Núcleo da URAP do Barreiro debate "Da Resistência à Liberdade - O Associativismo Popular"

debate barreiro associativismo 26jun2019 s2José Pedro Soares, ex-preso político e membro da direcção da URAP, lançou um repto para que fosse erguido um memorial no Barreiro para assinalar os 50 anos do 25 de Abril, a fim de preservar a memória dos 424 homens e mulheres da região, que foram presos durante a ditadura por defenderem a democracia e a liberdade.

A proposta, logo aceite por todos os presentes, foi feita durante um encontro/debate organizado pelo núcleo da URAP do Barreiro e a ACCB-Associação das Colectividades do Concelho do Barreiro, dia 22 de Junho, subordinado ao tema "Da Resistência à Liberdade – O Associativismo Popular".

Entre os oradores estavam Joaquim Escoval, da Confederação das Colectividade de Cultura, Recreio e Desporto, e Daniel Ventura, presidente da Associação das Colectividades do Concelho do Barreiro.


Uma das participantes, a historiadora Rosalina Carmona, lembrou que ligados à vida do Barreiro - porque ali exerciam a sua vida profissional -, embora residindo na Baixa da Banheira, Alhos Vedros e arredores, os presos políticos oriundos do Barreiro são mais de 750.

"A nossa memória colectiva, que evoca os barreirenses que lutaram na Guerra Mundial e, agora, também na Guerra Colonial, não pode e não deve esquecer ainda esses barreirenses que lutaram na ´Guerra pela Liberdade´", disse.

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Na sessão, que assinala os 45 anos da revolução do 25 de Abril, foram debatidas questões actuais e pertinentes para o movimento associativo, quer relacionadas com o papel da resistência durante a ditadura fascista, quer já em liberdade, após o 25 Abril de 1974. Discutiu-se igualmente qual o contributo do associativismo na actualidade a nível desportivo, cultural, social e recreativo no concelho do Barreiro.

No final, realizou-se um momento cultural com a participação de Manuel Manços, escritor e cantor, acompanhado Luís Reis na guitarra.