Na madrugada de 7 de Novembro de 1917 foi difundida a proclamação de Lénine "Aos operários, soldados e camponeses" a prometer a paz, a terra e o pão. A maior revolução do século XX teve efeitos em todos os países do mundo, incluindo Portugal. A sua influência levou à politização do movimento sindical português e à formação, mais tarde, do PCP, em 1921.
Foi o centenário desta revolução que o núcleo da URAP da Moita quis assinalar, dia 11 de Novembro, numa sessão para a qual convidou o presidente da Câmara da Moita, Rui Garcia, e o resistente antifascista e membro da URAP Armando Morais.
Para Armando Morais, a Revolução de Outubro teve uma enorme influência sobre os trabalhadores e povos de todo o mundo. Foi uma Revolução da classe trabalhadora, explorada e oprimida. Foi o seu exemplo que pôs fim à carnificina da I Guerra Mundial. Que levou o movimento operário de todo o mundo a criar os seus partidos revolucionários de classe e potenciou a luta das classes exploradas pelos seus direitos sociais. Que inspirou os povos colonizados a libertarem-se da dominação imperialista. Que inspirou novas revoluções socialistas e a luta antifascista.


Na obra de José Saramago a História de Portugal tem um lugar muito especial. O seu livro "História do Cerco de Lisboa" foi ficcionado pelo escritor a partir de uma história que põe em contraste o real e o imaginário, o passado e o presente, o sim e o não.
O núcleo de Santa Iria de Azóia da URAP e a Associação Promotora do Museu do Neo-Realismo lançaram, dia 4 de Novembro, o livro "Mulheres da Clandestinidade", com a presença da autora Vanessa de Almeida.
Uma delegação de jovens portugueses, entre os quais Francisco Canelas, membro do Conselho Directivo da URAP, participou no 19.º Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes (FMJE), sob o lema «Pela paz, solidariedade e justiça social. Lutamos contra o imperialismo – honrando o nosso passado, construímos o futuro!» e dedicado aos 100 anos da Revolução de Outubro.
José Pedro Soares, dirigente da URAP e ex-preso político, revelou que o Museu Nacional da Resistência deverá ser inaugurado dia 27 de Abril de 2019, após obras que se iniciarão no princípio do próximo ano, que obrigarão ao encerramento do Forte de Peniche.
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