RELATÓRIO DAS ACTIVIDADES DA URAP no ano 2010


O ano de 2010, foi um ano difícil, no aspecto político e social. Por essa razão muitas lutas foram travadas a diversos níveis. E nessas lutas também a URAP participou e se empenhou.


JANEIRO

  • Em 8 e 9, a URAP participou com uma delegação no XV Congresso da Federação Internacional de Resistentes (FIR). Neste Congresso foi eleito David Pereira, membro do Conselho Directivo da URAP, para o Comité Executivo da FIR.

  • A 14 foi efectuado no Feijó junto ao Monumento ao Marinheiro Insubmisso, uma homenagem ao destacado antifascista MANUEL GUEDES, que contou com a presença da dirigente Maria Ana Pego.

  • A 16, realizou-se a Assembleia do Núcleo de Santa Iria da Azóia, onde esteve presente David Pereira, membro do Conselho Directivo.

  • A 17, no auditório da Junta de Freguesia do Seixal, realizou-se uma palestra em que participaram Paulo Marques do Conselho Directivo e Francisco Lobo - Vice-Presidente da Assembleia-Geral, subordinada ao tema" ONTEM COMO HOJE A MESMA LUTA";

  • A 30, os dirigentes Diamantino Torres e Encarnação Raminho, participaram na Casa do Alentejo num debate sobre a temática da PAZ, seguido de jantar, promovido pelo Conselho Português para a Paz e Cooperação.


FEVEREIRO

  • A 20, o Núcleo do Porto realizou um plenário, nas instalações da UNICEPE, onde apreciaram as actividades desenvolvidas, com a participação do coordenador da URAP - Aurélio Santos

  • A 27, realizou-se a Assembleia-Geral da URAP, tendo sido alterados os Estatutos e o Regulamento, tendo por fim a criação de um novo órgão "CONSELHO NACIONAL" e foram aprovadas as contas e as actividades desenvolvidas no ano 2009.


MARÇO

  • Neste mês, a URAP, participou em reuniões promovidas pela Associação 25 de Abril, para a promoção das Comemorações do 25 de Abril;

  • No dia 13, realizou-se a romagem ao cemitério do Alto de São João em Lisboa, tendo participado cerca de 300 antifascistas, onde mais uma vez foi prestada homenagem aos heróicos resistentes, que passaram pelo campo de concentração do Tarrafal. No seguimento desta homenagem aos tarrafalistas, o Núcleo do Seixal realizou um almoço convívio, num restaurante em Fernão Ferro, com os amigos e companheiros que não puderam deslocar-se à cerimónia no Alto de S. João, estando presente Encarnação Raminho, membro do Conselho Directivo.



ABRIL

  • Neste mês, a URAP continuou a promover sessões de esclarecimento e de informação nas escolas das freguesias onde existem núcleos da URAP e outras escolas onde os professores as solicitaram.

  • A 11, o núcleo da URAP no Seixal, promoveu um passeio cultural por Almeirim e Alpiarça, com visita à Casa dos Patudos e foi prestada uma homenagem aos antifascistas de Alpiarça, junto ao monumento do heróico 25 de Abril, , tendo participado o Presidente da Câmara local e Encarnação Raminho, membro do Conselho Directivo.

  • No âmbito das comemorações do 25 de Abril, a URAP participou numa sessão pública, promovida pelas forças populares da zona Oriental de Lisboa, na Praça Paiva Couceiro, tendo usado da palavra Marília Villaverde do Conselho Directivo.

  • No dia 25. a URAP, participou no desfile na Av. da Liberdade, com um pano alusivo, assim como alguns dos seus núcleos.


MAIO

  • No desfile do 1º de Maio, em Lisboa, uma delegação do Conselho Directivo, participou com um pano alusivo.

  • Na noite do 1º de Maio, em Almada, os dirigentes Aurélio Santos, Encarnação Raminho e Marília Villaverde, estiveram presentes no espectáculo de Luísa Basto "40 anos a cantar o Povo e a Liberdade".

  • No dia 16, o Núcleo do Seixal realizou um passeio cultural a Mafra, tendo visitado o Convento.

  • Neste mês, o Núcleo da Parede organizou uma sessão de poesia e convívio, onde esteve presente Aurélio Santos - coordenador da URAP.

  • A 31, o Núcleo de Aveiro, realizou uma sessão de homenagem a ARMANDO SEABRA, por ocasião do centenário do seu nascimento


JUNHO

  • No dia 8, o Núcleo de Santa Iria da Azóia, efectuou uma visita guiada ao "Ribatejo da Resistência" com a participação dos dirigentes Aurélio Santos e Diamantino Torres.


SETEMBRO

  • De 10 a 19, realizou-se a viagem à Polónia, com a participação de 16 sócios da URAP e da dirigente Encarnação Raminho, destacando a visita ao Campo de Concentração de Auschwitz, tendo sido colocado no monumento aos resistentes ao nazi-fascismo, um ramo de flores brancas, como símbolo da PAZ, homenageando todos os antifascistas do mundo.

  • A 16, a URAP divulgou para a comunicação social uma nota de pesar pela morte do Presidente da FIR - MICHEL VANDERBORGHT, personagem combatente antifascista muito prestigiada internacionalmente.


OUTUBRO

  • A 2, Aurélio Santos e Encarnação Raminho, dirigentes da URAP participaram no almoço comemorativo do centenário da República, promovido pela Delegação da URAP em Setúbal.

  • A 6, o Núcleo do Seixal em colaboração com a Câmara Municipal, realizaram no seu auditório, uma sessão comemorativa sobre o centenário da proclamação República Portuguesa - "Visita guiada à Revolução Republicana" presidida pela vereadora Vanessa Silva, tendo intervido o coordenador Aurélio Santos.

  • A 10, o dirigente Mário Araújo participou num jantar promovido pelo 30º aniversário da criação e luta da CGTP-IN.

  • A 11, o dirigente Diamantino Torres, participou na homenagem ao comandante da marinha Costa Santos, antifascista de longa data e fundador da URAP em 1976.

  • A 26 a URAP subscreve o documento de adesão à convocação da manifestação "PAZ SIM - NATO NÃO".

  • Neste mês o Núcleo de Santa Iria da Azóia, realizou a VIII visita guiada à região do Alqueva, com a participação de Aurélio Santos e Diamantino Torres.


NOVEMBRO

  • A 6, o coordenador da URAP - Aurélio Santos, a convite do Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, participou no colóquio " Republicanos, Resistentes, Revolucionários - 1910/1974"

  • A 19, Aurélio Santos, coordenador da URAP participou na sessão comemorativa no Seixal sobre o centenário da República

  • A 22, a URAP participou na grande manifestação "PAZ SIM, GUERRA NÃO" de protesto contra a Nato.

  • A 24, enviou uma saudação à CGTP pelo êxito da Greve Geral.

  • A URAP participou em todas as iniciativas organizadas pela Comissão Promotora da homenagem à Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos, tendo estado presente na Assembleia da República, na sessão onde esta foi condecorada com a medalha de ouro.


