Os sócios da União de Resistentes Antifascistas Portugueses - URAP reunidos em Assembleia Geral no dia 19 de Setembro de 2020 reiteram a sua condenação dos actos e movimentações fascistas, racistas e xenófobos que ocorreram nos últimos tempos em Portugal.


Esta acção fascizante, que se vem desenvolvendo desde há anos e que contraria os princípios da Constituição da República Portuguesa, exige da parte do Estado um combate firme e determinado.


A URAP, organização que congrega homens e mulheres de diferentes gerações que, independentemente das suas opcões ideológicas, sempre se uniram na mesma frente de combate contra o fascismo, apela a todos os antifascistas para que, através da sua actuação de afirmação dos valores de Abril, combatam este fenómeno que se vem alastrando pela Europa e pelo Mundo.


A URAP garante que, pela sua parte, vai continuar a sua acção para que o fascismo não seja esquecido e, em unidade, lutará para que o fascismo não volte nunca mais a Portugal.

 

25 DE ABRIL SEMPRE!
FASCISMO NUNCA MAIS!

 

Aprovada por unanimidade em Assembleia-geral, 19 de Setembro de 2020, Lisboa

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Realizamos esta Assembleia Geral na data de 19 de Setembro e não em Março de 2020, como sabemos, devido à crise sanitária em que temos vivido. Os dados apresentados referem-se, pois, a este período.


ORGANIZAÇÃO
Até Março de 2020, inscreveram-se 50, como associados da URAP.
Neste espaço de tempo, valorizamos a criação do Núcleo da Moita e realizaram-se várias reuniões em algumas zonas do país, com democratas que se mostraram interessados em participar na criação de novos Núcleos.
Os núcleos existentes, mesmo os mais recentes, tiveram, ao longo destes meses, intensa actividade política e cultural, como comprovarão os seus relatórios.
Deram-se também passos significativos na actualização do ficheiro e na sua informatização.

ACTIVIDADE 25 DE ABRIL
O 45º. Aniversário do 25 de Abril foi amplamente comemorado pela URAP por praticamente todo o país, nomeadamente nos desfiles de Lisboa e Porto.
As sessões em escolas, feitas essencialmente por ex-presos políticos, atingiram o número 83, abrangendo mais de 5000 jovens alunos.


A LUTA VALEU A PENA
Este ano ficou marcado também, pelo culminar da intensa luta travada contra a decisão do Governo de instalar uma Pousada de luxo no Forte de Peniche, com a inauguração, no dia 25 de Abril da 1ª. Fase do Museu da Resistência e da Liberdade, bem como do Mural com o nome de todos os presos políticos que ali estiveram encarcerados, investigação que a URAP se orgulha de ter realizado, em parceria com a Câmara Municipal de Peniche.


Na cerimónia da inauguração intervieram o Primeiro Ministro e, em nome de todos os presos, Domingos Abrantes, Conselheiro de Estado.
Manteve-se, conforme estava programado, no dia 27 de Abril, data da libertação dos presos, a Festa Popular que comemora a vitória da luta pelo Museu Nacional. Um desfile que contou com cerca de 4.000 pessoas, vindas de todo o país e que, com faixas e palavras de ordem “25 de Abril Sempre” “Fascismo Nunca Mais” concentrou-se no Largo dos Bombeiros e percorreu as ruas até ao Largo da Fortaleza.

 

No pátio da Fortaleza, junto ao Memorial, actuaram Gisela João, Fernando Tordo, Luísa Ortigoso e o Coro Lopes Graça.
Intervieram o Presidente da Câmara Municipal, Henrique Bertino, a Ministra da Cultura Graça Fonseca e Domingos Abrantes, em nome dos presos políticos.


1º. DE MAIO
No 1º de Maio, como já vai sendo hábito, participámos nas comemorações da CGTP com um pavilhão de venda de livros e outros materiais, publicados pela URAP.


