"No Limite da Dor", a série de programas com testemunhos de vários ex-presos políticos que foram torturados pela PIDE e submetidos a todo o tipo de torturas, iniciado a 04 de Janeiro último por Ana Aranha na Antena 1, passa agora a livro, em co-autoria com Carlos Adenar e vai ser lançado, dia 27 de Abril, na Fortaleza de Peniche.
A data de laçamento do livro, editado pela Parsifal, foi marcada em colaboração com a presidência da Câmara de Peniche para coincidir com o dia da libertação dos presos. Na ocasião, a edilidade vai colocar no forte uma placa em homenagem a esse acontecimento, para o qual convidou a URAP.


"A Revolução trouxe-nos, fundamentalmente, a liberdade. É por isso que as comemorações dos 40 anos são muito importantes. Mas é preciso olhar para o futuro", disse Feliciano David, membro da URAP, numa aula especial sobre o 25 de Abril de 1974, que decorreu na Escola Secundária José Cardoso Pires, em Santo António dos Cavaleiros.
"Não é fácil voltar aqui, nem é de ânimo leve que passeio por esta fortaleza. Estou a tentar conter a emoção. Isto foi muito difícil, muito cruel", disse Mário José Araújo, ex-preso político, aos alunos da Escola Secundária de Camarate que com ele visitaram o Forte de Peniche.
O núcleo da URAP do Porto solicitou aos Grupos Parlamentares a marcação de uma audiência, com carácter de urgência, para discutir o pedido da organização ao Ministério do Exército e à Direcção do Museu Militar visando a transformação da antiga cadeia da PIDE na Invicta num edifício classificado como memória da resistência e da luta antifascista.
No passado dia 3 de Março, quando um conjunto de estudantes pintava um mural político, dinamizado pela Associação de Estudantes da Escola Secundária Santa Maria, em Sintra, onde se fazia a defesa da Constituição da República Portuguesa e do ensino público, democrático, gratuito e de qualidade, a polícia interrompeu a iniciativa. 
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