Angra do Heroísmo, na Ilha Terceira, foi a primeira paragem do grupo de 40 antifascistas, membros e amigos da URAP, que se deslocou aos Açores para homenagear cerca de 500 presos políticos que estiveram encarcerados na Fortaleza de S. João Baptista e no Forte de S. Sebastião (Castelinho).
A viagem, que decorreu entre 1 e 5 de Outubro, iniciou-se com uma sessão pública promovida pela URAP e que contou com o apoio da Câmara Municipal de Angra de Heroísmo.
César Roussado, do Conselho Directivo da URAP, dirigiu a sessão que visou, particularmente, dar a conhecer em traços gerais o livro "As Prisões Políticas de Angra do Heroísmo", a ser editado pela URAP, e a acção dos Terceirenses em defesa dos ideais liberais contra o absolutismo, e nela intervieram a coordenadora da URAP, Marília Villaverde Cabral [ver intervenção], e o presidente da Câmara Municipal, Álamo de Meneses.


José Pedro Soares, ex-preso político e membro da Comissão de Instalação dos Conteúdos e da Apresentação Museológica (CICAM) do futuro Museu Nacional da Resistência e Liberdade, apelou, dia 2 de Outubro, para que a 27 de Abril de 2019 seja inaugurada parte do museu na Fortaleza de Peniche.
No próximo dia 2 de Outubro completam-se 2 anos sobre o lançamento da petição dirigida à Assembleia da República protestando contra a então anunciada intenção governamental de efectuar a concessão a privados para fins hoteleiros do Forte de Peniche, onde, em condições terrivelmente opressivas, cumpriram penas de prisão por motivos políticos 2498 antifascistas.
A URAP organiza uma viagem aos Açores, com 40 antifascistas, entre 1 e 5 de Outubro próximo, destinada a homenagear os ex-presos políticos da Fortaleza de S. João Baptista e do Forte de S. Sebastião (Castelinho), em Angra do Heroísmo, na Ilha Terceira.
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