DEZEMBRO

  • A 18, a URAP organizou em Peniche, com a participação do Presidente da Câmara Municipal, uma homenagem a Dias Lourenço no dia comemorativo da sua gloriosa fuga do Forte de Peniche. Foi projectado o filme "O SEGREDO" do realizador Edgar Feldman.

  • De 13 a 21, na África do Sul , Ana Pato, do Conselho Directivo, representou a URAP no XVIIº Festival Internacional da Juventude e dos Estudantes, tendo feito uma intervenção.

 


Para a planificação e concretização destes eventos foi preciso reunir a Direcção no mínimo uma vez em cada mês e movimentar muitos sócios, amigos e companheiros da URAP que a título voluntário, muito contribuíram para a concretização das acções.

Para além disso há que referir a saída do Boletim, que neste ano de 2010, editou e distribuiu 3 números, bem como a manutenção do portal, que a Direcção se tem esforçado por manter actualizado.


O trabalho com os Fundos, também mereceu a atenção da Direcção, tendo resultado uma melhoria no que se refere à cobrança da quotização.

O trabalho organizativo interno de estudo e arquivo de documentos importantes, apesar das dificuldades, também avançou neste ano.




Lisboa, 19 Fevereiro/2011

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Declaración Final del XVII Festival Mundial de la Juventud y los Estudiantes


Nosotros, los delegados al XVII Festival Mundial de la Juventud y los Estudiantes, provenientes de 126 países y alcanzando la cifra de más de 15000 delegados, nos reunimos bajo la consigna "Por un mundo de paz, solidaridad y transformaciones sociales, derrotemos al imperialismo" en la majestuosa, dinámica y vibrante tierra de Sudáfrica; donde hemos luchado unidos durante décadas en todas las esferas de la vida para derrotar la tiranía del régimen del Apartheid impulsada para aumentar el dominio del imperialismo sobre este pueblo.  Luchamos con el pueblo de Sudáfrica y hoy nos encontramos aquí para continuar nuestra lucha contra todas las injusticias y discriminaciones.


Nos reunimos en Sudáfrica en la víspera del Centenario del Movimiento de Liberación del Congreso Nacional Africano (ANC por sus siglas en ingles), a celebrarse en 2012.  Esto lo hacemos con la intención de realizar un balance con los compañeros para conocer cuánto han podido avanzar en la construcción de una sociedad no racial, no sexista, democrática y próspera, luchando con cada fibra de su ser para derrotar al imperialismo en todas sus formas.  Hemos venido a celebrar el festival en Sudáfrica, conscientes del magnífico papel desempeñado por su movimiento para llevar la democracia a este país, y conscientes de que la Liga Juvenil del ANC estuvo entre los miembros fundadores del movimiento de los Festivales y fue el primer presidente africano de la Federación Mundial de Juventudes Democráticas (FMJD por sus siglas en ingles). Nos encontramos aquí para rendir homenaje a la contribución de Andile Yawa y de todos los veteranos de los festivales anteriores por proporcionarnos las herramientas para desarrollar la solidaridad, la hermandad y el cambio mediante el movimiento de los festivales. Dedicamos este festival a la lucha y al legado de dos héroes que han hecho posible que podamos hablar de la Solidaridad y la Paz Mundial: el Comandante en Jefe Fidel Castro y Madiba Nelson Mandela. Les damos las gracias por su incansable espíritu.


Después de haber comenzado en Praga, hace 63 años, el movimiento de los Festivales, destacamos el importante papel desempeñado por el campo socialista en apoyo a este importante evento de la juventud antiimperialista. La propia ubicación del Festival es una declaración de solidaridad con la lucha de su pueblo. El Festival es una expresión de la lucha contra el imperialismo y la explotación del hombre por el hombre. Se debe resaltar la importancia de la contribución de Cuba socialista, no sólo porque ya ha sido sede en dos ocasiones del festival, sino también porque al realizarlo en 1997, ayudó al movimiento de los Festivales a retomar su cauce a pesar de las dificultades que existían en el decenio de 1990 en el movimiento de la clase trabajadora y el movimiento antiimperialista internacional. Felicitamos a la FMJD en su 65 aniversario por su contribución a la lucha por la paz, la justicia y el movimiento de los Festivales, en este año en que se celebra también los 65 años de la victoria de los pueblos sobre el Nazi fascismo.


A medida que el movimiento antiimperialista de la juventud y de los pueblos desarrollaba su lucha, el imperialismo también buscó la forma de consolidar sus fuerzas y fortalecer sus estructuras.  Hacen uso de todos los mecanismos a su alcance, como la OTAN, la UE, el AFRICOM, el FMI, el BM, la OMC y todas las formas de intervención posibles, tales como bloqueos, sanciones, embargos, conflictos, intervenciones militares, guerras y ocupaciones contra los estados soberanos y movimientos progresistas. El nuevo concepto estratégico "OTAN 2020", que fue decidido en Lisboa a comienzos del presente año, incorpora todos los cambios realizados en sus estructuras de años anteriores (12 nuevos estados miembros, uso del concepto de "Asociación para la Paz" en sus planes), cambia la posición de la OTAN en relación con fuerzas que antes estaban en confrontación con los imperialistas en el pasado como por ejemplo Rusia, con su firma de acuerdos con ellos; fortalecimiento de la cooperación con la Unión Europea, lo que demuestra que la UE es un organismo imperialista para la creación y entrenamiento de cuerpos militares, que actúan contra el "extremismo" dentro y fuera de las fronteras de los países miembros, dirigiéndose en primer lugar contra todos los que luchan a favor de los derechos de los pueblos y los jóvenes, contra el imperialismo. Bajo estas circunstancias, se intensifica el ataque contra las fuerzas antiimperialistas, teniendo su expresión máxima en las medidas anticomunistas.


La crisis del sistema capitalista es inherente al fortalecimiento de sus contradicciones internas, revelando su incapacidad histórica para lograr el progreso de la humanidad. Esta crisis ofrece nuevas bases para fuerzas imperialistas que están surgiendo, que en el pasado se han enfrentado o han sido aliadas de los EE.UU. y la Unión Europea, utilizando los diferentes momentos en las manifestaciones de la crisis para aumentar su influencia en la pirámide imperialista, y tratar de apropiarse de una mayor parte en la lucha capitalista por los mercados y la explotación. No es el resultado de los modelos de administración de la economía o de la corrupción del sistema; sino que se expresa ahora en todo el mundo capitalista, en los países con gobiernos neoliberales y socialdemócratas. Nos encontramos en una fase de profundización de la crisis, donde la recuperación en los próximos años será minúscula: todos los días los derechos de la juventud continuaran siendo atacados a los niveles social, económico y cultural. Esto demuestra los límites históricos y el fracaso del sistema capitalista para responder a las necesidades y aspiraciones de los pueblos, y destaca la necesidad de crear una sociedad y un modelo de desarrollo que se esfuerce por cumplir las necesidades y derechos de los jóvenes y pueblos en general.

