impávidos perante as injustiças e a brutalidade do fascismo, e juntaram-se para dar expressão a essa vontade de lutar.

 

 

lancamento MJT 9Fev2019 Voz s6A sessão terminou com um lanche de convívio, após um momento cultural com a poesia dos Jograis, Domingos Lobo e Manuel Diogo, e a música Pedro Salvador e Tiago Santos.

 

Um vídeo com imagens da época passava em permanência e havia uma banca de venda do livro. Uma nova sessão ocorrerá dia 16 de Fevereiro, no Porto, na Árvore – Cooperativa Cultural, às 15:00.

 

 

 

 

Estiveram representadas as seguintes organizações:

 

Confederação Portuguesa das Colectividades de Desporto, Cultura e Recreio (CPCDCR)

Fundação José Saramago

Partido Ecologista Os Verdes (PEV)

Partido Comunista Português (PCP)

Voz do Operário

Movimento Reformados Pensionistas e Idosos (MURPI)

Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC)

Associação das Colectividades de Lisboa

Clube Estefânia

Casa do Alentejo

Intervenção Democrática (ID)

Movimento Democrático de Mulheres (MDM)

Juventude Comunista Portuguesa (JCP)