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Sessão sobre o 25 de Abril na Escola do Ensino Básico do 1.º Ciclo n.º 1 da Venteira,
Amadora
A URAP esteve presente numa sessão sobre a Revolução de 25 de Abril de 1974, ocorrida a 23 de Abril de 2009 pelas 13.30 horas na Escola do Ensino Básico do 1.º Ciclo n.º 1 da Venteira, Amadora. O Núcleo da URAP do concelho da Amadora convidou David Pereira, membro do Conselho Directivo da URAP, a estar presente numa sessão com os alunos dos 3.º e 4.º anos do 1.º ciclo da Escola, em colaboração com a professora Ágata Pereira.
Na sua exposição, David Pereira procurou abordar a forma como o fascismo se havia implantado em Portugal após o golpe de 28 de Maio de 1926, tal como a sua consolidação e a luta incessante que contra essa realidade foi desenvolvida por muitos antifascistas. Foram recordados momentos em que essa luta foi organizada nas revoltas de 1926 e 1931, na greve geral revolucionária de 18 de Janeiro de 1934, na revolta dos marinheiros de 8 de Setembro de 1936, nas grandes greves de 1943 e de 8 e 9 de Maio de 1944, nas campanhas para as eleições presidenciais de 1949 (Norton de Matos) e 1958 (Humberto Delgado e Arlindo Vicente), nas lutas académicas de 1962 e 1969 e na luta contra a Guerra Colonial (1961-1974) e pela libertação e amnistia dos presos políticos. Foi abordada a questão da natureza do fascismo português, ditadura terrorista dos monopólios e dos latifúndios associados ao imperialismo, como regime que só pela força podia impor as políticas ao serviço desses grupos beneficiários dessa situação e da forma como muitas gerações lutaram pela libertação de Portugal desse jugo.
Também foi reflectida a profunda diferença da situação económica e social dos portugueses sob o regime fascista e após a Revolução de Abril, com especial destaque para as crianças e jovens submetidas à exploração laboral precoce e a uma escola que servia os propósitos obscurantistas do fascismo português, onde os sexos eram separados fisicamente, a escolaridade obrigatória reduzida a três anos e as opções profissionais condicionadas em função da origem geográfica, social e de classe dos progenitores.
Após essa abordagem foi dada a palavra às crianças presentes na sala, que colocaram questões diversas sobre diferentes aspectos relativos ao domínio do regime fascista em Portugal, mas também à Revolução de Abril e ao processo de construção do regime democrático no País. Após esse período foi de novo enaltecido pelos presentes a celebração de Abril e das suas conquistas, onde as crianças revelaram particular entusiasmo.


Chegaram hoje de madrugada, a Cabo Verde, cerca de 40 membros da URAP que se deslocaram em romagem ao cemitério do Tarrafal, no âmbito de um Simpósio Internacional sobre o campo de concentração desta ilha, para aí prestarem homenagem às vítimas que ali sofreram as mais brutais consequências do fascismo.No cemitério da ilha pôde hoje ouvir-se a palavra de ordem "25 de Abril sempre! Fascismo nunca mais!". Os membros da URAP colocaram uma coroa de flores junto às campas simbólicas dos 32 antifascistas que, entre 1936 e 1954, morreram no campo de concentração do Tarrafal.
Dezenas de jovens membros da URAP juntaram-se no passado sábado, 18 de Abril, para discutir o património da luta antifascista em Portugal e a participação da juventude nesse combate. No encontro, realizado no Clube Estefânia, participou Aurélio Santos, coordenador da organização. O histórico resistente destacou a necessidade das jovens gerações agirem contra o fascismo, contra as suas formas e manifestações na actualidade.
A URAP estará representada no desfile das comemorações do 35º aniversário do 25 de Abril de 1974, em Lisboa, na Avenida da Liberdade, e apela vivamente a todos os seus associados e amigos que participem neste importante momento da afirmação e defesa dos ideais de Abril. O ponto de encontro da URAP será em frente ao edifício do Diário de Notícias, pelas 14h15.

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