O calendário eleitoral do corrente ano (a começar pelas eleições para o Parlamento Europeu, em Maio próximo) é motivo de particulares movimentações políticas, especialmente no nosso país e na Europa, com inevitáveis reflexos na nossa política interna.
As questões de segurança e da ordem pública vão ser marcantes, tanto mais que a Europa (U.E.) tem sido alvo de forças políticas e sociais que, a partir das dificuldades originadas pelos movimentos migratórios, procuram auferir em seu proveito os fenómenos de inspiração nacionalista, racista, neofascista ou neonazi que nela se inspiram.
Mercê de favoráveis circunstâncias sociais e políticas, o nosso país tem passado à margem dessas inquietações, mas começa a ser afectado por um fenómeno de que, em fase embrionária, experimenta a criação de uma fase de agitação social cujo carácter forçado se afigura manifesto. Parece claro, porém, o aproveitamento dessas águas turvas que traduz uma intenção (para puxar os cordelinhos de quê e para quê) a que devemos estar atentos.
O poder do Estado de direito democrático tem que ser afirmado, em conformidade com o que está na Constituição da República: sem excessos, mas com firmeza democrática e sem receio do que possam dizer aqueles que, pelas mais diversas razões, não apreciam comportamentos de acordo com a realidade constitucional.
Neste sentido, e a propósito de uma manifestação projectada para o dia 1 de Fevereiro, por saudosistas do regime finado em Abril de 1974, a URAP enviou a diversas entidades (Presidente da Assembleia da República, Presidente da Comissão de Assuntos Constitucionais da Assembleia da República, Ministro da Administração Interna, Procuradora Geral da República) o alerta que agora divulgamos, para que a opinião pública tome consciência das manobras antidemocráticas que urge impedir que vão por diante.
«A União de Resistentes Antifascistas Portugueses (URAP) dirige-se a Vossa Excelência na sua qualidade de responsável na orgânica do Estado de direito democrático, pela defesa da Constituição da República.




Em 18 de Janeiro de 1934 o movimento sindical promove uma jornada nacional contra a lei de criação dos sindicatos fascistas, que assume carácter insurreccional na Marinha Grande.
O núcleo do Porto da URAP organizou na Junta de Freguesia de S. Mamede de Infesta, Matosinhos, dia 11 de Janeiro, uma conversa sobre o livro Forte de Peniche, Memória, Resistência e Luta e o futuro museu a instalar na Fortaleza de Peniche.
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