Anabela Carlos, membro do Conselho Nacional da URAP, com trabalho no âmbito do Arquivo Histórico, morreu dia 2 de Outubro, no Montijo, após internamento hospitalar, aos 61 anos. O corpo da dirigente da URAP estará hoje a partir das 16:00 nas capelas de São Sebastião, no cemitério do Montijo, e o funeral realiza-se na manhã de terça-feira.
Licenciada e Mestre em Gestão e Políticas Públicas pelo ISCSP/Lisboa, Anabela Carlos, filha dos comunistas José Carlos e Olívia Maria, nasceu na clandestinidade perto de Mafra e foi presa com os pais quando tinha um ano e meio. Viveu no Forte de Caxias com a mãe até aos 3 anos. Entregue aos tios, com quem viveria até aos 12 anos, regressa ao convívio dos pais, entretanto libertados e de novo na clandestinidade, quando tinha 12 anos.
Perto de Gondomar, onde viviam, tornou-se uma verdadeira funcionária, tendo a seu cargo diversas tarefas do partido, como dactilografar documentos e distribuir o “Avante” clandestino.


A pintura Aborto (1997-1999) surge para criticar o resultado do primeiro referendo ao aborto, realizado em Portugal em 1997, pelas mãos da pintora Paula Rego, que morreu em Londres aos 87 anos de idade, no dia 8 de Junho.
António Regala, grande figura antifascista de Aveiro, que morreu recentemente, foi homenageado dia 23 de Abril naquela cidade, numa cerimónia organizada pela URAP e integrada nas Comemorações do 48º aniversário do 25 de Abril.
Quando se pensa em teatro, vários nomes nos vêm à memória, entre os maiores está Eunice Muñoz. Morreu dia 15 de Abril, aos 93 anos, 45 em ditadura, 48 em liberdade, como afirmou, após ter cumprido 80 anos de carreira.
O psiquiatra e antifascista Afonso de Albuquerque, que pertenceu à Comissão Nacional de Socorro dos Presos Políticos, morreu dia 5 de Abril na sua casa, em Lisboa, aos 86 anos.
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