A jurista Laura Lopes, resistente antifascista, fundadora do Movimento Democrático de Mulheres (MDM), defensora dos direitos das Mulheres e da Paz, com grande actividade antes e depois de Abril, morreu dia 30 de Junho, aos 100 anos.
Laura Vaz Lopes nasceu em Lisboa a 29 de Janeiro de 1923; integrou a Associação Feminina para a Paz de 1950 até ao seu encerramento pela PIDE em 1953. Professora na Escola Técnica de Emídio Navarro, em Almada, desde 1965, seria demitida um ano depois, por motivos políticos (subscrição da apresentação da candidatura da oposição democrática à Presidência da República do Prof. Ruy Luís Gomes e participação na campanha eleitoral). Em 1967 forma-se em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.
Exerceu a advocacia, na área do Direito Criminal e de Família; foi sócia da Associação Portuguesa dos Juristas Democratas; consultora jurídica no Ministério da Comunicação Social e no Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil do distrito de Lisboa; foi advogada de vários presos políticos.



Um dos últimos presos a ser libertado da cadeia de Caxias a 27 de Abril de 1974, o sociólogo Luís Moita, militante antifascista e anticolonialista, que pertenceu à Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos, morreu dia 28 de Janeiro aos 83 anos.
Vítor Zacarias da Piedade Sousa, ex-preso político e membro do Conselho Nacional da URAP, morreu dia 24 de Novembro, aos 92 anos.
Fernando Miguel Bernardes, engenheiro geógrafo e matemático, lutador antifascista e ex-preso político morreu hoje aos 92 anos. O seu corpo estará amanhã, dia 18, a partir das 17:30, na Igreja de S. João de Deus, Praça de Londres, Lisboa, e o funeral realiza-se sábado, às 13:30, no cemitério do Lumiar. 
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