Câmara Municipal de Lisboa saúda presença da Tocha

DSC 0041"Num momento em que de novo a sombra do nazi-fascismo se faz sentir sobre a Europa e em que se torna mais do que imperioso lembrar e testemunhar todos os horrores dos seus procedimentos, (...) a Câmara Municipal de Lisboa saúda a presença em Lisboa da Chama da Paz e da Liberdade", lê-se na Moção 2/2015 aprovada por unanimidade na reunião da edilidade de 11 de Fevereiro.


A moção, apresentada pelos vereadores do PCP, lembra que numa iniciativa da FIR - Federação Internacional de Resistentes, a que a URAP se associou, para comemorar os 70 anos do fim da II Guerra Mundial, a Tocha da Paz estará, dia 12 de Fevereiro, em Lisboa, onde se realizará "um cordão humano que ligará a Praça Marquês de Pombal ao Rossio".

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dia 12 - Lisboa - a Tocha da FIR termina périplo em Portugal

DSC 0145Pelo poder duma palavra / recomeço a minha vida / nasci para conhecer-te / nomear-te / liberdade


Assim termina o poema "Liberté" (Liberdade), de Paul Éluard, o maior poeta surrealista francês da Resistência, dito, numa tradução de Jorge de Sena, pelo actor FernandoTavares Marques ao fim da tarde de hoje na sessão de encerramento da visita da Tocha da Paz a Portugal.
Em Janeiro de 1942, o poema, composto por 21 estrofes, é lançado por aviões ingleses sobre França. Milhares de exemplares, contendo os versos mais famosos de Paul Éluard, membro do Partido Comunista Francês e mundialmente conhecido como O Poeta da Liberdade, chegam às mãos da Resistência francesa e fornecem um novo alento na luta pela libertação da ocupação nazi.


No Rossio, Marília Villaverde Cabral, coordenadora da URAP– União de Antifascistas Portugueses, lembrou que "a 9 de Maio de 1945, o povo de Lisboa encheu aquela praça com uma imensa alegria e uma grande esperança. (...) O Exército Vermelho tinha tomado o Reichstag, em Berlim, de 8 para 9 de Maio, a Alemanha tinha assinado a acta da capitulação".

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dia 9 - Setúbal e Palmela - a Tocha da FIR percorre fábricas e escolas

LisnaveA Tocha da Paz da FIR – Federação Internacional de Resistentes acendeu-se de manhã cedo em Setúbal ao som da Internacional e dirigiu-se depois para Palmela, visitando nos dois concelhos diversas fábricas e escolas.

 

A tocha foi transportada num carro do SITE-Sul/CGTP-IN de onde partiam canções da resistência francesa e espanhola, como os "Partisans" e "Carmela", e um folheto a "saudar a luta dos trabalhadores portugueses e das populações que, em 1945, debaixo do jugo fascista, saíram à rua para comemorar a derrota do nazi-fascismo e a reivindicar a liberdade para o povo e eleições livres, pelo fim do racionamento alimentar e melhores condições de vida".


Milhares de trabalhadores receberam a Tocha da Liberdade no estaleiro naval da Lisnave, localizado na Mitrena, perto de Setúbal, e na empresa Autoeuropa, em Palmela, onde a presença da Tocha tinha sido anunciada anteriormente pelo boletim da célula do PCP, "O Faísca", divulgada pelas ORT - os quais se solidarizaram com a iniciativa - assim como no circuito interno de vídeo da empresa.

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dia 10 - Almada - a Tocha da FIR percorre freguesias

2-Paços do Concelho AlmadaA Tocha da Paz da FIR – Federação Internacional de Resistentes percorreu hoje 11 freguesias do Concelho de Almada, depois de ser recebida no Largo Luís de Camões, fronteiro à fachada principal dos Paços do Concelho, para assinalar os 70 anos do final da II Guerra Mundial.

 

Na cerimónia, a Tocha foi entregue simbolicamente por um grupo de crianças do infantário dos Trabalhadores da Câmara Municipal, que fizeram ainda a distribuição pelas pessoas presentes de "pombas da paz" desenhadas e construídas em cartolina branca, num formato que elas próprias conceberam.

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dia 7 - Seixal - a Tocha da FIR percorre freguesias

15 DM037 7044A Tocha da Paz da FIR – Federação Internacional de Resistentes percorreu hoje de manhã as diversas freguesias do concelho do Seixal, numa acção que contou com o apoio do Moto Clube do Seixal.


Numa organização conjunta da União de Resistentes Antifascistas Portugueses e da Câmara Municipal do Seixal, coube a Marília Villaverde Cabral, coordenadora da URAP, falar numa sessão realizada à tarde, na qual fez uma abordagem histórica da II Guerra, e de como em Portugal se viveram os terríveis anos do conflito (1939-1945).

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