por Bárbara Carvalho, Musicóloga
Convocar uma guerra, seja numa conversa, por escrito ou como exercício de memória, é um gesto profundamente sonoro. É-o, desde logo, pela constante (audível ou imaginada) do som. O som da artilharia, das explosões, dos aviões, do grito; quase como um bordão que é activado automaticamente com a simples enunciação da palavra: guerra. É um som que está gravado na memória de todos nós, seja pela história vivida que perdura nos corpos de tantos homens e mulheres, seja pela partilha através da oralidade e da escrita, seja pelos objectos artísticos que vêm dissecando a guerra ao longo do tempo, seja pelas indústrias culturais que trataram de a fixar no nosso imaginário como um eficaz produto de entretenimento.


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Em Fevereiro de 2025, foi firmado um protocolo entre a Câmara Municipal de Santa Comba Dão e o Arquivo Ephemera visando a criação do “Centro Interpretativo do Estado Novo – Regime e Resistência”. Recentemente, foi anunciado que este centro “do Estado Novo”, não do “Estado Fascista”, ia realizar, em Outubro, a sua primeira iniciativa, com uma exposição.
por Cristina Pratas Cruzeiro, Investigadora no Instituto de História da Arte da NOVA FCSH
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