ANIVERSÁRIO DA URAP
O 43º. Aniversário da URAP foi comemorado no dia 4 de Março num almoço num restaurante em Lisboa, com a participação de cerca de 80 sócios e amigos. Convívio fraterno em que não só se falou nas lutas passadas, mas no presente, onde a URAP, na situação que se vive em Portugal e no Mundo, tem um papel importante a desempenhar.


URAP NA ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE LISBOA
A convite da Assembleia Municipal de Lisboa, a URAP interveio sobre a Mulher e o Trabalho, no Fórum Lisboa, na
1ª. Sessão do Debate Temático “45 Anos depois do 25 de Abril, os Direitos das Mulheres no Mundo do Trabalho”.

 

“DO HEROÍSMO À FIRMEZA”
Foi também neste ano de 2019 que a Assembleia da República aprovou uma Resolução apresentada pelo BE e PCP.
Consolidou-se, assim, institucionalmente a implementação do projecto museológico ”Do Heroísmo à Firmeza”, na sede da antiga Pide no Porto, por que tanto se tem batido o Núcleo da URAP do Porto.


CONTRA O MUSEU SALAZAR
A URAP, logo após ter tomado conhecimento pela Comunicação Social das declarações do Presidente da Câmara de Santa Comba Dâo, sobre a nova investida (já tinha havido em2007) de criação de um Museu Salazar, alertou num comunicado, em 30 de Julho de 2019, para o perigo que tal projecto, a concretizar-se, constituiria.
A este alerta, 204 ex-presos políticos escreveram uma carta ao Presidente da Assembleia da República e ao Primeiro Ministro, rejeitando a criação deste Museu e apelando à intervenção destes Órgãos do Estado para conter esta iniciativa que desrespeita a Constituição da República Portuguesa.
Seguiu-se um abaixo-assinado on line, também dirigido ao Primeiro Ministro com 18.000 assinaturas. Seguiu-se  angariação de assinaturas para uma Petição dirigida à Assembleia da República de que destacamos os dias 6 e 7  de Dezembro em que, em várias zonas do país se contactaram pessoas na rua para assinarem. Esta luta não terminou e vai ter de continuar, pois esta sinistra ideia a concretizar-se seria um polo de saudosismo fascista e de revivalismo do regime opressor, derrubado em Abril de 74.

 

CONVÍVIO 3 ANOS DE LUTA PELO MUSEU
Pelos 3 anos do convívio memorável de ex-presos políticos, familiares, amigos e outros democratas, que deu início à luta
contra uma Pousada de luxo no Forte de Peniche, a URAP decidiu realizar a 26 de Outubro, um encontro/convívio para deixar claro o propósito da satisfação e também o apoio ao que ainda falta fazer para a completa instalação desse símbolo de luta e resistência. O convívio juntou centenas de democratas, com intervenções, canto livre e visitas guiadas por ex-presos políticos.


REUNIÃO O COM REPRESENTANTES DOS NÚCLEOS
Em 30 de Novembro, a Direcção da URAP realizou uma reunião com representantes dos Núcleos, com o fim de
troca de experiências e também de balanço à sua actividade. Estiveram presentes cerca de 50 sócios .


XVIII CONGRESSO DA FIR
Com os temas “Em conjunto com as gerações actuais, perpetuemos a herança dos combatentes e dos perseguidos, lutemos contra o neofascismo, o racismo e as raízes do fascismo, bem como pela democracia, o humanismo, a justiça social e um novo mundo de paz e liberdade”, realizou-se o XVIII Congresso, em Reggio Emilia, Itália.
A delegação portuguesa composta por Marília Villaverde Cabral, José Pedro Soares e Francisco Canelas fez uma intervenção durante o Congresso, na qual se destacou a situação política mundial e portuguesa. (Mais informações sobre o Congresso estão na Página da URAP, no Facebook e no Boletim)

 

LIVROS DA URAP
Devemos sublinhar que as edições dos livros editados pela URAP têm sido, para além da ajuda financeira, um bom pretexto para a sua apresentação em várias terras do país, com sessões que nos têm ajudado a contactar antifascistas e a entusiasma-los a participar nesta luta que, para além do passado, de que tiramos experiência e conhecimento, é também uma luta do presente, como acontecimentos de racismo, de fascismo têm vindo a demonstrar. Vamos continuar neste caminho e podemos dizer que no ano de 2019, se conseguiu realizar cerca de 60 sessões.