Los derechos humanos y las libertades de las nuevas generaciones de jóvenes se violan categóricamente en cada rincón del planeta. La "globalización capitalista", el sistema de explotación y el control de las personas y los recursos, está empujando masas de jóvenes a los márgenes de la sociedad. Ellos son las primeras víctimas de desigualdades sociales a todos los niveles. Los 212 millones de desempleados, en un mundo donde una ocupación precaria y temporal es la regla, son pruebas de esto. Solo entre 2007 y 2009 aumentó en 34 millones. Debido a la crisis económica se perdieron más empleos, condenando a más personas a la miseria y la pobreza. Luchamos contra la eliminación de los derechos laborales de la mayoría, especialmente los derechos de los jóvenes trabajadores que sufren más los efectos del desempleo. Una generación de jóvenes se ve transformada en una generación sin derechos.


Destacamos el papel de las jóvenes mujeres en la lucha por su emancipación como parte de la lucha general contra el imperialismo. Las mujeres, que son atacadas con más fuerza por las políticas imperialistas, merecen nuestra agradecimiento y apoyo total para poner fin a todos los abusos y discriminaciones existentes en nuestro mundo como parte de nuestra lucha para derrotar al imperialismo.


Las "deudas externas y los déficits" que se han convertido en una realidad para muchos países son el resultado de las políticas seguidas por las fuerzas capitalistas en todos los países, independientemente de su posición en la correlación de fuerzas. Estos reflejan el desarrollo desigual y la división del trabajo en el sistema capitalista y son utilizados de tal forma que la clase dominante, tanto en los países prestamistas como en los prestatarios, se haga más fuerte mientras que el pueblo carga sobre sus espaldas el peso de la crisis. En el sistema imperialista internacional no hay lugar para las relaciones de igualdad y respeto mutuo entre los estados y pueblos. Esta es otra prueba de la necesidad de una transformación social y revolucionaria para este sistema que solo sostiene inequidad y miseria.


La explotación imperialista de los recursos naturales del planeta con fines de lucros y de forma desenfrenada sigue la lógica de la destrucción y es la principal amenaza al medio ambiente y al futuro del planeta. El tema ambiental está alcanzando una dimensión alarmante debido a la producción de organismos genéticamente modificados, que ponen en peligro el futuro de la humanidad. El agua del planeta está siendo cada vez más un objetivo de la naturaleza explotadora del capitalismo y se está usando como un arma política y estratégica del imperialismo. La estrategia imperialista es responsabilizar a las personas con los problemas del medio ambiente, individualizando las soluciones que se presentan con el objetivo de aumentar aun más las ganancias de las grandes compañías por medio de los llamados "productos verdes".


La política armamentista del imperialismo produce crisis tales como: refugiados, millones de personas que son obligadas a abandonar sus hogares, tierras, empleos y familias. Condenamos enérgicamente las políticas económicas, las intervenciones y las ocupaciones imperialistas que han causado millones de inmigrantes y apoyamos la lucha en defensa de los derechos laborales, educacionales y de servicios sociales de los inmigrantes. Ningún ser humano puede estar ilegal.


Las políticas imperialistas atentan contra el desarrollo pleno de la educación y de los jóvenes, privándolos del acceso a una educación gratuita y de calidad, es decir una escuela de libertad y compromiso con la paz. Defendemos y luchamos por la educación como un bien público y social, un derecho humano universal cuya gratuidad tiene que ser garantizada por el estado. Rechazamos los intentos de privatización a los que se han sometido muchas instituciones públicas de diferentes niveles. Exigimos la retirada de la educación de los acuerdos de la OMC - la educación no es mercancía!


El incremento del uso de las drogas en los jóvenes es un fenómeno peligroso que prueba la decadencia del sistema capitalista. Millones de jóvenes viven con SIDA, principalmente en África y Asia. Las grandes compañías farmacéuticas monopolizan la producción y distribución de los medicamentos necesarios y se benefician de las pandemias en lugar de proveer los medios para el tratamiento. Se cometen abusos con los niños y son obligados a participar en operaciones militares, a prostituirse y traficar drogas; el número de niños que viven en las calles está en aumento.


A pesar de este delito, las fuerzas progresistas y amantes de la paz han estado resistiendo, conquistando victorias importantes y cada vez más fuertes. La lucha por la paz ha sido muy importante a lo largo de los años y con estas acciones recientes, intentamos elevar la conciencia de las masas de jóvenes y hacer énfasis en la lucha contra el enemigo de la paz, el imperialismo. La lucha a nivel nacional juega un papel central en la lucha contra las medidas específicas que afectan a la juventud. Destacamos la importancia de las conquistas logradas por las luchas de los estudiantes, obreros, campesinos, indígenas y los movimientos de mujeres en tiempos como estos. Destacamos la importancia de varias victorias electorales y otros resultados positivos de los partidos y coaliciones progresistas.

África, muchos años después de haber alcanzado su independencia política, aún continua siendo un espacio de juegos de poder político y económico para los Estados Unidos y sus aliados. El VIH/SIDA sigue siendo un reto que amenaza la vida y que amenaza con acabar con la raza africana, así como la Malaria y otras enfermedades fabricadas por el imperialismo. Cada tres segundos muere un niño de SIDA y en extrema pobreza. Condenamos las injustas sanciones en contra de Eritrea y llamamos a la resolución bilateral del conflicto con Etiopia sin ninguna intervención externa. El incremento de la presencia de los Estados Unidos en África a través de AFRICOM, usada como su proyecto militar expansionista en África, ha permitido a los Estados Unidos someter a los países africanos a serias amenazas militares. Denunciamos el establecimiento de bases militares en nombre de AFRICOM y exigimos a Botswana que las retire inmediatamente ya que constituyen una amenaza a la seguridad de los países de la Comunidad para el Desarrollo de África Meridional (SADC por sus siglas en ingles), y apoyamos la lucha de este pueblo para conquistar la democracia. Condenamos la fundación deliberada de sociedades civiles y partidos de oposición en África por el Occidente que ocasiona cambios en el régimen bajo el disfraz de acciones de desarrollo. Condenamos además al Tribunal Penal Internacional (ICC por sus siglas en ingles) por el aparente ataque violento hacia líderes africanos, así como por todas las campañas mediáticas promovidas por el imperialismo para desestabilizar la región. Nos solidarizamos con la juventud y pueblo de Suazilandia y exigimos la liberación de todos los prisioneros políticos. Condenamos enérgicamente la continua ocupación militar del Sahara Occidental por el reino de Marruecos y exigimos el respeto al derecho del pueblo saharaui a la auto-determinación y a la independencia. El gobierno marroquí debe poner inmediatamente fin al bloqueo de los territorios ocupados del Sahara Occidental y permitir la entrada en el territorio a los observadores internacionales y medios de comunicación independientes. Denunciamos y condenamos todas las formas de violaciones de derechos humanos, incluidas las persecuciones, detenciones arbitrarias, desapariciones y juicios irregulares, etc., cometidos por las autoridades marroquíes contra los civiles saharauis; y exigimos la liberación de todos los presos políticos y que se destruya el muro que divide el territorio. Hacemos una llamada de atención para el levantamiento inmediato de las sanciones económicas en Zimbabwe que han continuado causando dolor y sufrimiento a este pueblo y que son además un catalizador del cambio de agenda del régimen en Zimbabwe. Nos solidarizamos con el enfoque revolucionario en África, e instamos a mantenernos firmes contra las tendencias imperialistas. Damos la bienvenida a la segunda fase de la lucha del pueblo africano, la lucha por la independencia económica a través de la indigenización, nacionalización o cualquier otra forma de empoderamiento de sus pueblos. Felicitamos al pueblo Angolano por el proceso de reconstrucción que se está implementando en el país. Nos solidarizamos con los países de África Occidental inmersos en crisis, golpes de estado e inestabilidad política causados por la infiltración imperialista, y hacemos un llamado a una solución urgente y al mantenimiento de la estabilidad política. Llamamos a que se detengan las violaciones de los derechos humanos en Sudan, particularmente en Darfur, y hacemos un llamado a la paz en ese país, y a favor de la libertad de las organizaciones de trabajadores. A pesar de eso, condenamos cualquier tipo de intervención imperialista en contra de Sudan. La crisis en Costa de Marfil, Níger y Guinea, como los problemas en Nigeria son instructivos en la evaluación del panorama político actual en África Occidental. Condenamos además la participación de los aliados imperialistas en los asesinatos de jefes de Estado de Burkina Faso, entre otros. Además, las presiones de Europa y los EE.UU. han obligado a la firma de contratos que saquean los recursos minerales (como pasa también en el Sahara Occidental por la UE), lo que ha arruinado y empobrecido a la mayoría de los países. De esta manera se le ha negado a estas naciones la capacidad de inversión local y ha provocado una juventud fugitiva en busca de mejores condiciones de vida, que ha resultado en la pérdida masiva de vidas humanas debido a la emigración.


