Relatório de Actividades de 2007

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Texto apresentado na Assembleia Geral

O ano 2007, foi um ano importante na vida activa da nossa associação, porquanto foi desenvolvido um vasto leque de actividades, conforme programa aprovado para o biénio 2007/2008, apesar de politicamente ter sido um ano de grandes dificuldades para a generalidade dos portugueses, pois a prática neoliberal tem vindo cada vez mais a substituir políticas que, pela sua justeza, poderiam melhorar a vida dos mais desfavorecidos e fazer diminuir o fosso entre ao mais ricos e os mais pobres. A par desta situação, foi extremamente visível o ataque às liberdades democráticas e a continuada tentativa de branqueamento do fascismo. Mas o ano 2007, foi também um ano em que os Trabalhadores e o Povo mostraram, através das suas lutas, que estão dispostos a defenderem a Liberdade e a Democracia.

A URAP, organização herdeira dos ideais daqueles que com grande coragem afrontaram o regime fascista e que por esses ideais perderam a liberdade e, muitos a vida, no ano 2007, juntou-se a este caudal de resistência, organizando iniciativas ou participando nas jornadas de luta em defesa da Paz e das Liberdades Democráticas.

No ano 2007, chegaram à URAP mais 237 sócios, dos quais 49, são jovens com menos de 30 anos (e só num aparte, também informo que no 1~trimestre de 2008 entraram mais 43 sócios).

Reforçou-se a estrutura orgânica, embora se considere ainda bastante insuficiente. Criaram-se Núcleos novos, como no distrito de Lisboa, o Núcleo da freguesia de Santa Iria da Azóia, que ao longo do ano organizou várias iniciativas, como sejam: exposições, deslocações (Fortaleza de Peniche, fluviário de Mora) e sessões nas Escolas pelo 25 de Abril.

O Núcleo de Santa Comba Dão/Viseu, cujo papel na luta contra o branqueamento do fascismo foi assinalável, através de acções contra o chamado Museu Salazar. Na sequência destas acções, a URAP (Direcção e Núcleo Local) pediram audiências e foram recebidos pelo Sr. Presidente da Assembleia da República, pela Comissão Parlamentar de Direitos, Liberdades e Garantias e pelo Sr. Procurador Geral da República. Entregou-se na Assembleia da República uma petição contra o Museu Salazar, com 16.000 assinaturas e sobre esta questão foram efectuadas conferências e comunicados à imprensa;

No distrito de Castelo Branco foi criado o Núcleo da Covilhã/Fundão, que efectuou entre outras acções uma sessão de esclarecimento na Universidade Local, com a participação do coordenador da URAP;

No distrito da Guarda também foi criado o Núcleo de Guarda/Gouveia.

Salientamos também com muita satisfação a criação do Núcleo de Juventude Antifascista, que está a chamar jovens ao trabalho da URAP, o que prova que a luta não se estende apenas aos que lutaram nos negros anos do fascismo, mas também e essencialmente aos jovens, sobretudo quando no País pairam ameaças às liberdades e à democracia. Este Núcleo desenvolveu várias iniciativas, destacando-se uma sessão na Universidade de Lisboa com a participação do Coordenador da URAP;

Em Setúbal foi criada uma Delegação da URAP e inaugurada a sua sede. Tendo participado na cerimónia, para além dos dirigentes, sócios e populares locais, uma delegação da Direcção da URAP e Diamantino Torres dirigente do Núcleo de Santa Iria da Azóia; a Sr.ª Presidente da Câmara de Setúbal e a representante da Governadora Civil que usaram da palavra, tendo intervido também Américo Leal, dirigente da Delegação e Aurélio Santos, como coordenador da URAP.

Neste mesmo local, Biblioteca Museu República e Resistência, efectuou-se o ENCONTRO NACIONAL DE NÚCLEOS DA URAP, que foi um momento de troca de informações e experiências, para além de ter sido um incentivo  ao reforço orgânico e ao desenvolvimento das actividades

No ano 2007, despedimo-nos com grande tristeza e pesar, de valorosos lutadores antifascistas, que honraram a URAP, por serem seus sócios. Na impossibilidade de representação da URAP, em alguns desses acontecimentos, por tardiamente, termos tomado conhecimento, não podemos deixar de referir dois tarrafalistas que partiram neste ano - Josué e Sérgio Vilarigues, a cujas famílias apresentámos as nossas condolências. A URAP também se fez representar e participou nas homenagens de cidadão que entregaram a vida à causa da liberdade e da democracia, como por exemplo Diniz Miranda e Pires Jorge, cujos exemplos nos dão forças para prosseguirmos. A URAP, também através dos seus Núcleos e em particular o Núcleo do Seixal, promoveu homenagens nas respectivas localidades, a cidadãos antifascistas em Condeixa-a-Nova, Bombarral, Évora.

No dia 25 de Abril/2007, a URAP inaugurou o SYTE na Internet, o que tem sido de grande ajuda à divulgação das iniciativas e ao conhecimento da sua história e objectivos. No entanto uma maior participação e colaboração de Sócios em artigos de opinião e outros testemunhos ajudariam a tornar mais viva a nossa página.

Também pelo 25 de Abril, a URAP realizou sessões evocativas em Escolas nas localidades do concelho de Almada, Seixal, Setúbal, na freguesia de Santa Iria da Azóia, na Parede e na cidade de Lisboa, mas considera-se que há possibilidade de se ir muito mais longe.

Conforme compromisso da Direcção, o Boletim começou a sair com a regularidade trimestral, embora a Direcção considere que deve continuar a ser melhorado, pensamos no entanto que foi um passo importante na ligação aos sócios.

No prosseguimento do programa de acção aprovado na última assembleia-geral, a URAP tem procurado estar presente nos eventos promovido por outras organizações, com o fim de se dar a conhecer e impor na sociedade democrática, por isso esteve presente com um pavilhão na Festa do Avante - que continha uma exposição sobre a sua actividade, à semelhança de outras organizações Unitárias e Institucionais