Digam-me Como É Uma Árvore- Dos Cárceres Franquistas À Liberdade

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capa_avore_webDiz -nos como é uma árvore para que não duvidemos de que algo no mundo, fora destes muros, continua a lutar contra a infâmia, contra a mentira, contra a crueldade demencial dos inimigos da vida, diz -nos como é e onde está a justiça para que lhe arranquemos a venda e assim ela possa ver, enfim, a quem, na realidade, tem estado a servir, mas não nos digam como é a dignidade porque o sabemos já, porque, mesmo quando ela parecia não ser mais que uma palavra, compreendemos que era a própria essência da liberdade em seu sentido mais profundo, esse que nos permitia dizer, contra a própria evidência dos factos, que estávamos presos, mas éramos livres. Este livro o demonstra, como um sopro de ar fresco que vem derrotar o cinismo, a indiferença, a cobardia. Também demonstra que há uma possibilidade real de acedermos à esfera do verdadeiramente humano. Marcos Ana esteve lá. Esteve e estará enquanto viva. Agradeçamos -lhe a simplicidade, a naturalidade com que é um homem. Inteiro, autêntico, completo.

 

Do Prólogo PARA MARCOS ANA
de José Saramago

 

 Digam-me Como É Uma Árvore - Dos Cárceres Franquistas à Liberdade
Marcos Ana
Prólogo de José Saramago
Tradução: Maria do Carmo Abreu
384 Páginas
Colecção: O Passado e o Presente
19,90 €