La región de Asia-Pacífico se ha mantenido como una de las áreas más explosivas en el mundo, un trampolín de provocación militar y conflictos armados, así como de acumulación de armas e interferencia que tienen seriamente amenazada la paz y la seguridad en Asia y en el mundo en general. El presente desarrollo en esta región ha demostrado que los EE.UU. y la OTAN tienen más estrategias imperialistas para la región Asia-Pacífico. Esto tiene como objetivo establecer nuevos grupos políticos militares con miras a extender las esferas de las actividades militares que cubran toda el área de Asia y el Pacífico. La creciente presencia militar de los EE.UU. en el Océano Índico y el Pacífico, la alianza estratégica de Estados Unidos e Israel, y la creciente cooperación militar con regímenes reaccionarios en el Golfo representan una seria amenaza para la paz, la estabilidad y la seguridad en la región. En el sur de Asia, la intervención imperialista se ha profundizado, en particular debido a la intervención de los EE.UU. en Afganistán y Paquistán. La estrategia de los llamados Af-Pak de los EE.UU. para defender sus intereses totalmente egoístas sólo ha dado lugar a graves situaciones de inestabilidad política en la región, por no mencionar los brutales asesinatos y la pérdida de vidas y bienes a los que se enfrentan los pueblos del sur de Asia debido a la flagrante agresión del imperialismo estadounidense. Expresamos nuestro apoyo al pueblo y juventud de Irán en su lucha contra el régimen represivo, anticomunista y no democrático, que debe ser resuelto por su pueblo sin ninguna intervención imperialista, algo que para nosotros es inaceptable. Denunciamos la enorme presencia militar de los EE.UU. en la península de Corea y exigimos que el Acuerdo de Armisticio de 1953 sea sustituido por un acuerdo de paz global. Hacemos un llamamiento a los jóvenes del mundo a unirse a la campaña de solidaridad internacional en apoyo a los jóvenes coreanos en su justa causa por la reunificación nacional bajo la bandera de la Declaración Conjunta Norte-Sur de 15 de junio, y para la construcción de un próspero y poderoso país socialista. Condenamos el despliegue de tropas estadounidenses en las Filipinas y su papel en el combate contra las fuerzas revolucionarias nacionales. Mantenemos nuestra solidaridad con la lucha de los jóvenes de Bangladesh. Expresamos nuestra solidaridad con el pueblo y los jóvenes de Nepal en su lucha por una nueva republica democrática federal. Exigimos el regreso, con respeto y dignidad, de todos los refugiados de Bután a su país. Apoyamos la lucha del pueblo birmano para la restauración de la democracia y la liberación de todos los presos políticos y acogemos con beneplácito la liberación de Aung San Suu Kyi. Expresamos nuestro apoyo a la lucha de los movimientos progresistas de Sri Lanka por la unidad nacional. Saludamos al pueblo y juventud vietnamitas en su lucha por la independencia nacional y el socialismo y por la celebración del 65º aniversario del nacimiento de la República Democrática de Vietnam (ahora Republica Socialista de Vietnam), además expresamos nuestra solidaridad con las víctimas vietnamitas, en su lucha por la justicia, por el uso por EE.UU. del Agente Naranja y la Dioxina.


En América Latina y el Caribe las fuerzas progresistas han dado importantes pasos en la lucha contra los intereses del imperialismo y sus políticas de libre comercio. Estos avances se expresan en los mecanismos de integración en la región, como el ALBA-TCP, UNASUR y MERCOSUR y la futura creación de la Comunidad de los Estados de América Latina y el Caribe. Nuestro objetivo es una distribución igualitaria de los recursos del continente con medidas fiscales sobre los grandes monopolios que nos permitan recuperarnos de más de 500 años de explotación y subdesarrollo. Denunciamos las políticas intervencionistas del imperialismo estadounidense, en especial la instalación de bases y misiones militares en la región, como ocurre en Panamá, Colombia y Haití y la reactivación de la cuarta flota, cuyo objetivo es reforzar la ofensiva contra la Revolución Ciudadana de Ecuador, la Revolución Plurinacional de Bolivia, la Revolución Sandinista de Nicaragua y, en particular, la Revolución Bolivariana en Venezuela, ya que estos representan una alternativa histórica y revolucionaria para el sistema capitalista. Denunciamos además otros mecanismos de injerencia como el terrorismo y el tráfico de drogas ya que tienen un impacto directo en pueblos como el de México. Expresamos nuestra solidaridad con el pueblo colombiano que está siendo víctima constante de asesinatos políticos impuestos por el imperialismo, expresamos además nuestro rechazo al uso del canal de Panamá para el intervencionismo geoestratégico, con el tránsito de armamento bélico y nuclear. Apoyamos al pueblo de Puerto Rico en su lucha por la plena auto-determinación y expresamos nuestra solidaridad con la precaria situación de Haití, víctima del colonialismo. Condenamos enérgicamente los golpes de estado ocurridos en Honduras y Ecuador, dirigidos a desestabilizar los procesos progresistas de la región y reconocemos el papel desempeñado por lo miembros de la WFDY en ambos países resistiendo y luchando. Exigimos justicia por el asesinato del compañero Edwin Pérez, Secretario General de la Juventud Comunista de Ecuador, y condenamos la injusta persecución a la que ha estado sometido el pueblo Mapuche en Chile. Expresamos nuestra solidaridad con la lucha de los jóvenes del Caribe. Expresamos nuestra solidaridad con la lucha de los pueblos indígenas por su plena autodeterminación. Conocemos que los jóvenes de Canadá y los Estados Unidos mantienen amistad con los pueblos del mundo, no apoyan la guerra y al imperialismo que sus gobiernos promueven. Condenamos el injusto bloqueo económico, financiero y comercial impuesto contra el pueblo cubano por más de 50 años en clara violación del derecho internacional. Asimismo, exigimos la liberación inmediata de los 5 Cubanos presos injustamente en cárceles estadounidenses por más de doce años.


