por Rui Namorado Rosa
O conhecimento científico tornou-se central na compreensão do mundo natural e espiritual contemporâneo, e na organização e funcionamento das sociedades modernas. O conhecimento científico tornou-se parte integrante da educação e do funcionamento das sociedades contemporâneas.
Num mundo dividido entre nações e entre classes sociais, o conhecimento científico e técnico é um bem universal cujo acesso é partilhado de modo desequilibrado ou até iníquo entre países e mesmo dentro de cada país. Conhecimento é poder, exercido para o bem comum ou para a fruição egoísta, ou ainda para extremar a exploração ou até a agressão aquém ou além fronteiras.
A situação de pandemia que abala o mundo coloca no centro da nossa atenção a vulnerabilidade da espécie humana ao contexto natural e antrópico que habita. Existem ameaças que surgem independentemente da vontade e acção humana; mas também ameaças cujos danos podem ser agravados ou, pelo contrário, atenuados ou até evitados mediante adequada organização e intervenção humana; e ainda ameaças que emergem exclusivamente em resultado da própria acção humana.
Como podem ser evitadas ou mitigadas (nas causas e nos efeitos) todas essas ameaças? É aqui que o conhecimento científico tem um papel insubstituível a ocupar. Os seres e fenómenos que ocorrem no mundo físico e social têm de ser estudados para que saibamos lidar com eles e interferir positivamente no curso do seu desenvolvimento. Quanto às ameaças que são infligidas sobre o próprio homem, as armas de destruição maciça constituem um caso limite; a que se adicionam os conflitos bélicos e económicos entre estados, etnias e classes sociais; reflectindo e reproduzindo assimetrias persistentes na organização e partilha de meios de vida e subsistência digna e saudável em todo o mundo.


As histórias da clandestinidade de Álvaro Cunhal estão a ser publicadas nos EUA. Os editores, que acabam de publicar A Estrela de Seis Pontas, sublinham a importância literária desta obra e a sua capacidade de mostrar a humanidade em tempos terríveis.
Grândola, vila morena
Era uma vez um país
Mesmo quando surge na guerra, a partitura progressista e o canto passado de voz em voz são sempre Manifesto pela Paz. Como naquela Sinfonia n.º 7, "Leninegrado", de Chostakovitch, apresentada em 9 de Agosto de 1942, um dos 900 dias do cerco nazi à cidade do Báltico (pelos músicos da Orquestra da Rádio de Leninegrado a que se juntaram músicos militares).
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