Hiroshima e Nagasaki

Hiroshima atomic cloudOs sinos tocaram hoje em Hiroshima, no sul do Japão, para assinalar o 70.º aniversário do lançamento da bomba atómica pelo governo dos Estados Unidos e as suas vítimas.

 

Representantes de uma centena de países participaram na cerimónia, que decorreu pelas 8:15 (hora local) junto ao memorial, no Parque da Paz de Hiroshima, e em muitos países observou-se um minuto de silêncio.

 

A 6 de Agosto de 1945, quando ocorreu a primeira e única explosão nuclear usada até hoje numa guerra, a cidade japonesa viu-se reduzida a escombros: cerca de 80 mil pessoas perderam a vida, enquanto 90 por cento dos prédios vieram abaixo.


O bombardeamento das cidades japonesas de Hiroshima (oeste) e três dias depois de Nagasaki (sudoeste), a segunda cidade japonesa a sofrer um ataque nuclear norte-americano no final da II Guerra Mundial, na sequência da recusa de rendição por parte do Imperador japonês Hirohito, é um dos maiores crimes da humanidade, que não pode cair no esquecimento.

 

Apesar da vitória dos Aliados, em Maio de 1945, a guerra no Pacífico ainda continuou por dois meses e a explosão da bomba de plutónio, ironicamente chamada de "Little Boy", serviu igualmente de teste para cientistas norte-americanos.

 

A segunda bomba de plutónio,"Fat Man", mais forte que a que havia explodido sobre Hiroshima, matou em 9 de Agosto de 1945 mais de 40 mil pessoas. Além das baixas directas, dezenas de milhar de pessoas morreram posteriormente devido à radiação, e as sequelas estenderam-se a várias gerações.


Só a 02 de Setembro de 1945, o Imperador japonês assinou a rendição do país.

 

Ao assinalar mais uma vez estas datas negras da História, a URAP presta homenagem às vítimas e junta-se a todos os que não deixam que a Humanidade, e em especial as gerações mais jovens, desconheçam ou esqueçam o terror do uso de armas nucleares.