A FIR, a organização internacional de antigos combatentes da resistência, apoiantes, vítimas do

fascismo e antifascistas das gerações de hoje, condena a perseguição contra 35 líderes sindicais da PAME em Atenas. Embora o Ministério Público não tenha encontrado qualquer testemunha para as suas acusações o julgamento continuará em Junho de 2013.

Vemos este julgamento não apenas como um ataque contra os acusados ​​líderes sindicais da PAME e o direito dos sindicatos na Grécia, mas também contra todas as pessoas que lutam contra os cortes sociais, as mudança da lei dos trabalhadores e a actual reversão da liberdade e dos direitos democráticos.

Sabemos pela história: a resolução dos problemas económicos e políticos da sociedade no interesse do povo só pelo resultado da luta activa do movimento dos trabalhadores. Todas as tentativas de diminuir o papel dos sindicatos e seus direitos pioram cada vez mais a situação das pessoas. A crise económica resulta em pobreza e abre as portas ao populismo de direita. Para lutar contra ambos precisamos de sindicatos fortes e activos.

É por isso que FIR declara a sua profunda solidariedade com os 35 dirigentes sindicais da PAME e com o movimento operário. Apelamos também aos membros das nossas federações a expressar sua solidariedade e apoio.

Decisão do comité executivo - Fevereiro 2013
Dr. Ulrich Schneider
Secretário Geral

Print Friendly, PDF & Email

URAP > Documentos

Resolução aprovada na Assembleia Geral, realizada a 2 de Março de 2013, na Biblioteca-Museu República e Resistência, em Lisboa.

 

Considerando que:

 

  1. A política do actual Governo do PSD/CDS mergulhou o país numa grave crise financeira, económica, política e social;

  2. Que o Governo não só não conseguiu cumprir nenhum dos objectivos a que se propôs como, ao invés, agravou todos os índices macroeconómicos geradores dessa mesma política;

  3. Que as medidas de autoritarismo impostas por este Governo degradaram fortemente a vida dos cidadãos, minaram a sua confiança, deterioraram o Estado Social e estão a pôr em causa as próprias Instituições democráticas, tal como as conhecemos;

  4. Que o Governo tem demonstrado uma inaceitável submissão aos interesses do grande capital financeiro e um visível desprezo pelos interesses nacionais;

  5. Que é o próprio Governo a assumir que com esta política o desemprego estrutural se irá manter nos 14%, o que significaria a existência permanente de mais de 700 mil desempregados no nosso país;

  6. Que a legitimidade do Governo se encontra ferida pelo facto de estar a governar em frontal oposição ao programa com que se propôs ao eleitorado;

  7. Que a crescente oposição a esta política pode gerar situações de ingovernabilidade idênticas às surgidas quer na Grécia quer recentemente na Itália

 

Os membros da União de Resistentes Antifascistas Portugueses (URAP) reunidos em Assembleia Geral, situada na Rua Alberto de Sousa, 10 A, à Zona B do Rego em Lisboa, a 02 de Março/2013, deliberam:

 

1 - Protestar veementemente contra esta política;

 

2 - Solicitar ao Sr. Presidente da República e à Assembleia da República a dissolução do Parlamento e a convocação de eleições de forma a devolver a palavra aos cidadãos;

 

3 - Reafirmar a sua firme disposição em lutar por todas os meios ao seu alcance pela defesa da democracia e pelo cumprimento escrupuloso dos valores inscritos na Constituição da República Portuguesa;

 

4 - Enviar esta resolução ao Sr. Presidente da República e à Assembleia da República;

 

5 - Dar conhecimento desta resolução ao Governo, ao Provedor de Justiça à FIR (Federação Internacional de Resistentes) e à Comunicação Social.

 

 

Lisboa, 02 de Março/2013

Print Friendly, PDF & Email

URAP > Documentos

Relatório de Actividades do ano de 2012, aprovado na Assembleia Geral, realizada a 2 de Março de 2013, na Biblioteca-Museu República e Resistência, em Lisboa.

 

1 - ORGANIZAÇAO

Foram dados passos significativos no trabalho com o ficheiro, do que resultou uma melhor forma de contacto com os sócios.

Fez-se uma nova edição de cartões de sócio.

Devido à diversificada acção desenvolvida, um número significativo de democratas aderiu à URAP neste ano de que resultou uma maior recolha de quotas, embora ainda aquém das necessidades e possibilidades.

Houve ainda um grande esforço de contacto com os sócios, de que resultou uma maior recolha de quotas, embora ainda aquém das necessidades e das possibilidades.

