A URAP condena veementemente a agressão recentemente lançada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão, numa ação concertada e coordenada, enquanto decorriam negociações entre o Irão e os Estados Unidos, pondo a nu, tal como em Junho de 2025, a má-fé do governo americano, com a subserviente reação da União europeia.
A guerra de agressão contra o Irão, a pretexto da questão nuclear e da libertação do povo iraniano da ditadura islâmica, é ilegítima e ilegal, por ser contrária ao direito internacional, pois que não surge como resposta a um ataque do Irão e não foi sancionada pela ONU, quem tem competência para tal.
A presente agressão, a que legitimamente o Irão respondeu, deu início a uma escalada muito perigosa que está já a atingir diversos países da região e que pode alastrar a todo o Médio Oriente, com graves consequências para os respetivos povos e que ameaça arrastar o mundo para uma tragédia.
Tal como no ataque ao Iraque em 2003, o governo português de novo aceita subservientemente o envolvimento de Portugal numa guerra alheia, permitindo a utilização da base das Lajes pelos Estados Unidos, ao invés de condenar a agressão a um país soberano.
A URAP solidariza-se com o povo do Irão e com todos os povos do Médio Oriente vítimas da agressão dos Estados Unidos e de Israel na sua luta pela liberdade e soberania, e exige do governo português a firme condenação da agressão em curso e a proibição da utilização do território nacional pelos Estados Unidos nesta agressão, em defesa do direito internacional e para assegurar a paz na região.
O Conselho Diretivo da URAP
02.Março.2026



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