por Cristina Pratas Cruzeiro, Investigadora no Instituto de História da Arte da NOVA FCSH
Forte de Caxias, Fortaleza de Peniche, Fortaleza de S. João Baptista, Colónia Penal do Tarrafal. São estes os nomes das principais prisões políticas utilizadas pela ditadura fascista portuguesa para encarcerar mais de trinta mil pessoas ao longo dos seus quarenta e oito anos de existência. Utilizadas como forma de dissuasão, neutralização e repressão da resistência ao regime, estas prisões foram lugar – com maior ou menor intensidade – de práticas de arbitrariedade, brutalidade, violência, tortura e inclusive morte.


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No Porto, dia 9 de Maio, cinco centenas de pessoas marcharam entre o Largo Soares dos Reis – junto ao edifício onde no fascismo funcionava a sede da PIDE/DGS – e a Rua de Santa Catarina, exigindo a criação de um museu da resistência na Cidade Invicta.
O resistente antifascista Carlos Brito, antigo dirigente do PCP, preso político, interveniente na revolução do 25 de Abril, deputado Constituinte e à Assembleia da República, candidato presidencial, director do jornal “Avante”, escritor, morreu quinta-feira, dia 7 de Maio, na sua casa de Alcoutim, Algarve, aos 93 anos.
“Resistência Antifascista em Santarém (1926-1974)", da autoria de Jaime Fernandes e Jorge Custódio, com coordenação de João Luiz Madeira Lopes, presidente da Assembleia Geral da URAP, é uma homenagem aos que lutaram pela liberdade e um estudo de história contemporânea de Santarém e narra episódios da luta contra a ditadura, incluindo o percurso de presos políticos oriundos de várias localidades do concelho.
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