Militão Ribeiro

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militao_ribeiroMilitão Bessa Ribeiro foi um destacado dirigente nos difíceis mas exaltantes anos 40 do século passado. Foi assassinado na Penitenciária de Lisboa, a 2 de Janeiro de 1950 - só nesse ano, seriam assassinados mais cinco membros do Partido Comunista.


Preso, no Luso, juntamente com Álvaro Cunhal e Sofia Ferreira, Militão Ribeiro (que somava já vários anos de prisão, vários dos quais no Campo de Concentração do Tarrafal) tinha já a saúde debilitada. O rigoroso regime prisional, a alimentação imprópria e a falta de tratamento agravaram-lhe os padecimentos. Em resultado disto, adoeceu gravemente e resolveu fazer a greve da fome como protesto contra a falta de assistência médica e de uma dieta adequada. Ao mesmo tempo, eram-lhe negadas quaisquer visitas ou correspondência. Morreu de fome!

Nascido em Murça em 1896, Militão Bessa Ribeiro emigrou para o Brasil em busca de trabalho, com apenas 13 anos. Ali emprega-se como operário têxtil e, aos 15, começa a participar nas lutas da classe operária brasileira. Torna-se dirigente sindical e membro do Partido Comunista Brasileiro.

Expulso do Brasil, regressa a Portugal e adere ao Socorro Vermelho Internacional e ao PCP. É preso pela primeira vez em 1934 e enviado, dois anos depois, para o Tarrafal.

Libertado em 1940, retoma a actividade partidária, assumindo um papel destacado na reorganização do PCP de 1940/41. Era membro do Secretariado quando é novamente preso e enviado para o Tarrafal.

Com o fim da guerra, o fascismo é obrigado a recuar e Salazar decreta uma amnistia, ao abrigo da qual Militão é libertado. De volta ao país, integra novamente o Secretariado e participa no IV Congresso do PCP, realizado em 1946. Desde esta data e até à sua prisão, no Luso, em 1949, Militão Ribeiro teve um importante papel na aplicação da linha política definida pelo Congresso.