Núcleo Porto realiza sessão plenária

nucleo porto logoO núcleo do Porto da URAP realizou a primeira reunião plenária do corrente ano, dia 22 de Fevereiro, na Cooperativa Livreira dos Estudantes do Porto (UNICEP), com a presença da coordenadora, Marília Villaverde Cabral, que abordou a situação política nacional e internacional.

 

Na ordem de trabalhos da reunião constavam dois pontos: "informações sobre a acção desenvolvida pelo URAP a nível nacional e local; e propostas de acção a desenvolver em 2020".

 

Marília Villaverde Cabral sublinhou que se vivem tempos de recrudescimento da ideologia fascista com os perigos inerentes para a paz , a democracia e a liberdade, de que citou alguns exemplos, e relevou a importância da actividade da URAP na luta pela preservação da memória da luta antifascista e na defesa do regime democrático, na solidariedade com os povos em luta pela sua soberania e da cooperação da URAP com a FIR – Federação Internacional de Resistentes, de que é membro.

 

Igualmente deu conta da vasta actividade da URAP e do intenso plano de trabalho definido para o ano em curso.


Presente, também, a dirigente da URAP, Celestina Leão, que ajudou os presentes a entender a importância do árduo trabalho de análise e recolha de elementos que lhe tem cabido fazer nos arquivos da Pide e registo de cadastros prisionais que a Torre do Tombo alberga e nos permite ter uma visão abrangente dos milhares de cidadãos que foram presos, interrogados e humilhados por aquela polícia política.

 

O Plenário do Núcleo do Porto, fez balanço da sua actividade destacando a implementação da Unidade de Informação e Interpretação da luta antifascista no Porto, "DO HEROISMO À FIRMEZA," que decorre no edifício do Heroísmo, onde a Pide teve a sua Delegação no Norte, durante o regime fascista. Aqui se têm realizado ciclos de cinema, em que a organização social de então se patenteia, ajudando a perceber o clima de violência, obscurantismo, repressão e carências de todo o tipo a que o povo português foi submetido pelo regime.

 

Continua-se a recolher depoimentos de ex-presos e familiares, têm-se levado a efeito sessões de esclarecimento e visitas guiadas para alargar a nossa intervenção, visando a realização do sonho maior da população do Porto, com memória, e da URAP – o Museu da Resistência.

 

No Plano de Acção apresentado, para este primeiro semestre, projecta-se uma sessão sobre a libertação de Auschwitz, no próximo dia 21 de Março; a participação nas Comemorações do 25 de Abril, de cuja Comissão Organizadora fazemos parte, com a Homenagem aos resistentes antifascistas; a ida às escolas para interagir com os alunos e passar a mensagem de Abril; projecção de filme sobre a queda da Pide, em 26 de Abril e, nessa mesma data, duas visitas guiadas ao espaço do Heroísmo à Firmeza.

 

Em 16 de Maio, será realizado um evento comemorativo dos 50 anos da criação da Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos, cuja actividade teve grande expressão no Norte, através da Comissão Regional que aqui foi criada.

 

Por fim, entendeu-se reforçar a campanha de recrutamento de novos associados e de integração de novos elementos no núcleo, dando grande atenção à população mais jovem.