Maria da Conceição Moita, antifascista da resistência, que pertenceu ao grupo de católicos progressistas que organizou a vigília da Capela do Rato, participou na luta anticolonialista, e foi libertada da Fortaleza de Peniche com a Revolução de Abril, morreu hoje, 30 de Março, aos 83 anos, vítima de doença prolongada.
No dia 25 de Abril de 1974, Conceição Moita estava presa em Caxias e é uma das pessoas que aparecem à porta, na hora da libertação, acompanhadas dos advogados, e da delegação da Comissão de Socorro aos Presos Políticos.
Em entrevista datada de 1974, afirmou que na prisão não sabiam do golpe militar apenas perceberam que havia algumas alterações nas rotinas na cadeia. Um automóvel tentou comunicar através de sinais sonoros, a partir da auto-estrada, só percebemos as duas últimas palavras: “derrubado” e “coragem”.
“No dia 26 de Abril, [já passava da meia noite], fomos libertados depois de algumas diligências para que todos os presos políticos fossem libertados e não alguns, tal como inicialmente tinha sido anunciado.
Foi uma libertação que teve um significado pessoal enorme! Estava presa há seis meses. Tinha passado pela tortura, isolamento numa cela sozinha e finalmente com outras companheiras. Foi uma libertação única. Era a minha libertação pessoal depois de uma situação de cativeiro; a libertação do meu país, que tanto desejava; o fim da ditadura e a conquista da palavra ´liberdade´ que faltava; e depois a libertação dos povos das colónias, uma luta onde estava particularmente implicada”, contou.


abral, o fundador do Partido Africano da Independência da Guine e Cabo Verde (PAIGC), “grande combatente pela independência africana”, eleito pela BBC, em 2020, como o segundo maior líder mundial de sempre, foi assassinado em 20 de Janeiro de 1973, em Conacri, em circunstâncias ainda hoje não totalmente claras, antes de ver as duas colónias portuguesas tornarem-se independentes.
O escultor João Cutileiro, que trabalhou o mármore com genialidade, autor do Monumento ao 25 de Abril, instalado no Parque Eduardo VII, em Lisboa, entre muitas outras obras, resistente antifascista desde os anos 50, morreu hoje em Lisboa aos 83 anos, vítima de problemas respiratórios.
Carlos do Carmo, um dos maiores nomes da música portuguesa contemporânea, em especial do fado, e uma voz na luta pela liberdade e pela construção de Abril, morreu dia 1 de Janeiro aos 81 anos no Hospital de Santa Maria em Lisboa, vítima de um aneurisma.
O ensaísta, filósofo, crítico literário, professor e conselheiro de Estado Eduardo Lourenço morreu terça-feira, 1 de Dezembro, em Lisboa aos 97 anos. Nasceu a 23 de maio de 1923 em S. Pedro do Rio Seco, na Beira Alta.
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