Los últimos años han ratificado a la Unión Europea como una herramienta imperialista que apoya y promueve medidas para la explotación de los pueblos y la juventud, interviniendo dentro y fuera de los estados miembros, muchas veces bajo la supuesta defensa de los "derechos humanos" que ellos mismo no respetan. Las recientes "medidas de austeridad" que los gobiernos nacionales han acordado implementar, de acuerdo con la UE, bajo el pretexto de la crisis capitalista, demandan sacrificios por parte de los trabajadores, mientras los monopolios (bancos y grandes corporaciones) están recibiendo miles de millones para asegurar sus ganancias, así como las medidas impuestas por los gobiernos son pruebas de nuestro análisis. No obstante, la resistencia de los pueblos ha tenido importantes expresiones en Gran Bretaña, Francia, Alemania, Grecia, Irlanda, Portugal y España, donde los jóvenes trabajadores han desempeñado un importante papel. En la educación, ha habido una tendencia general de imponer barreras de clase y privatizaciones por toda Europa, cuya expresión más notoria ha sido el llamado "Proceso de Bolonia" y su implementación en cada país. También han tenido lugar importantes luchas en la educación superior y secundaria en la mayoría de países, para resistir la ofensiva general contra el derecho a la educación. Junto con el ataque a nivel social, el ataque contra los derechos democráticos en general, y el anticomunismo en particular, han aumentando rápidamente con una persecución cada vez mayor de los partidos comunistas y las organizaciones juveniles en muchos países europeos, con particular expresión en Europa del este con casos como los ocurridos en la Republica Checa, Hungría, Polonia, Latvia, Lituania y Estonia, donde los partidos comunistas han sido prohibidos (o han intentado prohibirlos) debido al incremento y promoción de la influencia de fuerzas neo-fascistas. Como antecedente a la crisis, las medidas xenófobas guiadas bajo la doctrina de la "fortaleza europea", de la UE han promovido la persecución de inmigrantes como justificación a los problemas sociales que surgen de las políticas de los gobiernos nacionales orientadas únicamente a la obtención de ganancias, en un proceso con grandes implicaciones en países como Francia, Alemania e Italia. Estamos en contra del cambio de fronteras en los Balcanes, con la llamada "independencia" de Kosovo, que se convirtió en una gran base militar de la OTAN y los EEUU. Expresamos también nuestra solidaridad con el pueblo y la juventud de Chipre, y la greco y turco-chipriota contra la ocupación turca. Destacamos los grandes esfuerzos realizados desde la elección de Dimitris Christophias como presidente de la Republica, y nuestro compromiso con una federación bicomunal, bizonal, con una sola ciudadanía, una sola identidad internacional y una sola soberanía como solución justa para terminar la ocupación.


Expresamos nuestra solidaridad con los estudiantes y jóvenes de Palestina, Iraq y los países Árabes y apoyamos la persistencia de Palestina en la resistencia contra la opresión y bloqueo. Denunciamos las prácticas racistas e inhumanas del Israel sionista, con sus políticas de asesinato, expulsión y asentamientos en Palestina, particularmente en Jerusalén, y en otros territorios árabes ocupados. Exigimos además el fin de la ocupación israelí, la eliminación de los asentamientos y el muro del apartheid y apoyamos el establecimiento de un estado palestino independiente con Jerusalén Oriental como su capital de conformidad con las resoluciones de la ONU, solicitando a las Naciones Unidas y a las naciones del mundo que reconozcan inmediatamente el estado palestino. Denunciamos la guerra y bloqueo contra Gaza, y exigimos su levantamiento y así como que los criminales de guerra sionistas sean perseguidos. Solicitamos además que se ponga nuevamente en vigor la resolución de las Naciones Unidas que iguala el sionismo con el racismo. Hacemos un llamado por la liberación inmediata de todos los prisioneros palestinos y árabes detenidos en cárceles israelíes y estadounidense. Denunciamos la ocupación de Iraq y apoyamos el derecho del pueblo iraquí a la resistencia y exigimos la inmediata retirada de todas las fuerzas de ocupación. Apoyamos la soberanía, seguridad, estabilidad y unidad de Iraq. Denunciamos el terrorismo en todas sus formas, así como las operaciones militares secretas de los EE.UU. en la región. Expresamos nuestra solidaridad con Siria en contra de la ocupación de las alturas sirias y denunciamos la "Ley de Responsabilidad de Siria" aprobada por el Congreso de los Estados Unidos. Apoyamos las luchas de la juventud libanesa por completar la liberación de Sheba y Kfarshoba de la ocupación israelí y denunciamos la guerra israelí de 2006 que ocasiono 1300 víctimas. Denunciamos las injerencias extranjeras en los asuntos internos del Líbano. Apoyamos el dialogo nacional en Yemen y destacamos la seguridad y unidad de Yemen. Exigimos la retirada de España de Cebta y Mellilla. Apoyamos la juventud de Egipto y de los estados del Golfo en su lucha por poner en práctica los derechos democráticos, los principios de justicia e igualdad y expresamos nuestra solidaridad en contra de las leyes represivas y a favor de los derechos laborales. Solicitamos que se resuelvan las causas de inmigración desde África hacia Europa a través de los países del norte de África. Apoyamos las luchas de la juventud Árabe por la integración económica y exigimos que se destruya todo el arsenal nuclear israelí.

El XVII Festival Mundial de la Juventud y los Estudiantes se celebra durante el Año Internacional de la Juventud de las Naciones Unidas. Como ocurrió en 1985, una vez más el FMJE es, hasta el momento, el mayor evento juvenil de este ano. Y más importante aun, el FMJE es la actividad más importante, porque aborda con más claridad los problemas reales de la juventud. A diferencia de muchas otras actividades y el marco actual del Año de la Juventud de las Naciones Unidas, en este Festival, la juventud del mundo encuentra el mayor escenario para denunciar los problemas y las ofensas que sufren a causa del imperialismo y sus agentes.


