A Federação Internacional de Combatentes da Resistência (FIR) – Associação de Antifascistas, herdeira da Federação Internacional dos Antigos Prisioneiros Políticos (FIAPP) fundada em 1946 no rescaldo da Segunda Guerra Mundial, convidou a URAP a acolher em Lisboa, no mês de Novembro, o seu XX Congresso ordinário. A URAP, que se encontra há largos anos filiada na FIR, aceitou tal convite com grande satisfação, considerando-o como o reconhecimento do trabalho que vem desenvolvendo ao longo dos 50 anos da sua existência, que justamente se comemoram neste ano de 2026.
A FIR tinha como principais tarefas na época da sua criação destruir o fascismo nas suas raízes e promover o legado político dos combatentes da resistência e das vítimas do fascismo, como está referido no “Juramento de Buchenwald”: «Destruir o nazismo nas suas raízes. Criem um novo mundo de paz e liberdade!». Na actualidade, para contrariar o ressurgimento dos grupos fascistas, a FIR documentou a realidade dos crimes fascistas, toma posição contra o neofascismo, o anti-semitismo, o racismo e o terrorismo e as suas raízes sociais e, com base na luta comum contra o fascismo, a FIR e as suas associações membros defendem hoje a paz, os direitos humanos políticos e sociais, e a democracia.


O livro “Vencedores – Tarrafal 90 anos” evoca o que foi o Campo de Concentração do Tarrafal. Inclui, entre outros textos, depoimentos de familiares de tarrafalistas e tem como objectivo principal dar a conhecer a crueldade do regime fascista com a criação do «Campo da Morte Lenta», que funcionou em duas fases – de 1936 a 1954 e de 1961 a 1974.
por Bárbara Carvalho, Musicóloga
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Em Fevereiro de 2025, foi firmado um protocolo entre a Câmara Municipal de Santa Comba Dão e o Arquivo Ephemera visando a criação do “Centro Interpretativo do Estado Novo – Regime e Resistência”. Recentemente, foi anunciado que este centro “do Estado Novo”, não do “Estado Fascista”, ia realizar, em Outubro, a sua primeira iniciativa, com uma exposição.
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