Conforme o decidido na Assembleia-Geral de 2011 foi criada a Comissão Coordenadora dos Núcleos, embora só tenha reunido uma vez.

 

2 ACTIVIDADE

A Direcção da URAP, neste ano, tomou posição, em conjunto com outras organizações sobre os atentados à liberdade e à democracia em Portugal e noutras partes do mundo.

Denunciou a escalada de guerra no Médio Oriente e solidarizou-se com o povo da Palestina e da Síria.

Integrada na Iniciativa "O Comboio dos 1.000", organizada pela FIR, pelo Instituto dos Veteranos da Bélgica e pela Fundação Auschwitz, a URAP participou na visita ao campo de Concentração Auschwitz-Bikenau, com a presença de 108 jovens, de Escolas de Almada, Seixal e Oliveira de Azeméis e outras organizações juvenis. No grupo dos jovens, integrou-se também José Pedro Soares, resistente antifascista, preso e torturado no Forte de Peniche, o que proporcionou aos jovens o conhecimento do que foi o fascismo em Portugal.

Em Maio de 2012, a URAP realizou uma visita guiada às cidades mais representativas da Guerra Civil de Espanha, tendo tido em Madrid um encontro com a "Associação de Resistentes Foros de La Memória" e, em Barcelona, colocou uma coroa de flores no monumento, em memória dos que, por defenderem a República, caíram nessa guerra.

Em parceria com a Biblioteca Museu República e Resistência - Espaço Grandella (C.M.L.), a URAP organizou uma série de iniciativas sob o lema "ROSTOS DA RESISTÊNCIA"

  • Homenagem à Rádio Portugal Livre - "Ondas da Liberdade", com a participação de Aurélio Santos e Zeferino Coelho,

  • Homenagem a Bento Gonçalves com a participação de Aurélio Santos, Américo Nunes e José Barata, que conviveu no Tarrafal com Bento Gonçalves;

  • Homenagem a Virgínia Moura, com a participação de Areosa Feio e Maria José Ribeiro, ambos companheiros das mesmas lutas e dos mesmos combates;

  • Homenagem ao maestro Fernando Lopes Graça, com a participação do Coro da Academia dos Amadores de Música e a intervenção de Filipe Diniz e do Maestro José Robert

A URAP esteve presente no acampamento de "JUVENTUDE PELA PAZ", em Avis, tendo ficado a seu cargo a organização do debate com o tema "A derrota do nazi-fascismo e a luta pela Paz"

A URAP realizou, mais uma vez a Homenagem-Romagem aos Tarrafalistas, junto ao seu Mausoléu no cemitério do Alto de S. João em Lisboa.

A URAP tem continuado a participar na Comissão Promotora das Comemorações Populares do 25 de Abril, bem como no desfile em Lisboa, no Porto e noutras cidades do país. Também tem a URAP organizado através dos seus Núcleos, sessões de esclarecimento e de informação em várias escolas, abrangendo largas centenas de jovens.

A URAP tem já no prelo um folheto sobre a viagem realizada ao Tarrafal na altura das comemorações do 35º aniversário do encerramento daquele campo de concentração, que será divulgado neste ano corrente.

3 - MUSEU DA RESISTENCIA EM PENICHE

Renovou-se a assinatura do Protocolo com a Câmara de Peniche

Estabeleceu-se um acordo com a Câmara para o levantamento, na Torre do Tombo, dos nomes de todos os presos que passaram pelo Forte, com vista à edificação de um Memorial com o nome de todos os presos. Para além da homenagem devida, este trabalho de pesquisa é um considerável contributo da Câmara de Peniche e da URAP para a História da Resistência do nosso país.

Para além das visitas ao Forte, sempre acompanhadas por ex-presos políticos, salienta-se a visita em Outubro último de 100 jovens que participaram na sequência do "Comboio dos 1000", acompanhados por Álvaro Pato, José Ernesto Cartaxo, José Pedro Soares e Manuel Pedro. Os jovens foram recebidos pelo Presidente da Câmara, que lhes dirigiu umas palavras, assistiram a um filme sobre a viagem e realizado por Bruno Vassalo e ouviram também as palavras de Eulália Miranda e Silvina Miranda, filhas do ex-preso político Diniz Miranda.

4 - QUESTÕES INTERNACIONAIS

A URAP tem mantido uma ligação estreita com a FIR - Federação Internacional de Resistentes e divulgado as suas tomadas de posição.

A URAP tem-se esforçado, através de outras associações antifascistas, de conhecer e apoiar as iniciativas realizadas em defesa da Paz e contra acções de nazis que, em vários países da Europa têm vindo a surgir.