Nosotros, la juventud y los estudiantes del mundo, nos reunimos en este Festival histórico, alzamos nuestras voces contra todos los males generados por el imperialismo que atraviesa su mayor crisis global. El orden mundial imperialista está llevando a la humanidad al borde de una confrontación mundial, con el siempre presente peligro de una guerra nuclear, mediante su política hegemónica que determinará el presente y el futuro de la humanidad.


Es momento de continuar la lucha por el desarrollo juvenil y por nuestros valores económicos, sociales y culturales, y no aquellos de un sistema decadente que tratan de imponernos. Construiremos un futuro de justicia, igualdad, paz, esperanza y alegría para la humanidad. El futuro de una nueva etapa de la historia está en nuestras manos y depende de los pueblos, las masas trabajadoras, la juventud mundial y su poder de transformación para construir un mundo de paz y solidaridad, donde el poder y la riqueza producida sea propiedad de los pueblos y de la juventud del mundo.


Agradecemos al pueblo de Sudáfrica por recibirnos en su país y compartir con nosotros la oportunidad de ver una Sudáfrica que cambia. Nosotros, la juventud del mundo, nos comprometemos a nunca bajar la guardia en la búsqueda de un mundo libre del imperialismo. Comencemos a prepararnos para la XVIII Edición del Festival Mundial de la Juventud y los Estudiantes.

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FINAL DECLARATION OF 17TH WFYS


We the delegates to the 17th Festival of Student and Youth, gathered from 126 countries, more than 15000 in numbers, have met under the theme "Let's Defeat Imperialism for a World of Peace, Solidarity and Social Transformation" on the shore of the majestic, dynamic and vibrant South Africa. Here we have fought for decades, side by side, from all walks of life to bring down the tyranny of the Apartheid system, fostered to increase the hold of Imperialism on our people. We fought with the people of South Africa and today we meet here to further our struggle against all injustices and discriminations.


We meet in South Africa on the eve of the Centenary of the Liberation movement the ANC, in 2012. We do this to take stock with our comrades on how far they have come in building a non -racial, non -sexist, democratic and prosperous Society, fighting with every fiber in their beings to defeat imperialism in all its forms. We have come to celebrate the hosting of the festival in South Africa, aware of the magnificent role played by its movement to bring about democracy to South Africa, aware that the ANC YL was amongst the founding members of the Festival movement and the 1st African President of WFDY. We have come here to pay tribute to the contribution of Andile Yawa and all the festival veterans for giving to us a tool for Solidarity, brotherhood and an agent for change through the festival movement. We have dedicated this festival to the struggle and legacy of 2 heroes, who have made it possible for us to speak about Solidarity and World Peace: Commander Fidel Castro and Madiba Nelson Mandela. We thank them for their tireless spirits.


63 years after the beginning of the WFYS' Movement was initiated in Prague, we highlight the important role that the Socialist camp has played in the support of this top event of the anti-imperialist youth. The location of the WFYS itself is a statement of solidarity with the struggle of its people. The WFYS is an expression of the struggle against imperialism and the struggle against the exploitation of man by man. Of particular importance is the contribution of Socialist Cuba, not only because it has hosted the festival twice, but also because by doing so in 1997 it helped the Festival movement to be re-launched despite the difficulties of the international anti-imperialist and working class' movements in the 1990's. We congratulate WFDY on its 65th anniversary for its contribution to the struggle for peace, justice and the Festival movement, in this year that we celebrate also the 65 years of the peoples' victory against Nazi Fascism.


As the anti-imperialist movement of the youth and of the people developed its struggle, the imperialists also seek to consolidate their forces and to fortify their structures. They use all mechanisms in their hands such as NATO, AFRICOM, EU, IMF, WB, WTO and all ways of intervention such as blockades, sanctions, embargos, conflicts, military intervention, wars and occupations against sovereign states and progressive movements. The new strategic concept "NATO 2020", decided in Lisbon earlier this year incorporates all the changes made in its structure of the previous years (12 new member-states, utilization of the "Partnership for Peace" in its plans), changes its position towards contesting imperialist forces like Russia, signing agreements with them; it reinforces the cooperation with EU, proving it as an imperialist organism for the creation and education of military corps, acting against "extremism" inside and outside of the member's borders, targeting firstly all those struggling to defend the rights of the peoples and the youth against imperialism. Under these circumstances, the attack against anti-imperialist forces is intensified, with particular expression in anti-communist measures.


The crisis of the capitalist system is inherent to the deepening of its inner contradictions, unveiling its historical incapacity to achieve progress for mankind. This crisis provides the ground for emerging imperialist forces that in the past have either clashed with the USA or EU, or have been their allies, to use the different timing in the manifestation of the crisis to increase their influence in the imperialist pyramid, to hold a bigger piece in the capitalist struggle for markets and exploitation. It is not a result of the administration models of the economy or the corruption of the system; it is now expressed all around the capitalist world in both neoliberal and social-democrat led countries. We are in a phase of deepening of the crisis; the recuperation in the following years will be minuscule: the rights of the youth will continue to be attacked at social, economical and cultural level every day. It demonstrates the historical limits and the failure of the capitalist system to answer to the peoples' needs and aspirations; it highlights the need for the creation of a society and a mode of development that will strive to fulfill the youth's and the peoples' needs and rights.


The youth generations' human rights and liberties are violated categorically in every corner of the planet. The "capitalist globalization", the system of exploitation and control of the people and resources is pushing masses of young people into the margins of society. They are the first victims of the social inequalities at all levels. The 212 million of people unemployed, in a world that precarious, temporary occupation is the rule, are a proof of this. Only between 2007 and 2009 increased 34 million. Due to the economic crisis, even more jobs were lost, condemning more people to misery and poverty. We struggle against the elimination of the majority of labor rights, especially those of young workers who suffer more the effects of unemployment. An entire generation of young people is being transformed in a generation without rights.


We highlight the role of young women in the struggle for their emancipation as part of the general struggle against imperialism. Women, who are even more strongly attacked by the imperialist policies, deserve our appreciation and full support to end all abuses and discriminations existing in our world as part of our combat to defeat imperialism.


The "external debts and deficits" that have become a reality for many countries are results of the policies followed by the capitalist forces in all countries independently of their position in the correlation of forces. They reflect the unequal development and the division of work in the capitalist system. They are utilized so that the dominant class in both loaner and loaning countries becomes more potent while the people suffer from the load of the crisis on their backs. In the international imperialist system there is no place for equal and respectful relationships between the states and the peoples, it is another proof of the need for revolutionary social transformation of the system that bears inequality and misery.


The imperialist profit drive and unbridled exploitation of the planet's natural resources follows the logic of destruction and is the main threat to the environment and to the future of the planet. The environmental issue is taking on an alarming dimension due to the production of Genetically Modified (GM) organisms, which are jeopardizing humankind's future. Water all around the globe is being more and more a target to the exploitative nature of capitalism and is being used as a strategic and political weapon by imperialism. Imperialism's strategy is to pass the responsibilities for the environmental problems onto the people, individualizing what are presented as solutions in order to increase even further the big companies' profits through the so called "green" products.


