Um mês que abalou a Universidade. A luta contra o decreto-lei 40900

História

Armando Myre Dores

( 12 DE DEZEMBRO 1956- 16 DE JANEIRO 1957)   

Em 12 de Dezembro de 1956, o governo de Salazar publicou um decreto-lei que visava espartilhar e controlar ferreamente a actividade das Associações de Estudantes e esvaziar algumas das suas funções. A resposta das Associações foi fulminante: a luta desencadeada contra o decreto-lei obrigou a que passado  cerca de um mês a Assembleia Nacional fosse obrigada a  fazê-lo baixar à Câmara Corporativa, o que era um recuo evidente da ofensiva governamental. Durante 5 anos ,as associações de estudantes viveram num período de vazio legislativo que lhes permitiu consolidar e alargar a sua actividade.

                                                

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Aos soldados da GNR e aos guardas da PSP

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aos_soldados_da_gnr_doc_pcp_abril_1958Comunicado do PCP, Abril de 1958

"Ninguém nega que a vida dos trabalhadores do nosso País é uma vida de miséria.[...] É que se na PSP ou na GNR há carrascos como o Tenente Carrajola que assassinou a camponesa Catarina Eufémia [...] há também soldados que procuram ajudar o nosso povo sempre que podem. Não é de admirar![...]"

 

 

 

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Assassinatos e violências contra o povo

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assassinatos_e_violencias_avante-marco-1955"Avante!", Março 1955

"Ao mais pequeno pretexto, as forças repressivas prendem, espancam e, muitas vezes, matam. Sem falar da feroz repressão às lutas reivindiativas dos operários e camponeses e dos assassinatos, pela GNR [...]"

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Os trabalhadores rurais alentejanos conquistam jornas mais altas

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conquistam_jornas_mais_altas_avante-abril-1955"Avante!" Abril 1955

"A luta por jornas mais altas prossegue em todo o Alentejo, onde as condições de vida dos trabalhadores rurais são miseráveis. Numa localidade do distrito de Évora, um rancho de 16 camponeses trabalhava pela jorna de 16$00. Exigiu do agrário os 20$00, mas este não cedeu logo e apenas aumentou para 18$00. Os trabalhadores continuaram a lutar e passados poucos dias conseguiram os 20$00 em que estavam assentes [...]"

 

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A guerra colonial

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14_mil_mortosJosé Jorge Sequeira Martins *

Foram os cerca de 14 mil mortos e 50 mil estropiados e deficientes. Foram os cerca de 500 mil africanos barbaramente assassinados, no quadro de uma política de puro genocídio. Foram 300 milhões de contos derretidos na matança.
                                         

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