FIR assinala os assassinatos em massa dos Sinti e Roma em Auschwitz

sinti e romaartigo da responsabilidade da FIR - Fédération Internationale des Résistants- Newsletter 2019-31

 

A 2 de Agosto, no Dia Internacional dos Sinti e Roma, o Memorial de Auschwitz recordou a dissolução do "campo cigano" e a morte de mais de 4000 pessoas. Para a FIR e as suas federações filiadas, esta evocação é hoje um sinal importante para recordar não só os crimes em massa contra os Sinti e Roma de todas as partes da Europa, mas também para se opor hoje uma cada vez maior e aberta ciganofobia.


Só no Campo de Extermínio de Auschwitz, 23000 Sinti e Roma oriundos de 11 países europeus que foram presos num "campo cigano" especial foram sujeitos à perseguição nazi. Quase todos morreram ali. Foram torturados, o seu trabalho pilhado, e experiências médicas realizadas sobre as mulheres e crianças. Depois de 3000 prisioneiros "viáveis para trabalho" terem sido deportados para outros campos de concentração no território do Reich, os restantes foram assassinados nas câmaras de gás a 2 de Agosto de 1944.


As celebrações do memorial para o 75º aniversário foram preparadas pelo Centro Documental e Cultural dos Sinti e Roma Alemães em cooperação com a Associação Roma na Polónia e o Museu Estatal de Auschwitz-Birkenau. Oradores no memorial deste ano incluíram Jesse L. Jackson Sr., activista norte-americano pelos direitos civis e pastor baptista, e o Presidente do Concelho Central dos Sinti e Roma Alemães, Romani Rosa.


Numa declaração conjunta, ambos pediram um compromisso consistente para com o Estado de Direito e a democracia, e para condenar todas as formas de racismo, ciganofobia e antissemitismo em todo o mundo. Os sobreviventes de Auschwitz, Else Baker (Grã-Bretanha) e Éva Fahidi-Pusztai (Hungria), também falaram pelos sobreviventes do Holocausto. Todos eles enfatizaram a importância da memória actual destes crimes rascistas em massa contra os grupos Sinti e Roma, os quais nós nunca devemos esquecer. Ao mesmo tempo, frisaram ser necessário tomar uma posição clara contra a crescente ciganofobia.


São sinais de alarme para a nossa Europa democrática, quando existem há anos regulamentações legais discriminatórias contra os Roma que vivem na Hungria, com vista a piorar a sua condição social, quando há poucos anos atrás até o governo francês acreditava que podia deportar famílias Roma de estados membros da União Europeia, quando o ministro do interior italiano, Salvini, fala actualmente em montar um registo populacional racista para combater o movimento livre dos Roma italianos.


A FIR recorda os Sinti e Roma assassinados a 2 de Agosto de 1944 no Campo de Extermínio de Auschwitz com o obrigação de combater contra todas as formas de rascismo e ciganofobia.