 

NOTA:

Este Relatório não traduz a actividade dos Núcleos

Print Friendly, PDF & Email

URAP > Documentos

Plano de Actividades para 2013-2014 aprovado na Assembleia Geral, realizada a 2 de Março de 2013, na Biblioteca-Museu República e Resistência, em Lisboa.

 

1. ORGANIZAÇÃO

  • Pôr a funcionar, com mais regularidade, a Comissão de Coordenação dos Núcleos.

  • Acompanhar, mais de perto, os núcleos já formados, apoiando o desenvolvimento da sua actividade.

  • Criar outros Núcleos, onde temos sócios.

  • Continuar todo o trabalho para melhorar o ficheiro, de forma a facilitar, cada vez mais o contacto com os sócios.

  • Continuar todo o trabalho de recolha de quotas e encontrar formas novas de financiamento para o desenvolvimento da actividade

2. ACTIVIDADE

  • Manter e desenvolver a linha de apoio a iniciativas de carácter unitário que contribuam para a divulgação do conhecimento do que foi o fascismo e da luta da Resistência.

  • Promover e participar em iniciativas de valorização dos direitos conquistados com o 25 de Abril.

  • Aproveitar o êxito da iniciativa do "Comboio dos 1.000" para desenvolver contactos com alunos e professores, no sentido de promover sessões e outras iniciativas que contribuam para o conhecimento do que foi a luta contra a ditadura fascista e o valor das conquistas democráticas.

  • Inserida no Ciclo "Rostos da Resistência" em parceria com a biblioteca Museu República e Resistência - Espaço Grandella - (Câmara Municipal de Lisboa), realizar uma homenagem a Maria Isabel Aboim Inglez.

  • Continuar a promover anualmente, no Alto de S. João a Romagem ao Mausoléu dos antifascistas mortos no Tarrafal.

  • Promover visitas guiadas a localidades que se destacaram na resistência ao fascismo.

  • Continuar a integrar a Comissão Promotora das Comemorações Populares do 25 de Abril em Lisboa e no Porto, procurando alargar essa participação a outros pontos do país.

  • Promover ciclos de debates em escolas básicas, secundárias e de ensino superior, em torno do 25 de Abril.

  • Continuar a participar com outras organizações na promoção de jornadas em defesa da Paz, contra a guerra e pela soberania dos povos.

3. INFORMAÇÃO

  • Continua a publicar trimestralmente o Boletim da URAP.

  • Actualizar o sítio da URAP (www.urap.pt)

  • Editar e difundir as brochuras sobre o Tarrafal, sobre o Encontro Internacional e sobre as entrevistas já realizadas.

  • Reeditar o caderno "Sementes dos Cravos de Abril".

  • Editar uma brochura sobre a URAP para apresentação nas Escolas.

  • Fazer chegar, à Comunicação Social, nacional e regional, as tomadas de posição e as informações das iniciativas da URAP.

  • Tomar posição pública sobre acontecimentos que ponham em causa os direitos e as liberdades democráticas.

4. MUSEU DA RESISTÊNCIA EM PENICHE

  • Realizar, pelo 25 de Abril, uma iniciativa em que a URAP e a Câmara de Peniche informem a população, da elaboração da listagem dos presos de Peniche e da feitura de um memorial com todos os seus nomes.

  • No âmbito das Comemorações do Centenário de Álvaro Cunhal, em conjunto com a Câmara realizar uma iniciativa para as Escolas do Concelho, com a colaboração do grupo de teatro da Escola Passos Manuel de Lisboa.

  • Promover visitas organizadas pela URAP ao Forte de Peniche.

5. RELAÇÕES INTERNACIONAIS

  • Continuar a participar, mediante as condições financeiras da URAP, em iniciativas internacionais promovidas pela FIR ou outras organizações internacionais de carácter antifascista.

  • Apoiar iniciativas que no plano internacional denunciem o fascismo, o racismo, a opressão e defendam a Paz, a Democracia, a Independência Nacional e os Direitos do Homem.

 

Print Friendly, PDF & Email

Segue-nos no...

logo facebook

Boletim

foto boletim

Faz-te sócio


Ficha SócioInscreve-te e actualiza a tua quota
Sabe como

Quem Somos

logotipo urap

A URAP foi fundada a 30 de Abril de 1976, reunindo nas suas fileiras um largo núcleo de antifascistas com intervenção destacada durante a ditadura fascista. Mas a sua luta antifascista vem de mais longe.
Ler mais...
União de Resistentes Antifascistas Portugueses - Av. João Paulo II, lote 540 – 2D Loja 2, Bairro do Condado, Marvila,1950-157, Lisboa