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A URAP não podia deixar de estar presente nas exéquias de JOAQUIM TEIXEIRA, combatente tarrafalista contra o fascismo.

Ao recordar Joaquim Teixeira, grande combatente pela Liberdade, Democracia e Socialismo, salientamos o seu empenhamento revolucionário, que dedicou o melhor da sua vida à luta contra o fascismo, a sua coragem ímpar, no enfrentar as prisões e as torturas a que foi submetido pelo hediondo regime fascista.

Afirmamos aqui, em sua memória, que não pouparemos esforços na denúncia do foi o horror do fascismo e na defesa da Liberdade alcançada com o 25 de Abril/74, a fim de que "FASCISMO NUNCA MAIS".

Pela Liberdade
Pela Democracia
Pelo 25 de Abril                          

O Conselho Directivo

 

«

À memória de Joaquim de Sousa Teixeira,
Marinheiro insubmisso da revolta de 1936

No cemitério do Alto de São João representações do PCP, da URAP e da Associação de Sargentos da Armada prestaram sábado passado uma última homenagem a Joaquim de Sousa Teixeira, que foi deportado para o Tarrafal na primeira leva de presos políticos para ali enviados.

Joaquim Teixeira era um jovem grumete da Armada quando participou na revolta de 1936 dos marinheiros dos navios Dão, Afonso de Albuquerque e Bartolomeu Dias contra a ditadura de Salazar. Julgado pelo iníquo Tribunal Militar Especial, foi condenado a 16 anos de prisão e fez parte daqueles que aí sofreram o período mais violento da repressão fascista, quando os trabalhos forçados, a má alimentação, a doença, ceifavam mais cruelmente vidas, justificando a designação do Tarrafal como «Campo da Morte Lenta».

Tendo adoecido gravemente, Joaquim Teixeira foi transferido sob prisão para o Hospital de S. José, onde lhe foi extraído um rim.

«Como todo o prisioneiro que se preza - dizia ele numa entrevista à Revista da Armada publicada após o 25 de Abril - não me saía da cabeça a ideia de me evadir». E assim fez, numa tarde de Agosto de 1948, tendo passado a viver de forma clandestina, com falsa identidade, para escapar à vigilância da PIDE.

Prestando homenagem à memória de Joaquim Teixeira, como se disse por ocasião do seu funeral, estamos também recordando aqueles que no Tarrafal e em todo o País, não se resignaram à ditadura fascista numa época em que Salazar afirmava: «o Século XX será fascista.» Não cruzaram os braços ante o que agora se designa como «os ventos da História».

Com a sua luta, semearam os cravos que floresceram no 25 de Abril. Para que Tarrafal - nunca mais! »

Aurélio Santos,

Jornal Avante, 9 de Abril de 2009

                                                              

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Aveiro, 20 de Março de 2009

Aos democratas e antifascistas
Aos Órgãos de Comunicação Social

Caros Amigos. Exmºs Senhores.

Vimos, desta forma dar nota pública da constituição do NÚCLEO de AVEIRO da URAP - União dos Resistentes Antifascistas Portugueses, que se constitui formalmente a fim de prosseguir na região as actividades consignadas nos seus Estatutos (Publicados no Diário da República nº 129 - 3ª série de 02.06.1976), particularmente a divulgação de ideais e património de intervenção antifascistas.

Esta iniciativa surge num momento em que se acumulam elementos de desvirtuamento e ataque aos ideais e direitos democráticos, conquistados em 25 de Abril, e em que assistimos atónitos a operações mediático-comerciais ou de organizações neo-fascistas, que promovem o branqueamento sistemático da ditadura fascista e colonialista, da desgraça que ela comportou para o nosso país e os povos das ex-colónias e dos seus principais responsáveis e torcionários.

O Núcleo de Aveiro da URAP, constituído pelos antifascistas que abaixo assinam esta nota, inicia imediatamente a sua actividade, promovendo a 27 de Março, na Biblioteca Municipal de Aveiro, uma homenagem pública a Mário Sacramento, na ocasião do quadragésimo aniversário da sua morte.

Nessa sessão usarão da palavra, entre outros: Aurélio Santos, Coordenador Nacional da URAP; Carlos Candal, advogado; Jorge Sarabando, publicista; Jorge Seabra, médico.

Em breve serão divulgados outros elementos de informação sobre esta iniciativa e sobre a actividade do Núcleo de Aveiro da URAP.

Atenciosamente, saudações democráticas.

(Américo Freitas)

(António J. Coelho Lemos)

(António Luis Almeida)

(António Regala)

(Carlos Jerónimo)

(José Amaro)

(Manuela Seabra)

(Manuel Reis)

(Rosa Gadanho)

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Nota de imprensa

Contra a instalação de "hotel de charme" no tribunal dos plenários fascistas

A URAP pede esclarecimentos ao governo        

Perante notícias publicadas na imprensa sobre projectos de venda do edifício da Boa Hora onde funcionou durante a ditadura fascista o Tribunal Plenário que julgava os presos políticos, a URAP enviou em 3 de Fevereiro cartas ao Primeiro-ministro e ao Ministro da Justiça requerendo um esclarecimento urgente por parte do governo sobre essa questão.

Sublinhando que «desde há cerca de século e meio o Tribunal da Boa Hora é monumento vivo do que foi parte essencial da história judicial portuguesa, com especial relevo para a actividade do Tribunal Plenário onde foram julgados e condenados muitos antifascistas cujo único crime foi o da luta pela liberdade e pela democracia».

Cartas idênticas foram enviadas ao Presidente da Assembleia da República e ao Presidente da Comissão de direitos, liberdades e garantias.

Assembleia Geral da URAP reclama transformação da Boa-Hora em Museu

Na Assembleia Geral da URAP de prestação de contas e eleição dos corpos sociais de 7 de Fevereiro foi aprovada uma Moção na qual se diz que considerando a relevância nacional do edifício da Boa Hora, nomeadamente por nele ter funcionado o Tribunal Plenário durante o regime fascista, «a sua alienação com destino anódino, significará subjectiva e objectivamente uma operação de branqueamento, ou mesmo de apagamento, de parte relevante da nossa recente história política».

Na Moção a URAP, reiterando o conteúdo dos requerimentos enviados pelo Conselho Directivo ao Primeiro-ministro e ao Ministro da Justiça, lembra solenemente ao Governo «a função primordial que lhe compete na salvaguarda do património nacional», recomenda a preservação do edifício da Boa-Hora e a sua transformação em Museu, «símbolo, como é seu direito, da memória e da história do Povo Português e contributo para o conhecimento de futuras gerações.».

URAP em sessão promovida pela Comissão de Juristas pela Cidadania

 Intervindo em nome da URAP na sessão promovida por essa Comissão dia 9 de Fevereiro na sala do Tribunal Plenário, Aurélio Santos, dando conhecimento da Moção aprovada na Assembleia Geral da URAP e afirmando o apoio ao abaixo assinado que essa Comissão está recolhendo contra a alienação do edifício, sublinhou: que «muitos de nós, membros da URAP, que lutámos para que fosse livre o terreno que hoje pisamos, passámos por aquela sala como réus, advogados e testemunhas nos julgamentos iníquos do fascismo, e seria para nós inaceitável que ela seja transformada em salão de «charme» para bailes de clientelas de luxo.

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