URAP participa na Festa da Vitória e da Paz

festa da vitoria s2Celestina Leão, da direcção da URAP, foi uma das oradoras da 3.ª Festa da Vitória e da Paz, organizada pela Associação Iúri Gagarin e a Associação Chance+, dia 5 de Maio, em Lisboa, sob o lema "Lembrar para que não mais se repita a tragédia da guerra", que assinalou os 74 anos da vitória sobre o nazi-fascismo e contribuiu para o estreitamento das relações entre os portugueses e a comunidade imigrante.

 

"A 9 de Maio de 1945, há 74 anos, o Povo de Lisboa encheu a Praça do Rossio com uma imensa alegria e uma grande esperança. Transportavam bandeiras dos países aliados e, como não podiam ostentar as bandeiras soviéticas, traziam paus vermelhos para que não fosse esquecido o papel da União Soviética nesta vitória sobre o nazi-fascismo. A guerra tinha terminado. O Exército Vermelho tinha tomado o Reichstag em Berlim, e, de 8 para 9 de Maio, a Alemanha tinha assinado a Acta da Capitulação, lembrou Celestina Leão na sua intervenção.

festa da vitoria s1"Do ponto mais alto do Reichstag, um soldado soviético colocou a bandeira com a foice e o martelo, imagem que todo o mundo reconhece e que encabeça o convite para esta Festa da Vitória e da Paz", acrescentou.

 

Na cerimónia, para além da representante da URAP, usaram da palavra um representante do Conselho Coordenador Regional dos Compatriotas Russos na Europa; uma «criança da guerra», a senhora Zinaida Podgornova, nascida em 1938, em Khabarovsk; e uma jovem representante da Associação Ruído e da Plataforma pela Paz e o Desarmamento.

 

Todas as intervenções versaram sobre a homenagem aos heróis antifascistas e libertadores, vencedores há 74 anos, e a determinação de continuar a fazer tudo para que não se perca a memória da guerra e não se repita jamais semelhante tragédia.

 

 

 

festa da vitoria s5No mesmo sentido pronunciou-se Celestina Leão, sublinhando que "passadas mais de 7 décadas, quando se pensava que tal horror não se viria a repetir, embora com características diferentes, vemos o Mundo mergulhado em guerras, no caos e na instabilidade", para afirmar que "acontecimentos recentes mostram-nos que não podemos abrandar a luta pela Paz".

 

O desfile do "Regimento Imortal", que ocorreu em 110 países e este ano também na região autónoma da Madeira, desceu a Avenida Almirante Reis até à Fonte Luminosa, onde teve lugar um acto solene evocativo do 74.º aniversário da vitória sobre o nazi-fascismo, foi recebido ao som da banda filarmónica da Academia Sons & Harmonia que executou uma popular canção dos tempos da guerra, "A Despedida da Slavianka".

 

Uma exposição fotográfica intitulada "O Rosto da Guerra" e "Imortalidade e Força de Leninegrado" (esta dedicada ao 75.º aniversário do fim do cerco da cidade pelas tropas nazis) esteve patente no recinto da homenagem.

 

De 8 de Setembro de 1941 a 27 de Janeiro de 1944, o cerco de Leninegrado prolongou-se por cerca de 900 dias. Na cidade bloqueada, ficaram 2 milhões e 887 mil civis, incluindo cerca de 400 mil crianças.

 

Após os discursos, durante quase três horas, passaram pelo palco da 3.ª Festa da Vitória e da Paz dezenas de crianças, com exibições preparadas nas várias associações. Marcaram presença artistas e grupos amadores da Associação Mir (Lisboa), da Associação Capela (Portimão), da Associação Espaço Vivo (Coimbra) e do Centro Cultural Moldavo (Cascais); os pares de dançarinos Anastácia Kisseliova & Ricardo Coelho, Julia Skrypnichenko & Alexandre Hilário, Elisabete Sultanova & Ionut Pîrvu, pares de danças de salão, com lugares destacados nas competições da modalidade; Sérgio Gladkyy e Maxim Nedobezkin (acordeão); Alexandr Jerebtsov, Inna Klori, Elena Boblienko, Sabina Jerebtsova, Ilia Jerebtsov; Diana Verti, Oleg Chumakov e muitos outros.