A convite da Assembleia Municipal de Lisboa, a coordenadora da URAP - União de Resistentes Antifascistas Portugueses falou sobre a Mulher e o Trabalho, no Fórum Lisboa, dia 27 de Junho, na primeira sessão do Debate Temático "45 Anos depois do 25 de Abril, os Direitos das Mulheres no Mundo do Trabalho".
Na sua intervenção, Marília Villaverde Cabral lembrou que "a Constituição de 1933 consagra a inferioridade das mulheres perante a lei, em resultado da sua natureza e do bem-estar da família" e especificou que "a implantação do fascismo em Portugal levou à liquidação das liberdades, à repressão contra o povo, de que as mulheres foram as principais vítimas. Foram privadas de direitos elementares na própria família. Sob o lema "Deus-Pátria-Família", o fascismo atirou-as para o canto da casa, impedindo-as de ter acesso à vida profissional para as terem subalternas e assim discriminadas".
Relembrou que "ao longo dos tempos, as mulheres souberam criar organizações próprias, ilegais, semilegais e mesmo legais que levaram a cabo grandes e pequenas acções de esclarecimento e mobilização", nomeadamente, a Associação Feminina Portuguesa para a Paz (1935), os núcleos femininos do Movimento de Unidade Nacional Antifascista (1943-1949), o Movimento de Unidade Democrática (1945-49), o Movimento Nacional Democrático (49-50), o Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, e, a partir de 1969, do Movimento Democrático de Mulheres".


História > Antifascistas
José Pedro Soares, ex-preso político e membro da direcção da URAP, lançou um repto para que fosse erguido um memorial no Barreiro para assinalar os 50 anos do 25 de Abril, a fim de preservar a memória dos 424 homens e mulheres da região, que foram presos durante a ditadura por defenderem a democracia e a liberdade.
António Areosa Feio, engenheiro, comunista desde o início da Ditadura, figura incontornável do combate ao regime salazarista e sócio da URAP, morreu hoje, 21 de Junho, em Lisboa aos 96 anos. O seu corpo vai estar em câmara ardente, a partir desta tarde, na capela mortuária do Mosteiro dos Jerónimos, em Belém.
Isaura Borges Coelho, combatente antifascista e pelos direitos das enfermeiras, sócia da URAP, morreu dia 11 de Junho, aos 92 anos. O seu corpo estará em câmara ardente amanhã às 17:00 no centro da Servilusa de Cascais e o funeral realiza-se sexta-feira às 13:30.
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