O núcleo da URAP de Santa Iria de Azóia deslocou-se a Torres Vedras, dia 26 de Maio, naquela que foi a XXI visita do núcleo, destinada a homenagear resistentes antifascistas daquele concelho.
Os cerca de 20 sócios e amigos da URAP estavam acompanhados pela coordenadora, Marília Villaverde Cabral, e foram recebidos nos Paços do Concelho pela vereadora da Cultura da Câmara Municipal.
Ana Umbelino, no seu discurso de boas-vindas, agradeceu a presença da URAP e salientou a importância do seu papel em manter a história viva para que não se esqueça a luta dos antifascistas, nomeadamente em Torres Vedras, dando como exemplo o tarrafalista Fernando Vicente, Francisco Manuel Fernandes e seu pai, Pedro Fernandes, preso político.


Artista plástico, militante activo contra a ditadura, democrata e cidadão íntegro, Júlio Pomar morreu hoje em Lisboa aos 92 anos.
O trabalhador alentejano levou a cabo depois de 25 de Abril de 1974 uma revolução dentro da revolução com a intensificação da luta por melhores salários, condições de trabalho e garantia de emprego. Um forte movimento de ocupação de terras, expropriadas ao latifúndio, conduziu à reforma agrária assente em unidades colectivas de produção exploradas por pequenos agricultores e trabalhadores rurais ou cooperativas. Esta realidade não durou muitos anos, a reforma agrária foi destruída e ao Alentejo voltou o desemprego e os milhares de hectares subaproveitados.
Integrado nas comemorações do 44º aniversário do 25 de Abril, foi inaugurado o Monumento aos Resistentes Antifascistas, na nova rotunda do Fogueteiro, visando homenagear os portugueses que durante a ditadura lutaram por um Portugal livre e democrático.
A 3ª edição do livro "Forte de Peniche – Memória, Resistência e Luta", uma iniciativa da URAP, no qual se pode ler a história da fortaleza e dos presos que lá estiveram encarcerados, tem sido lançado em vários pontos do país em colaboração com Câmaras Municipais, Juntas de Freguesia e outras instituições.
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