A URAP torna desde já a público a decisão de evocar, no dia 1 de Maio de 2021, os 85 anos da jornada de 1936, quando antifascistas colocaram seis bandeiras vermelhas nos edifícios dos Correios e Telégrafos, Capitania do Porto, Portas da Alfandega, Central Eléctrica, Escola Industrial e obras do Porto de Abrigo daquela cidade.
A grave crise sanitária, devido à pandemia do COVID-19 que o país e o mundo atravessam, impede a URAP de festejar condignamente o Dia Internacional do Trabalhador deste ano que celebra a greve de Chicago, de 1 de Maio de 1886, que visava reduzir do horário de trabalho para as oito horas e conquistar melhores condições laborais para os trabalhadores norte-americanos.
Na noite de 30 de Abril para 1 de Maio de 1936, os antifascistas, após terem colocado as bandeiras, colaram debaixo das portas diversa imprensa clandestina e fizeram pinturas nas paredes. Seguiram-se intensas buscas pela PIDE, muita repressão e prisões.
A URAP saúda os trabalhadores portugueses e de todo o mundo no 1.º de Maio, Dia Internacional do Trabalhador.


A URAP, respondendo ao apelo da Comissão Promotora das Comemorações Populares do 25 de Abril, que integra, cantou a "Grândola, Vila Morena" e o Hino Nacional, a partir da suas sedes em Lisboa e em Setúbal, juntando-se assim aos milhares de pessoas que cantaram a partir das suas janelas e a partir de outras associações, colectividades e sindicatos. No Porto, foram colocados cravos e uma faixa no local onde, todos os anos, se assinala o dia da Revolução.
Portugal e o mundo entraram em 2020 enfrentando o ultramicroscópio vírus COVID-19 que conseguiu suspender a democracia e a economia global. Em 46 anos, é a primeira vez que os portugueses não celebram nas ruas a revolução de Abril.
Grândola, vila morena
Era uma vez um país
Inscreve-te e actualiza a tua quota
