Anticomunismo de volta à Europa

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no_to_the_ban_of_ksm_wfdy_posterAtenta às violações à liberdade que se passam no País e no mundo, a URAP expressou recentemente o seu repúdio pela tentativa em curso no Senado da República Checa de suspender a actividade do Partido Comunista da Boémia e Morávia, com vista à sua ilegalização. Para os antifascistas portugueses, este tipo de situações insere-se numa alarmante intenção de estabelecer na Europa uma verdadeira atmosfera de «caça às bruxas».

Para a URAP, esta manobra, curso naquele país do Leste da Europa, é uma forma intolerável de intimidação e interferência na vida interna daquele partido, para além de representar um novo e deplorável precedente do mais primário anticomunismo, para além de constituir uma clara violação dos direitos e garantias elementares de um estado democrático.

A URAP apela ao reforço da solidariedade com o Partido Comunista da Boémia e Morávia, exigindo das autoridades checas o respeito pela liberdade e pela democracia. Caso contrário, muitas vozes se farão ouvir contra as suas intenções e campanhas contrárias à liberdade e à actividade política dos comunistas e de todos quantos lutas pela democracia, o progresso social e o socialismo, alertam os antifascistas. Neste momento, já várias organizações internacionais subscreveram o apelo da URAP.

Em sentido contrário, o supremo tribunal da República Checa considerou infundado o pedido de ilegalização da Juventude Comunista - a decisão foi tomada após vários recursos judiciais e no seguimento de uma abrangente campanha internacional.

Em Espanha, dois membros dos Colectivos de Jovens Comunistas e um militante do Partido Comunista dos Povos de Espanha enfrentam uma acusação judicial que os pode conduzir a penas de prisão até três anos e dez meses de prisão. Em causa está a sua participação nos acontecimentos de Barcelona, em Novembro de 2007, aquando da manifestação de protesto pelo assassinato de um jovem antifascista em Madrid, dias antes, que foi brutalmente reprimida pela polícia. Este escandaloso processo político - em que as vítimas são transformadas em réus - está a ser denunciado pela Federação Mundial da Juventude Democrática.