Este Relatório não traduz toda a riqueza da actividade da URAP. Houve Núcleos que realizaram Iniciativas de grande relevo e que, de certo, irão referir nas suas intervenções, bem como nos Relatórios escritos que complementarão este Relatório:
Sessões sobre temas da actualidade, sobre História, Culturais, visitas ao Museu do Aljube, iniciativas muito diversificadas, contributos para esta luta que vai exigir muito de todos nós.

 

Aprovado por unanimidade em Assembleia-geral, em 19 de Setembro de 2020, Lisboa

 

 

 

 

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Estes tempos incertos em que vivemos, dificulta-nos a programação para a actividade da URAP.


Houve iniciativas que não tivemos condições de realizar e que poderíamos programar para este ano, mas tendo em conta esta pandemia que se abateu sobre o nosso país e o mundo, não temos a certeza se as poderemos concretizar, porque não dependem somente da nossa vontade:
A visita guiada à Andaluzia;
A ida colectiva ao Parlamento Europeu;
O Comboio dos 1.000.


SESSÕES NAS ESCOLAS
Em relação às sessões nas escolas - teremos de fazer um esforço no contacto com professores e Câmaras Municipais para as realizar, ou de forma presencial ou de vídeo conferência.


SESSÕES DE APRESENTAÇÃO DE LIVROS
É necessário ganhar os Núcleos para a realização de sessões de apresentação dos livros já editados pela URAP, em várias terras do país e que têm sido, em anos anteriores, iniciativas que têm dado frutos quer no reforço da organização, quer na melhoria da situação financeira.

 

MUSEU DE PENICHE
Manter os contactos com a Direcção Geral do Património, com vista ao desenvolvimento do que foi estabelecido no Protocolo assinado entre esse Órgão e a URAP e estarmos atentos para que as obras programadas, a seguir à lª. Fase do Museu, sejam uma realidade.


DO HEROÍSMO À FIRMEZA
Prosseguir a actividade na antiga sede da Pide no Porto e continuar os contactos com o Ministério da Cultura para que o Museu do Porto, cujo lema, “Do Heroísmo à Firmeza”, não fique esquecido.


LUTA CONTRA O MUSEU SALAZAR
A luta contra o projecto do Museu Salazar, ou com outro nome, em Santa Comba Dão, vai exigir um grande esforço, para que a Assembleia da República vote favoravelmente a Petição da URAP.


LIVROS DA URAP
Após a edição do livro de Peniche, traduzido para castelhano, é importante o contacto com estruturas antifascistas de Espanha, para o darmos a conhecer e ver a possibilidade de o comprarem.
Outras edições estão a ser trabalhadas – Sobre as Mulheres que foram presas, sobre Angra do Heroísmo, as prisões no Porto, Setúbal e Caxias.


Vítimas do TARRAFAL
Cumpriremos, também este ano que vem, o dever de homenagear os homens que pelo seu amor à Liberdade morreram no campo da morte lenta, longe das suas terras e das suas famílias. Iremos, mais uma vez ao seu Mausoléu para que não fique esquecida a sua luta e a sua coragem.


INICIATIVAS DIVERSIFICADAS
Continuaremos a incentivar as visitas ao Museu do Aljube, bem como programar iniciativas conjuntas.


Contaremos, de certo, com a disponibilidade dos companheiros ex-presos políticos para as visitas guiadas ao Museu de Peniche e ainda este ano, mais uma vez, organizaremos em Outubro um convívio de ex-presos políticos, familiares, amigos e outros democratas para lembrar o início da luta contra a decisão do Governo de transformar aquele símbolo da repressão e da resistência, numa Pousada de luxo e lembrar que a luta valeu a pena.

 

Aprovado por unanimidade em Assmebleia-geral a 19 de Setembro de 2020, Lisboa

 

 

 

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