Imperialist warmongering policies produce such crises as refugees, millions of people who are compelled to leave their homes, lands, jobs and families. We strongly condemn the imperialist economic policies, interventions and occupations that have produced millions of immigrants, we uptake the struggle in the defense of the rights of the immigrants in work, education, social services. No human being can be illegal.


Imperialist policies attack the full development of education and of the young people, preventing them from accessing a free and quality education that is a school of freedom and commitment with peace. We defend and struggle for education as a public and social good, a universal human right, which gratuity must be ensured by the state. We reject the intentions of privatization that several public institutions of different levels are being victims of. We demand the withdrawal of education from the agreements of the WTO - education is not commodity!


The increase in use of drugs in young people is a dangerous phenomenon that proves the decay of the capitalist system. Millions of young people live with AIDS, mostly in Africa and Asia. The big pharmaceutical trusts monopolize the production and distribution of needed medicine are profiting from pandemics instead of providing the means of treatment. Children are being abused and forced into military operations, prostitution, and drug trafficking; the number of street children is increasing.


Despite this offense the progressive and peace loving forces have been resisting, conquering important victories and growing stronger. The struggle for peace has been very important along the years and with these recent actions we try to raise the consciousness of the youth masses and focus the struggle against the enemy of peace, imperialism. The fight at national level plays a central role in the fight against the specific measures affecting the youth. We highlight the importance of the victories achieved by the struggles of the students, workers, peasants, indigenous and women's movements in times as these. We underline the importance of several electoral victories and other positive results of progressive parties and coalitions


Africa, many years after the attainment of political independence still remains a political and economic playground for America and its allies. HIV/AIDS still remains a life threatening challenge promising to wipe out the entire African race, alongside Malaria and other imperialist manufactured diseases. A child dies every three seconds from AIDS and extreme poverty. We condemn the unjust sanctions against Eritrea and call for the bilateral solving of the conflict with Ethiopia without any external intervention. The growing US presence in Africa through AFRICOM, used as its military expansionist project in Africa, has allowed the Americans to pose serious military threats to African countries. We denounce the setting up of military bases in the name of AFRICOM and demand Botswana to immediately remove them as they pose a perpetual security threat to SADC countries and we support that people's struggle to achieve democracy. We condemn the deliberate funding of civil society and opposition parties in Africa by the West to bring about regime change agenda's guised in the name of ‘development". We further condemn the ICC for its apparent onslaught of African leaders as well as all the media campaigns promoted by imperialism to destabilize the region. We stand in solidarity with the people and youth of Swaziland and demand the release of all political prisoners. We strongly condemn the continued military occupation of Western Sahara by the Kingdom of Morocco and request the respect of the Saharawi people right to self-determination and independence. The Moroccan government should immediately put an end to the blockade of the occupied territories of Western Sahara and allow entry into the territory to international observers and independent media. We denounce and condemn all forms of human rights violations including persecutions, arbitrary detentions, disappearances and irregular trials etc.., committed by the Moroccan authorities against the Saharawi civilians and demand the release of all political detainees and the disband of the wall dividing the territory. We further make a clarion call for the immediate lifting of economic sanctions on Zimbabwe that have continued to cause untold pain and suffering on their people which are also a catalyst for their regime change agenda in Zimbabwe. We are in solidarity with the revolutionaries in Africa, and urge them be steadfast against imperial tendencies. We welcome the second phase of the African people's struggle, the struggle for economic independence through indigenization, nationalization or any other form of empowerment to its people. We congratulate the people of Angola for the reconstruction process that is being implemented in the country. We empathize with West African countries in crises, coups and political instability, caused by imperial infiltration, and call for an urgent resolution and retention of political stability. We call for the stop of the violations of human rights in Sudan, especially in Darfur and we call for peace in the country, as well as freedom for labor organizations. Despite that, we condemn any sort of imperialist intervention against Sudan. The crisis in Cote d'Ivoire, Niger and Guinea, and the problems in Nigeria are instructive in the assessment of the current political landscape in West Africa. We also condemn the involvement of imperialist allies in the assassinations of heads of state in Burkina Faso, among others. Also, pressures from Europe and the US has forced the signing of exploitive contracts on mineral resources (as also happens in Western Sahara by the EU), as this has ruined and impoverished most countries, denying them the ability of local investment and causing a runaway youth, in search of better living conditions resulting in massive loss of life during the emigration.


The Asia-Pacific region has remained one of the explosive areas in the world, a springboard of military provocation and armed conflicts as well as of arms build-up and interference that have seriously threatened peace and security in Asia and the world. The present developments in this region have proved that the US and the NATO having more common imperialist strategies for Asia-Pacific Region. They are pursuing to establish new political-military groupings in order to extend the sphere of military activities covering the whole area of Asia and the Pacific. The growing US military presence in the Indian Ocean and the Pacific, the US-Israeli strategic alliance, and the growing military cooperation with reactionary regimes in the Gulf poses a serious threat to peace, stability and security in the region. In South Asia, imperialist intervention has deepened, particularly due to US intervention in Afghanistan and Pakistan. The so called Af-Pak strategy of the US to pursue its utterly selfish interests has only resulted in serious political instabilities in the region, not to mention the brutal killings and loss of lives and property faced by the common people of people of South Asia due to the blatant aggression of US imperialism. We express our support for the people and youth of Iran in their struggle against the repressive, anti-communist and undemocratic regime, which should be overcome by the people without any sort of imperialist intervention, which is for us unacceptable. We denounce the huge US military presence in the Korean Peninsula and demand that the Armistice Agreement of 1953 should be replaced with a comprehensive peace agreement. We call upon the young people of the world to join the international solidarity campaign in support with Korean people and youth in their just cause for the national reunification under the banner of the June 15 North-South Joint Declaration, and for building a prosperous, powerful and socialist country. We condemn the deployment of US troops in Philippines and its role fighting the national revolutionary forces. We stand in solidarity with the struggles of the young people of Bangladesh. We express our solidarity towards the people and youth of Nepal in their struggle for a new federal democratic republic. We demand the return of all Bhutanese refuges to their country with respect and dignity. We support the struggle of the Burmese people for the restoration of democracy and for the release of all political prisoners as we welcome the release of Aung San Suu Kyi. We express support for Sri Lanka's progressive movement's struggle for national unity. We salute the Vietnamese youth and people in their struggle for national independence and socialism, at a time when the 65th anniversary of the birth of the Democratic Republic of Vietnam (now Socialist Republic of Vietnam) is celebrated, and we express our solidarity towards the Vietnamese victims of the US' Agent Orange / Dioxin in their struggle for justice.


In Latin America and the Caribbean the progressive forces have given important steps in the struggle against the interests of imperialism and its free trade policies. These steps are expressed in the integration mechanisms in the region as the ALBA-TCP, UNASUR, MERCOSUR and the future creation of the Community of Latin American and Caribbean States; it is our goal an equitative distribution of the resources of the continent with fiscal measures over the big monopolies, which allow us to recover from more than 500 years of exploitation and underdevelopment. We denounce the imperialist policies of interventions of USA through the deployment of military bases and missions in the region, as happens in Panama, Colombia and Haiti and the reactivation of the 4ht Fleet, which goal is to reinforce the attack against the Citizen Revolution in Ecuador, the Plurinational Revolution in Bolivia, the Sandinista Revolution in Nicaragua and particularly the Bolivarian Revolution in Venezuela, since they represent a historical and revolutionary alternative to the capitalist system. We further denounce other mecanisms of interference as terrorism and drug dealing because they have a direct impact on peoples like the Mexican. We stand in solidarity with the Colombian people, victim of constant political murderers imposed by imperialists, as we also express our rejection of the usage of the canal of Panama for interventional geoestrategic, with the transit of war and nuclear armament. We support the struggle of the people of Puerto Rico for its full self determination and we are in solidarity with the harsh situation of Haiti, victim of colonialism. We strongly condemn the coup d'etats that took place in Honduras and Ecuador, aiming at the desestabilization of the progressive processes in the region and we recognize the role played by the members of WFDY in both countries resisting and struggling. We demand justice for the assassination of comrade Edwin Perez, Secretary General of the Communist Youth of Ecuador, and we condemn the unfair persecution that has been targetting the people of Mapuchi in Chile. We express our solidarity towards the struggles of the young people of the Caribbean. We express our solidarity with the struggles of the aboriginal and first people's for full self determination. We know the youth of Canada and USA stand in friendship with the peoples of the world, not war and imperialism that their Governments promote. We condemn the unfair economical, financial and commercial blockade imposed against the Cuban people for more than 50 years in what is a clear violation of the International Law as well as we demand from the USA government the immediate release of the five Cuban unjustly imprisoned in their jails for more than 12 years.


The last years have confirmed the European Union as an imperialist tool that supports and promotes measures of exploitation of the peoples and youth, intervening both outside and in its member states, many times under the alleged defense of the "human rights" that itself fails to respect. The recent "austerity measures" that the National Governments have agreed upon with the EU to be implemented, with the pretext of the capitalist crisis, demanding sacrifices by the workers while the monopolies (banks and big corporations) are receiving billions to ensure their profits, as well as the measures imposed by the governments to the peoples are proof of our analysis. However the peoples' resistance has had big expression in Britain, France, Germany, Greece, Ireland, Portugal and Spain, with young workers playing an important role. In Education, there's been a general trend of imposing class barriers and privatizing throughout all Europe, with particularly strong expression in the "Bologna Process" and its implementation in each country. Important struggles at Higher and Secondary Education level have been taking place in most of the countries to resist the general offense against the right to education. Side by side with the attack at social level, the attacks against the democratic rights, in general, and anti-communism, in particular, have been increasing rapidly, with a growing persecution of communist parties and youth organizations in many European countries, with particular expression in Eastern Europe with cases as the ones happened in Czech Republic, Hungary, Poland, Latvia, Lithuania and Estonia with the ban (or attempt) of communist organizations and the rise and promotion of neo fascist forces. As background to the crisis, the xenophobic measures guided by the "European fortress" doctrine of the EU have been promoting the persecution of immigrants as justification to the social problems that arise from the profit-only orientated policies of the national governments, in a process with big implications in countries as France, Germany and Italy. We stand against the change of borders continuing in the Balkans with the so called "independence" of Kosovo, which became a huge military base for NATO and USA. We further express our solidarity with the people and youth of Cyprus, Greek and Turkish Cypriot, against the Turkish occupation, highlighting the big efforts made since the election of Dimitris Christophias as President of the Republic and our commitment to the bicommunal bizonal federation with one citizenship, one international identity and one sovereignty as the fair solution for the end of the occupation.


We express our solidarity with the students and youth of Palestine, Iraq and Arab countries' resistance and support the persistence of Palestine in the resistance against the blockade and oppression. We denounce the racist inhumane practices of the Zionist Israel, with the policies of killing, expelling and settlements in Palestine, especially in Jerusalem, and in various occupied Arab Lands. We also demand an end to the Israeli occupation, removal of settlements and the wall of apartheid and we support the establishment of an independent Palestinian state with East Jerusalem as its capital, according to UN resolutions, requesting the UN and the countries of the world to recognize the Palestinian state immediately. We denounce the war and blockade against Gaza and demand its breakdown and that the Zionist war criminals are persecuted; we also request to re-instate the UN resolution that equalizes Zionism with racism. We call for the immediate release of all Palestinian and Arab prisoners detained in Israeli and US prisons. We denounce the occupation of Iraq and support the right of the Iraqi people for resistance and demand the immediate withdrawal of the occupation forces out of it. We support the sovereignty, security, stability and unity of Iraq. We denounce the terrorism in all of its forms as well as the US secret military operations in the region. We express our solidarity towards Syria against the Israeli occupation of the Syrian Golan and denounce the "Syria Accountability Law" approved by the USA Congress. We also support the struggles of the Lebanese youth to complete the liberation of Sheba and Kfarshoba from the Israeli occupation and denounce the Israeli war of 2006 that lead to 1300 Lebanese victims. We denounce external interferences in the internal issues of Lebanon. We support the national dialogue of Yemen and emphasize the security and unity of Yemen. We demand the withdrawal of Spain from Cebta and Mellilla. We support the Egyptian youth and the youth of the Gulf States in their struggle to implement democratic rights, principles of justice and equality and we express solidarity with them against repressive laws and for labor rights. We also ask to treat the causes of immigration from Africa to Europe through Northern African countries. We support the struggles of the Arab youth for economic integration and demand the immediate dismantle of the Israeli nuclear arsenal.


The 17th WFYS is held during the UN International Year on Youth. As happened in 1985, once again the WFYS is, so far, the biggest youth event of this year. More importantly, the WFYS is the most relevant activity, because it most clearly raises the real problems of the youth. Unlike many other activities and the actual framework of UN Year on Youth, in this Festival the youth of the world finds the biggest stage for denouncing the problems and offenses that they suffer from imperialism and its agents.


We, the youth and students of the world gathered in this historical festival, raised our voices against all the illnesses) generated by imperialism, which is undergoing its greatest global crisis. The imperialist world order is driving humanity to the verge of a global confrontation, with the ever-present danger of a nuclear war, through its hegemonic policy that will determine the present and the future of mankind.


It is time to continue the struggle for youth development and our economic, social and cultural values and not those of a decadent system they are trying to impose on us. We shall build a future of justice, equality, peace, hope and joy for humanity. The future of a new stage of history is in our hands and it depends on the peoples, working masses and world youth and their power of transformation, to build a world of peace and solidarity, where the power and the produced wealth will belong to the peoples and the youth of the world.


We thank the people of South Africa for welcoming us to their country and celebrating with us the opportunity to see South Africa change. We commit to you that we the youth of the world will never let our guard down in pursuance of a world free of imperialism. Let us start getting ready for the 18th World Festival of Youth and Students!

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